The Ressabiator

Icon

Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Tom Sawyer

A última Personal View não foi das melhores. Ian Anderson, dos Designers Republic estava rouco e, de quando em quando, a sua tosse mandava um zumbido de feedback pelo microfone. Para piorar, não quis falar sobre o seu trabalho porque não queria “estragar a magia”, analisando-o demais – embora mais tarde tenha dito que a análise e a capacidade para argumentar o próprio trabalho perante um cliente era uma das qualidades que qualquer designer deveria ter.

Respondeu a uma lista de perguntas recolhidas por escrito entre a plateia, enquanto o seu trabalho era projectado num loop rápido – o que acabava por ser apenas uma distracção, tendo em conta que só por acidente correspondia àquilo que era dito. No final, acabou por ser mais uma daquelas ocasiões em que a participação do público foi invocada para disfarçar uma falta de preparação.

Read the rest of this entry »

Filed under: Conferências, Crítica, Cultura, Design , , , , ,

Letras como Nuvens Carregadas

Como seria de esperar, Fringe, a nova série de J.J. Abrams, o criador de Lost, é uma mistura de policial, ficção científica, teoria de conspiração, com agentes do FBI, um desastre de avião, braços cibernéticos e drogas psicadélicas à mistura, tudo num raio de acção que vai desde Harvard até Bagdad. Mas, mesmo no universo bastante previsível das séries de acção americanas, a avalanche de bizarrias até poderia parecer banal, se Fringe não tivesse também as legendas mais estranhas que vi nos últimos tempos.

Read the rest of this entry »

Filed under: Crítica, Cultura, Design, Tipografia , , ,

Alice e as Assinaturas Invertidas

“…E para que serve um livro, pensou Alice, sem figuras ou diálogos.” Esta é uma frase que muitos ilustradores gostam de citar. Como quase todas as frases amplamente citadas, pertence ao primeiro parágrafo de um livro; neste caso, Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll.

Se perguntarem a um ilustrador se já leu a Alice, é provável que ele responda: “Qual delas?”, referindo-se a cada uma das versões ilustradas que surgiram ao longo dos anos. Há Alices Arte Nova, Alices Manga, Alices adultas, Alices para adultos, Alices infantis, Alices Politicas (uma em que o Humpty Dumpty tinha a cara de Richard Nixon), etc. O próprio Carroll ilustrou um primeiro manuscrito parcial, chamado The Adventures of Alice Underground, como oferta a Alice Lidell, a criança que inspirou a personagem. Contudo, para os puristas, os verdadeiros fanáticos, só existe a versão de John Tenniel, autor dos desenhos da primeira edição, em 1865.

Read the rest of this entry »

Filed under: Design, Ilustração, Tipografia, Uncategorized , , ,

Acentos

A relação das fontes com a linguagem é curiosa. Apercebi-me disso – uma vez mais – por causa de um cartaz. Vi-o há uns anos; fazia parte de um projecto de poesia no metro, e mostrava um poema em galês, acompanhado da sua tradução portuguesa, impressa no mesmo tamanho e numa fonte que, à primeira vista, parecia diferente. Era quase igual, mas havia qualquer coisa que não batia certo: enquanto na versão portuguesa, era arredondada e um pouco monótona, na galesa, parecia mais interessante, mais bicuda. Olhando com mais atenção, vi que era de facto a mesma fonte, mas o galês usava muito mais letras diagonais – Y, W – do que o português, ao ponto de mudar completamente o aspecto da fonte, cujas letras diagonais eram mais características que as redondas.

Read the rest of this entry »

Filed under: Crítica, Cultura, Design, Fontes, Linguagem , , , ,

Coisas Avulsas

– Amanhã, mais umaPecha Kucha.

– A quarta série Great Ideas da Penguin é mais uma vez incrível, em especial este.

– Inscrições até 9 de setembro para a masterclass de David Reinfurt, dos Dexter Sinister, nas Belas Artes de Lisboa, dia 12 de Setembro, às 17h30.

– Eu sabia: vem aí a Emigre nº 70

FBA distinguida com três galardões Red Dot Award

–Um dos melhores trailers de todos os tempos. Reparem na maneira como ele conta o filme todo sem mostrar realmente nada: "The Baaathroom..."

– Descobri-a no FFFFound, e tocou-me em todas as espécies de nostalgias possíveis, em especial aquela sobre os anos noventa, quando se faziam ilustrações em layers sobre os anos vinte. Gosto da maneira como mistura fotografias vintage com grandes barras de cores e toquezitos de capas da Pelican. Podem ver os trabalhos de Cristiana Couceiro no Seven Days.[Ups: Link corrigido.]

Imagens de genéricos de filmes.[Thx à Ana Carvalho]

–Um blogue a seguir: Design Diário de Sara Goldchmit.

–Para quem ainda não sabe: o Frederico Duarte tem um blogue onde documenta uma viagem pelo design brasileiro.

–Uma grande ideia: fotografias vintage 3D transformadas em GIFs animados.

–Soletrando com a Dock do Mac.

–Jorge Colombo desenha capa da New Yorker com o seu iPhone.

Vasco Granja morreu hoje.

JG Ballard morreu hoje.

–A Stella Artois produz uma campanha publicitária onde são usadas versões Nouvelle Vague de Jack Bauer, Die Hard e Eminem.

–Hoje é Dia de Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores e filha de Lord Byron.

–Quem puder ir não perca: exposição, conferência e workshop de um dos meus autores favoritos de BD independente, James Sturm, na Esad e na Mundo Fantasma.

Será que os videojogos estão a preparar adequadamente as crianças para o Apocalipse?

–Reflexões sobre arquitectura e design pelos R2.

Datamoshing, a história de como um artefacto de compressão é utilizado em telediscos.

Atol, uma nova revista portuguesa online.

O Expresso entre os 5 jornais com melhor design do mundo segundo a SND (outra vez).
- Arquivo das Coisas Avulsas

Arquivos

Categorias