The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Lá se foi Agosto

Lembro-me de todos os finais de Agosto dos últimos três anos. Não que tenha tido férias férias, mas tive a sorte de ter trabalhos suficientemente parecidos com ir de férias (uma residência de duas semana no Alqueva) ou que permitissem férias (rever e adiantar textos em Tavira com direito a folhas A4 a voar pela praia e tudo). Coisas desse género. Este ano decidi ficar pelo Porto e decidi esquecer a escola, o trabalho principal, por um mês. Tudo o que fiz foi preparar uma exposição sobre banda desenhada. Tirando isso, não li mais nada de trabalho, nem papers, nem teses, nem mails. Estava saturado da leitura atenta à gralha ou à incoerência. Sei que tenho que ler mais do que isso, coisas que já me cheguem acabadas.

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É tudo muito bom…

Mais um artigo, desta vez no Público, sobre o boom do turismo. Os turistas gabam a autenticidade. Os locais não têm nada contra o turismo mas…

Eu, que já morei junto à Sé de Lisboa em pleno boom e na Ribeira do Porto antes, percebo bem o “mas”. Nem é o “fim” da autenticidade que me chateia – quem acredita nessas tretas não só merece como quer ser enganado – mas questões mais materiais. Ter sítios onde se pode lanchar sem ter que ficar à espera e/ou pagar um balúrdio. Aqui no Porto deixei de ir ao Guedes comer sandes de pernil quando os preços e as filas aumentaram. Comer uns pedacitos de carne no pão com um fino já era tão caro como uma refeição completa sentado num restaurante ali ao lado. A Confeitaria do Bolhão onde ainda vou tentando ir lanchar depois da piscina ficou impossível de turistas. Os empregados habitualmente simpáticos, andam impacientes e mal dispostos.

O meu incómodo maior não é andar aos encontrões com turistas aos berros (só esta semana me cruzei com dois grupos grandes a urrarem pelo Porto fora, o primeiro a acelerar em tuk tuks). O que me chateia mais é que não se ganha nada com isso que não seja um pouco mais de dinheiro. Em outras cidades e países turísticos, por exemplo, há algum investimento em cultura para além das tretas pseudo-tradicionais. Exposições, cinema, livros, etc. Aqui há um desinvestimento total em cultura, educação, infra-estruturas, segurança social, para uma sobrecarga de impostos. Entretanto, para quem vem de fora há vistos gold e isenção de impostos para reformados.

Tudo isto assenta numa lógica onde o único apoio do Estado consiste em deixar o “mercado a funcionar” com o mínimo de entraves e apoios possível. O resultado é, previsivelmente, uns poucos investimentos pirosos de luxo de grandes dimensões e um não acabar de micro-tascas gurmê, micro-galerias, micro-hosteis todos iguais. Quem tenha outras ambições para além disto, pode sempre pôr-se a mexer – como sempre foi.

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Ensino à Distância

Parece que finalmente começa a haver um movimento global de backlash contra a tirania permanente do email. Mais duas amostras: aqui e aqui. O último caso é o de uma professora que decidiu reduzir ao mínimo a troca de emails entre ela e os seus alunos.

Depois de anos a ouvir a fanfarra do ensino electrónico, fico com a sensação que os cursos universitários se transformaram em cursos por correspondência. Estou sempre a receber pedidos de alunos que arranjaram um emprego ou um estágio ou uma mobilidade não sei onde e perguntam se os posso acompanhar por mail. Ora eu tenho centenas de alunos por ano. Não posso andar a fazer acompanhamento personalizado por escrito de todos ou sequer de uma pequena parte. O que se diz facilmente em conversa torna-se muito penoso de fazer via mail.

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Acidentes

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Esta semana, escândalo por um pijama da Zara ser bastante parecido com o uniforme dos prisioneiros dos campos de extermínio, estrela de David e tudo. Coincidência, disseram. Pediram desculpa, eliminaram o produto. Não é tão mau como aquele restaurante italiano em Taiwan que vendia esparguete Nazi. Ou aquela firma de design portuguesa que fez um cofre de luxo inspirado nas emoções dos judeus enquanto estavam a ser perseguidos pelos Nazis.

