Agosto 26, 2007 • 1:48 pm

Da propaganda associada à Exposição Colonial de 1934, no Porto, fazia parte este mapa, organizado por Henrique Galvão, e intitulado “Portugal Não é um País Pequeno”. Seria usado durante quarenta anos pelo Estado Novo para representar, nas salas de aula e instituições do regime, as pretensões imperiais portuguesas, e era efectivamente um logótipo para Portugal como suposta grande potência europeia.
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Agosto 17, 2007 • 1:09 pm

Quando comecei a ler The Fall of Rome and the End of Civilization, não esperava encontrar nada que tivesse a ver com design, antes pelo contrário. Contava com um livro calmo, o mesmo género de entretenimento vagamente educativo que passa a toda a hora no Canal História. No entanto, a forma como a sua tese central é defendida tem tudo a ver com design.
Para a maioria das pessoas, o fim do Império Romano foi o resultado de uma invasão bárbara que atiraria o Ocidente para uma idade das trevas que duraria quase um milénio. No entanto, nos últimos anos tem-se popularizado a teoria oposta, de que o Império acabou de morte natural, corroído internamente pela decadência, limitando-se os invasores a tomar o poder de forma mais ou menos pacífica. Em The Fall of Rome, o arqueólogo Bryan Ward-Perkins põe em causa esta teoria de forma muito convincente, demonstrando que o fim do império romano não foi uma decadência gradual, mas um evento catastrófico, que destruiria em pouco tempo as infra-estruturas sociais, culturais e económicas.
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Agosto 10, 2007 • 12:51 pm

Embora aprecie os textos de Rui Tavares, confesso que só comprei O Arquitecto, uma edição da Tinta da China, pela capa e pelo design do seu interior, da autoria de Vera Tavares. Folheei-o para trás e para a frente, apreciando os pormenores gráficos, acabando por o deixar pousado sobre a gaveta da mesinha de cabeceira, no meio das canetas, dos CDs, das aspirinas, das revistas e do resto, à espera de oportunidade para escrever sobre ele.
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Eram quase dez da manhã quando entrei na estação de Metro dos Combatentes, no Porto. Desci as escadas rolantes e reparei que as duas máquinas de validar os bilhetes tinham as luzes vermelhas. Fui às máquinas da outra entrada – a mesma coisa. A estação devia estar fora de serviço. Olhei à volta para ver se algo ou alguém me podiam dizer o que se passava – nada. Decidi ir a pé até ao Marquês. Estava quase atrasado para uma reunião e se a estação do Marquês também estivesse fora de serviço pelo menos podia apanhar um táxi.
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