The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Iliteracia e Lettering

Uma das vacas sagradas das escolas de Design é o chamado “mundo real”. Presume-se que seja “real” por oposição à própria escola, que é uma espécie de limbo ou sala toda branca onde o Keanu Reeves guarda as armas no Matrix. Este mundo real — também conhecido por “lá fora” ou por “mercado de trabalho” — é o sítio onde o aluno de design arranja um emprego num atelier de design e nunca mais precisa de teoria para nada, vivendo feliz para sempre. Muitas vezes, as disciplinas, matérias e notas finais dos cursos de Design são dadas em função desta filosofia pragmática.

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Designers, Gráficos & Gráficas

A designação “designer gráfico” incomoda certas pessoas, sobretudo quando é abreviada para “gráfico”. Por exemplo, o Departamento de Design da Fbaup é muitas vezes chamado o Departamento de Gráficas pelos serviços administrativos, provocando algum ranger de dentes por parte de alguns professores.

Se a expressão “designer gráfico” é, como tudo na vida, uma mera tradução do inglês, porque é que incomoda tanto neste caso? Talvez porque parece a descrição de um sujeito que lida com as “Gráficas”, uma coincidência estúpida que só acontece na lingua portuguesa.

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Filed under: Burocracia, Cliente, Cultura, Design, Economia, Linguagem, Política

O Designer como Charlatão

This Essay has had a specific design in Mind: It set out to expose the cunning and deceptive aspects of the word design.

Vilém Flusser

Imaginem isto: numa universidade, em plena aula, o professor diz aos alunos “Eu sou o vosso cliente; se me enganarem, passam”. À primeira vista, talvez se trate de uma aula de arte, seja ela poesia, teatro ou literatura. Nestas áreas é hábito valorizar-se o artifício, mas a palavra “cliente” leva-nos para outros caminhos; torna a frase mais inesperada, mais controversa. Será que estamos perante uma academia da fraude comercial?

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Filed under: Ética, Cliente, Crítica, Cultura, Design, Economia, Ensino, Linguagem, Política

Lá Fora

Há quem diga que em Portugal não existem meios para avaliar o mérito.
É mentira, nós temos um sistema milenar e infalível para separar os nabos dos génios.
A saber:

1. Dá-se uma bolsa de estudo ao indíviduo em questão;

2.Manda-se o sujeito para uma universidade “lá fora” pagando-lhe o equivalente a um automóvel familiar em propinas e despesas;

3. Se o indíviduo for um génio, ficam com ele e com o dinheiro; se for um nabo, ficam com o dinheiro e mandam o inútil de volta à pátria;

A aplicação deste género súbtil de Darwinismo invertido fez de Portugal aquilo que é hoje.

Filed under: Design, Ensino

Mário Moura

Esta é a minha biografia.

Se a estão a ler para tentarem perceber se "eu sou alguém", se acreditam que só depois de lerem o meu cv é que podem levar-me a sério, concordar ou não comigo, nem vale a pena continuarem a ler. Se vieram aqui por isso, leiam os meus textos: todos os argumentos importantes estão lá.

Dito isto: escrevo sobre design, cultura, política há uns nove anos. Faço-o regularmente aqui. Menos regularmente em jornais (Público, i), revistas e livros. Alguns dos meus textos foram reunidos no livro Design em Tempos de Crise, editado pela Braço de Ferro (está esgotado).

Dou também conferências regularmente. Nas Belas Artes do Porto, nas Belas Artes de Lisboa, na Esad das Caldas da Rainha, na Esad de Matosinhos, na Experimenta Design, no ciclo Ag – Prata, por exemplo. Dei um ciclo de 6 conferências sobre Livros na Culturgest de Lisboa entre 2011 e 2012.

Tenho uma tese de mestrado sobre a estética da programação (já soube fluentemente dezasseis linguagens de programação – Java, C++, Basic, Javascript, ActionScript, Lingo, Starlogo, PostScript, Proce55ing (quando ainda se escrevia assim), etc. Mas é preciso praticá-las, e eu não tenho feito isso; suponho que acabei por enjoar, mas de vez em quando sinto o chamamento; faço o que posso por ignorá-lo).

Fiz uma tese de doutoramento sobre autoria no design.

Já ensinei perto de vinte cadeiras distintas, distribuídas pelas Belas Artes do Porto e Lisboa, e pela Faculdade de Engenharia do Porto: gostei de uma que dei sobre Autoria; gosto de ensinar edição e bookdesign; também gosto de história e crítica. Tipografia e criação de tipos, dou quando tem que ser (não desgosto).


História Universal do: Estágio

O "Estágio"
O Negócio Perfeito
Maus Empregos
Trabalho a Sério
Design & Desilusão
"Fatalismo ou quê?"
Liberal, irreal, social
Conformismo
Juventude em Marcha
A Eterna Juventude
Indústrias Familiares
Papá, De Onde Vêm os Designers?
Geração Espontânea
O Parlamento das Cantigas
Soluções...

História Universal dos: Zombies

Zombies Capitalistas do Espaço Sideral
Vampiros, Zombies, Classe Média


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