O pijama mostra como ainda é necessário ter alguma literacia básica quando se trabalha em design. Quando se produz um artefacto qualquer é boa política assumir que não se está a criar algo no nada. Mesmo algo aparentemente abstracto – formas, cores e o modo como se organizam – tem as suas histórias, as suas culturas. Mas todos os dias se fazem asneiras evitáveis. Algumas são gafes – sessões fotográficas com modelos engalanados à chefe índio. Outras são só acidentes felizes: um picheleiro que não percebia porque recebia tanto negócio da comunidade LGBTI de Nova Orleães até lhe dizerem que o seu logo, um pincel a deixar um arco íris de cores se assemelhava ao dessa comunidade.

Não se pode antecipar todos os problemas, todas as coincidências, todas as gafes, mas deve-se sempre tentar. E deve-se lidar com as consequências. A formação de um profissional do design (ou da cultura em geral) não deve ser apenas um brainstorming constante e inconsequente, a cuspir a próxima forma, a próxima imagem, o próximo evento, a próxima novidade, sem antecipar problemas, inconsistências, coincidências felizes ou infelizes.

 

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As Portas dos Pobres

Desculpem lá, mas quando vejo gente a gabar as virtudes da nova economia, em Portugal ou onde quer que seja, não vejo inovação ou empreendedorismo nenhum, apenas um retrocesso mascarado. Já nem falo de rebobinar a história até ao Marcelismo, ao Estado Novo ou mesmo à Grande Depressão.¹ É preciso ir um pouco mais longe. Leia o resto deste artigo »

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Resolução de ano novo

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Resolução de ano lectivo novo: vou começar a fazer como os alemães e os franceses e só responder a mails dentro do expediente (já é uma sorte não irem para o lixo). Vou ver se sigo o meu próprio exemplo e só mandar mails dentro do horário de trabalho. Se é trabalho é trabalho, e já não tenho paciência para aquela treta do “Somos todos muito informais, entras à hora que queres e sais à hora que queres, portanto temos que estar sempre disponíveis.”

 

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Comics e Carritos

Esta semana um velho comic do Super Homem, o primeiro, era vendido no ebay por uns tantos milhões. Esta semana também, li em qualquer lado que os automóveis vintage tinham ultrapassado a arte e o ouro como investimento de luxo. Com as taxas de juro baixas, às vezes negativas, prefere-se guardar o dinheiro nestas coisas.

Tem-se dito que uma das causas da crise é não se poupar, mas agora, depois de mais de meia década de crise, toda a gente poupa. O pobre poupa, como é óbvio, não sabe o que aí vem. O mais rico poupa porque não vale a pena produzir coisas que ninguém vai comprar. Guarda o dinheiro para quando valer a pena. Não investe e não contrata, o que faz dos pobres ainda mais pobres, e ainda mais poupados, o que faz dos ricos ainda mais poupados, etc. É o paradoxo da poupança.

Durante a Grande Depressão, resolveu-se o problema da falta do excesso de poupança pondo o Estado a investir. Foi difícil, claro. Dentro das ideias económicas contra-intuitivas prefere-se sempre cortar os impostos ou aumentar a dívida pública para garantir que quem tem mais dinheiro continua com dinheiro, mesmo que isso se traduza apenas em comprar comics ou carritos.

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Turismo Infinito

Tive um dejá vu quando li esta semana a notícia sobre os turistas italianos a passearem nus durante horas em Barcelona. Por coincidência, quando lá fui da última vez, passei dias a dormir e a viver mal porque o resto do andar do hostel tinha sido ocupado por italianos barulhentos, indiferentes às queixas, que saíam com algazarra às duas da manhã para voltarem ainda mais ruidosos por volta das seis, sete. Berravam uns com os outros como se estivessem numa sala das máquinas. Leia o resto deste artigo »

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Preconceitos

Embora a sinta a zumbir em todo o lado, meto-me cada vez menos na discussão em torno de Israel, da Faixa de Gaza e do resto. Há uns dias comentei um texto do Miguel Esteves Cardoso que defendia Israel com argumentos que me pareciam poder ser usados para defender o Apartheid. Fui lendo os outros comentários e a grande maioria não passava de ataques pessoais – que era um monárquico, que era um beto, que se devia limitar a escrever sobre comida ou sobre a sua mulher. Leia o resto deste artigo »

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Webcomics

Por curiosidade, mas também por questões profissionais, estou interessado em ver webcomics portugueses, gifs animados usando ilustração, etc. Alguém faz, conhece, recomenda algum?

