The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Opinião Pública

Nos comentários a um dos posts que escrevi sobre a nova imagem de Serralves, foi sugerido que escrevesse uma carta aberta a um jornal protestando a situação. Depois de ponderar bastante, acredito que essa não é a solução. Afinal, não se trata de um problema ético ou legal, mas crítico. Seria tão desadequado como escrever uma carta aberta sobre a qualidade de uma das exposições de Serralves.

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Altos e Baixos

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Uma das histórias mais típicas de Hollywood é a do herói bem estabelecido, com uma vida feliz e segura que, por qualquer razão – a acção de um inimigo, do destino ou dele mesmo –, perde tudo, tendo de trabalhar arduamente para o recuperar. No fim, acaba por alcançar uma existência mais sólida que a original, vivendo feliz para sempre.

Na vida real – sobretudo se essa vida pertence a um designer –, as coisas nunca são assim tão simples.
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Um último Balanço

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A primeira edição do Design em Tempos de Crise esgotou em menos de um mês, com a maior parte das vendas feitas no dia do lançamento e via correio durante a primeira semana.

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Decisões

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Mais uma vez, Serralves. Já tinha dito aqui que mudou a sua identidade gráfica e que não foi para melhor; já se sabia que a nova imagem foi concebida pela McCann Erickson. Entretanto, constou-me que esta agência publicitária não foi escolhida por qualquer tipo de critério que tenha a ver com design, mas que tudo não passou de um esquema para a convidar a ser um dos fundadores de Serralves.

(Dentro da bizarra economia do design, era prevísivel que mesmo um cliente do tamanho de Serralves estivesse à espera que uma agência de grande dimensão pagasse para poder trabalhar para ele.)
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“Não há crítica”

Com o tempo, fui-me habituando àquelas pessoas que afirmam categoricamente que não há crítica em Portugal. Não dizem que há pouca crítica, não dizem que há má crítica. Dizem apenas que não há e pronto.

Como seria de esperar, não o fazem apenas em relação à crítica de design, mas também em relação à crítica de arte, de música, literária, de arquitectura, e por aí adiante.
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Queria comprar uma vogal, por favor

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Este domingo, com o Público, entre os coleccionáveis, as revistas camarárias, a publicidade a centros comerciais e empreendimentos imobiliários, habitualmente atirados sem pensar duas vezes para a pilha da reciclagem, encontrei uma revista que me interessou, não pela sua qualidade, mas porque um problema de design na sua capa, e em particular no seu título, me obrigou a gastar mais tempo com ela do que desejaria.

À primeira vista, do nome só consegui decifrar “Ple—ude”, com as restantes letras cobertas pela cabeçorra de um político qualquer. Parti do princípio que a palavra só podia ser “Plenitude” – não devia haver muitas mais que encaixassem – mas, para ter a certeza, tive de procurar na letra miudinha por baixo do título – era realmente o número 68 da revista Plenitude, oferecido gratuitamente aos leitores do público.
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Barbara Says

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Na última quarta-feira de 2005, entre o Natal e o Ano Novo, fui a Lisboa para falar com o António Gomes, dos Barbara Says. Desde 1999, quando os Barbara vieram dar uma conferência nas Belas Artes do Porto, que eu já conhecia e apreciava o seu design gráfico. Na altura já tinham um estilo que, apesar de ser assumidamente digital, conseguia ser também muito táctil e físico, recorrendo a efeitos que eram ao mesmo tempo sofisticados e lo-fi. Usavam tecnologias quase obsoletas de maneira criativa e recorriam com à vontade a um imaginário urbano especificamente lisboeta. Não faziam, no entanto, uma mera apropriação – havia um genuíno respeito por aquilo que recolhiam e citavam. Desse primeiro contacto, lembro-me particularmente de uma série de flyers recortados em formas exóticas – círculos, estrelas, caixas de medicamentos – realizados com cortantes antigos recolhidos em gráficas. Era uma ideia ao mesmo tempo económica, elegante e inesperada, qualidades que estão presentes em todos os trabalhos dos Barbara. Agora, uma editora francesa, a Pyramid, estava interessada em publicar um livro recolhendo os dez anos de trabalho dos Barbara, e o António tinha-me pedido para escrever o texto de introdução. Esta era uma boa ocasião para conhecer melhor o trabalho dos Barbara e aceitei de imediato.
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Coisas Avulsas

– Amanhã, mais umaPecha Kucha.

– A quarta série Great Ideas da Penguin é mais uma vez incrível, em especial este.

– Inscrições até 9 de setembro para a masterclass de David Reinfurt, dos Dexter Sinister, nas Belas Artes de Lisboa, dia 12 de Setembro, às 17h30.

– Eu sabia: vem aí a Emigre nº 70

FBA distinguida com três galardões Red Dot Award

–Um dos melhores trailers de todos os tempos. Reparem na maneira como ele conta o filme todo sem mostrar realmente nada: "The Baaathroom..."

– Descobri-a no FFFFound, e tocou-me em todas as espécies de nostalgias possíveis, em especial aquela sobre os anos noventa, quando se faziam ilustrações em layers sobre os anos vinte. Gosto da maneira como mistura fotografias vintage com grandes barras de cores e toquezitos de capas da Pelican. Podem ver os trabalhos de Cristiana Couceiro no Seven Days.[Ups: Link corrigido.]

Imagens de genéricos de filmes.[Thx à Ana Carvalho]

–Um blogue a seguir: Design Diário de Sara Goldchmit.

–Para quem ainda não sabe: o Frederico Duarte tem um blogue onde documenta uma viagem pelo design brasileiro.

–Uma grande ideia: fotografias vintage 3D transformadas em GIFs animados.

–Soletrando com a Dock do Mac.

–Jorge Colombo desenha capa da New Yorker com o seu iPhone.

Vasco Granja morreu hoje.

JG Ballard morreu hoje.

–A Stella Artois produz uma campanha publicitária onde são usadas versões Nouvelle Vague de Jack Bauer, Die Hard e Eminem.

–Hoje é Dia de Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores e filha de Lord Byron.

–Quem puder ir não perca: exposição, conferência e workshop de um dos meus autores favoritos de BD independente, James Sturm, na Esad e na Mundo Fantasma.

Será que os videojogos estão a preparar adequadamente as crianças para o Apocalipse?

–Reflexões sobre arquitectura e design pelos R2.

Datamoshing, a história de como um artefacto de compressão é utilizado em telediscos.

Atol, uma nova revista portuguesa online.

O Expresso entre os 5 jornais com melhor design do mundo segundo a SND (outra vez).
- Arquivo das Coisas Avulsas

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