Outubro 26, 2007 • 12:37 am

Quando estava a tirar o curso de design, lembro-me de ter discutido muitas vezes com os meus colegas e professores o logótipo de José de Guimarães para o Turismo de Portugal. Para nós, era uma humilhação ter sido um “pintor” e não um designer a conceber algo que, para todos os efeitos, simbolizava tanto a nossa identidade nacional como a bandeira ou o hino. De certa maneira, aquele logótipo representava o atraso e a ignorância nacionais em relação à nossa área, o design.
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Outubro 19, 2007 • 2:37 am

Em 1883, os editores londrinos Field & Tuer, da Leadenhalle Presse, publicaram um panfleto, assinado por um tal James Millington, propondo uma alteração radical ao acto de ler. Na sociedade moderna, argumentava ele, somos obrigados a ler em condições muito pouco favoráveis – em comboios em movimento, com pouca luz, apressadamente, etc.
A solução seria optimizar a direcção de leitura: ao lermos apenas da esquerda para a direita, desperdiçamos o tempo e o esforço de deslocar os olhos para o começo da linha seguinte; lendo alternadamente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, o problema ficaria resolvido. Evidentemente, a ideia não pegou e, hoje em dia, pouca gente se lembra de James Millington e de Are we to read backwards? or, What is the best print for the eyes?
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Outubro 12, 2007 • 1:17 pm

Quando vejo uma boa peça de design gráfico pela primeira vez, sem aviso, numa livraria ou nas mãos de alguém, a sensação é sempre a de uma inevitabilidade que, por alguma razão, se manteve inesperada até àquele preciso momento. Como não pensei naquilo antes? Porque não estive a em casa a trabalhar dia e noite para fazer uma coisa assim? Foi o que senti quando vi, numa tabacaria, a capa do primeiro número da revista Nada.
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Outubro 4, 2007 • 2:08 am

O primeiro Photoshop que usei foi o 1.0.7, que corria num Macintosh IIfx na velha sala de computadores das Belas Artes. Com a ajuda de um colega mais experiente, digitalizei uma fotografia a 150 dpi, uma tarefa que levou pouco mais de meia hora, gasta sobretudo em tempo de espera. Atrás de mim, uma fila de cinco ou seis colegas olhava com desconfiança para a barra de progresso que se tinha imobilizado há alguns minutos. Os mais fatalistas opinavam de vez em quando que o computador tinha “crashado”, embora tudo tenha acabado por correr bem.
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