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Gifs

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Há uns vinte anos, as pessoas ainda se queixavam do comprimento dos filmes do Oliveira, mais que a hora e meia convencional. Agora vai-se a um shopping ver duas a três horas de super-heróis, hobbits ou Harry Potter sem problemas de maior. Por outro lado, um filme dos irmãos Marx tinha à volta de uma hora, às vezes menos. Sou mais paciente a ver filmes. Gosta da duração quando é bem gerida, o que também é válido para a menor duração possível, aqueles pedacitos de tempo dobrados sobre si mesmos que são os gifs. Um bom gif é como um cartono de Steinberg, de João Abel Manta ou de Quino mas no tempo.

 

 

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A Invenção da tradição e a Curadoria

Quando há uma mudança de paradigma nas artes em geral, é possível observar um certo percurso. Se a nova moda é suficientemente forte, a maioria das pessoas não notam sequer que tudo mudou. Abraçam-na, achando-a a coisa mais natural do mundo, a solução para todos os problemas, intemporal, o futuro, etc. Passado uns anos, torna-se óbvio que era apenas uma moda mas enquanto dura, é muito difícil vê-la. É tão invisível para os seus adeptos como a água para os dois peixitos do David Foster Wallace.

Para alguns adeptos igualmente convictos de paradigmas anteriores a nova moda é perfeitamente visível mas monstruosa: não é arte, não é design, não é arquitectura, etc.É uma corrupção do modo fundamental como se fazem as coisas, da tradição (no caso da nova moda exigir novidade), da inovação (no caso da nova moda exigir revivalismo).

A inviabilidade (e também invevitabilidade) do novo paradigma aos olhos dos seus adeptos traduz-se também numa espécie de historicismo ingénuo: o próprio passado é reeditado à medida do presente. De repente, encontram-se pioneiros da nova tendência, figuras parentais injustamente esquecidas – na verdade, apenas nunca tinha havido necessidade de as invocar enquanto precursores. Do mesmo modo, elevam-se objectos esquecidos ou menosprezados a esse estatuto. Começa-se a produzir objectos que reflectem sobre essa história, reencenando-a dentro do novo contexto e remontando-a subtilmente no processo.

Estes processos são perfeitamente visíveis dentro do comissariado contemporâneo que é, evidentemente, a maior mudança de paradigma dentro das artes plásticas nos últimos quinze anos. De repente, não só tudo é comissariado (artistas, cursos, festivais, concertos, refeições) como se tentam encontrar e explorar figuras que seja possível paternalizar de modo convincente (Ernesto de Sousa ou Seth Siegelaub) como agora até se fazem cada vez mais reencenações e reinterpretações de exposições passadas.

No artigo do link, alguém sugere que isso se deve à falta de ideias dos curadores mas parece-me que a principal causa é criar retrospectivamente uma tradição onde este novo comissariado se integra.

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Filas

Acontece todos os dias mas mói na mesma. Um ou uma idiota passa a frente numa fila para o autocarro. Já lá estão umas cinco ou seis pessoas mas o ou a palerma vai ver os horários e depois fica por lá, a ver se alguém repara. Em geral ninguém diz nada. Pode ser que, chegado o veículo deixe passar quem chegou primeiro. Mesmo que o faça, já provocou algum desconforto nos restantes. Alguns até já se riem e piscam o olho – “Topa-me este” Enervam-me ainda mais do que os chico-espertos, estes meta-chicos-espertos que acham que basta “perceber” o que se está a passar. Não se querem chatear mas também não querem parecer burros – até podia ser o lema nacional.

Quando o autocarro vem o fura-filas em geral passa a frente – não vale a pena furar só para ficar para último. E instala-se a rir no seu lugarzinho, sobretudo se gente que chegou depois dele fica de pé ou de fora. Se lhe chamam a atenção, faz-se de sonso ou declara que há lugar para todos, qual é o problema?

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Violência

É menos do que uma hipótese, porque não tenho as ferramentas ou o tempo para a testar, mas acredito que a relativa ausência de manifestações políticas  violentas em Portugal durante esta crise se deve (em grande parte) à maioria dos portugueses mais jovens já não terem contacto directo com formas formativas ou quotidianas de violência. Falo do serviço militar ou de violência de rua (criminosa, política, de Estado – Pide, etc.), por exemplo e respectivamente. Somos uma sociedade pacificada por comparação com a do 25 de Abril, que em grande parte tinha sido treinada para e em situações de guerra ou de quase guerrilha (a oposição ao regime).

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Predadores

Quando há quinze anos me mudei para uma transversal pacata da Costa Cabral pensei que estava no fim do mundo. Na altura, mal tinha começado a ter empregos que me pagassem a renda ou mais exactamente a prestação. Estava a sair de quase uma década de estágios pouco ou nada remunerados, de trabalhos que gostava mas que azedaram por não andarem perto sequer de dar dinheiro para o esforço que exigiam – a banda desenhada ou a ilustração começaram a ficar pelo caminho nesta altura. Assim, tenso e descrente, viver no fim do mundo não parecia uma má ideia.

Agora, até aqui já vejo turistas, poucos. Outro dia, um carro cheio de espanhóis pediu-me para apontar onde ficava certa “Quinta” de turismo de habitação num print tirado de um site de reservas. Não lhes soube dizer o caminho exacto mas reconheci a fachada do edifício, que já tinha visto entalado entre a Faculdade de Engenharia, a incubadora de empresas da Feup e um parque de estacionamento lotado. Bucólico.

Na Ribeira é pior, como é evidente. A Rua das Flores, onde morava antes de me mudar para aqui, faz o Chiado ao meio dia parecer deserto. Entrei esta semana pela primeira vez no polémico e renovado quarteirão das Cardosas. Casas modernas mascaradas com as texturas e os tiques da zona. À distância ainda enganam mas ao perto sentem-se os mesmos arrepios que afligiam o Danny Glover durante o Predator 2, as janelas como os padrões de olhos de uma aranha, a seguirem os arrastos infravermelhos deixados pelos turistas.

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Atrocidades

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Segundo o Diário de Notícias, um cartoon de André Carrilho tem sido alvo da indignação da comunidade israelita. Mostra a progressão de uma vítima dos campos de concentração, debaixo da bota de um nazi, até ser ela própria um soldado israelita com um palestiniano debaixo da bota.

Este género de comparação é comum e a resposta comum é acusar quem a faz de trivialização do holocausto. Neste caso, porém, tem havido uma diferença importante. Para José Carp, presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, o cartoon “troça das almas e da memória dos seis milhões de judeus executados nos campos de concentração da Alemanha”. Ora não faz nada disso. Não há nada de cómico ou trocista no desenho. Faz a comparação entre uma atrocidade e o que acha ser outra atrocidade. Não nega ou trivializa qualquer uma delas. Leia o resto deste artigo »

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Alcoolismo em Família

Anda toda a gente indignada mas não o suficiente com o tacho dado ao filho de Durão Barroso. Nepotismo, dizem. Se calhar. A palavra dá a entender o benefício esporádico de alguém da própria família. Pois bem, eu acredito que o nepotismo em Portugal não é esporádico mas a base do próprio sistema político, social, estético, etc. Não estamos numa democracia. Estamos numa nepo-democracia. Já vivemos o nepo-fascismo, o nepo-republicanismo, o nepo-liberalismo, a nepo-monarquia. Leia o resto deste artigo »

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Os Grandes Homens

Clarificando  um texto anterior, sobre a falta de originalidade da primeira banda desenhada portuguesa. Ando a ler uma história do comic em Portugal escrita por António Dias de Deus. Tal como muita da história que se faz no design, na ilustração & cia. é uma história feita sobretudo de nomes agrupados por épocas. O trabalho do historiador consiste em produzir umas tantas biografias montadas umas a seguir às outras formando uma história maior. No caso da banda desenhada ou do design que durante muito tempo foram consideradas actividades menores, o processo funciona mal porque muito do trabalho era anónimo, roubado, reaproveitado, etc. Em muitos casos, os próprios autores rejeitavam a sua obra, muitas vezes feita por expediente ou apenas na juventude, antes de se passar a outros negócios. Os nomes e as vidas acabam por não explicar muito. Mais valia tentar perceber-se tendências estéticas e técnicas que ultrapassam por vezes as fronteiras. Para isso seria necessário virar o modo como se faz a história do avesso, deixando os nomes para último lugar. Acho refrescante quando se encontra uma área onde a história dos grandes homens (são quase sempre homens) falha.

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Cosplay

Hei-de sempre fungar quando se fala de música e autenticidade – não há nenhuma. Aprecio a música pelo pacote todo: roupa, vídeo, letra, contexto, etc. Se me interessa ler sobre o punk, a Factory ou a 4AD, é porque, em cada um desses casos, a música é só uma parte do pacote, que não se consegue desligar facilmente do resto – o mesmo se poderia dizer do pacote complexo que é o cinema, a literatura ou a banda desenhada. Demasiadas vezes, acredita-se que possível depurar cada uma destas coisas, o que significa apenas que se escolhe um pacote ideal em detrimento de todos os outros: ver um filme em película no cinema, ler um livro em papel, na edição original, ouvir música ao vivo. Se às vezes é importante perceber como se ouvia ou via ou lia noutras circunstâncias, elas não são recuperáveis a não ser enquanto feira medieval ou cosplay.

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Who You Gonna Call?

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Enquanto esbarrava no milhão e meio de turistas franceses que coagulam as ruas do Porto lá para os lados do Candelabro, descobri a solução: um grupo de cientistas intrépidos que lutassem com todos os meios contra a gentrificação, uma espécie de Gurmêbusters que caçassem hipsters e exorcizassem lojas limpando-as de toda e qualquer ironia, fazendo-as voltar ao negócio original. Podiam instalar-se num antigo quartel de bombeiros remodelado e andar numa ambulância vintage convertida…

…ups…

…bolas!

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Mário Moura

Esta é a minha biografia.

Se a estão a ler para tentarem perceber se "eu sou alguém", se acreditam que só depois de lerem o meu cv é que podem levar-me a sério, concordar ou não comigo, nem vale a pena continuarem a ler. Se vieram aqui por isso, leiam os meus textos: todos os argumentos importantes estão lá.

Dito isto: escrevo sobre design, cultura, política há uns nove anos. Faço-o regularmente aqui. Menos regularmente em jornais (Público, i), revistas e livros. Alguns dos meus textos foram reunidos no livro Design em Tempos de Crise, editado pela Braço de Ferro (está esgotado).

Dou também conferências regularmente. Nas Belas Artes do Porto, nas Belas Artes de Lisboa, na Esad das Caldas da Rainha, na Esad de Matosinhos, na Experimenta Design, no ciclo Ag – Prata, por exemplo. Dei um ciclo de 6 conferências sobre Livros na Culturgest de Lisboa entre 2011 e 2012.

Tenho uma tese de mestrado sobre a estética da programação (já soube fluentemente dezasseis linguagens de programação – Java, C++, Basic, Javascript, ActionScript, Lingo, Starlogo, PostScript, Proce55ing (quando ainda se escrevia assim), etc. Mas é preciso praticá-las, e eu não tenho feito isso; suponho que acabei por enjoar, mas de vez em quando sinto o chamamento; faço o que posso por ignorá-lo).

Fiz uma tese de doutoramento sobre autoria no design.

Já ensinei perto de vinte cadeiras distintas, distribuídas pelas Belas Artes do Porto e Lisboa, e pela Faculdade de Engenharia do Porto: gostei de uma que dei sobre Autoria; gosto de ensinar edição e bookdesign; também gosto de história e crítica. Tipografia e criação de tipos, dou quando tem que ser (não desgosto).

Se alguém quiser uma bio mais resumida, respeitável e copy/pastável:

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.


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