The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

De volta ao serviço

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Desde 23 de Abril até 28 de Maio, vão pouco menos de cinco semanas, um mês e pouco, mas pareceu-me mais longo, com uma, às vezes duas, conferências por semana. Primeiro, no dia 23 de Abril, a conversa com o Stuart Bailey nas Belas Artes do Porto, na segunda-feira seguinte, o Dia D em Barcelos; na semana a seguir, o lançamento da 2ª edição do Design em Tempos de Crise em Lisboa; uma semana de descanso (de volta ao doutoramento); e esta semana, o lançamento em Coimbra, na Arca, na quarta, logo seguido da Pecha Kucha Porto. Foi um bom mês de Maio, onde só tenho pena de toda esta actividade me ter impedido de ver outras conferências como o Offf em Lisboa ou as novas conferências da Esad. O que me ficou mais marcado foram as durações muito distintas, entre as duas horas, para os lançamentos, e os seis minutos e quarenta da Pecha Kucha, um formato muito intenso, muito mais estimulante do que poderá parecer antes de se ter passado pelo turbilhão. Aproveito a ocasião para agradecer ao Paulo Pereira a oportunidade de ter ido a Coimbra lançar o livro. Agradeço também ao Professor António Modesto a sua muita simpática apresentação. Finalmente, agradeço à organização da Pecha Kucha Night Porto pelo convite e pelo rush de adrenalina que foi ter participado – saltar de uma ponte de pára-quedas não deve ser muito mais excitante. E agora: de volta ao serviço.

[Update: acrescentei esta imagem que encontrei no blog da Pecha Kucha. Para quem não foi, dá para perceber o ambiente da noite (mais de quatrocentas pessoas). Ovo de Páscoa: na versão com melhor definição, quem se esforçar um pouco pode-me ver, sentado na fila da frente ao lado do José Bártolo do Reactor.]

[Update: slideshow]

Filed under: Design

Fujam, vem aí o design.

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Por vezes, ao ouvir criticar iniciativas ligadas ao design como o MUDE ou a Experimenta fico com a sensação que o que está a ser criticado não são tanto as suas qualidades ou os seus defeitos, como o facto de terem que ver com design. Por serem uma coisa bem distinta da Arte com “A” grande, os eventos e instituições do design são automaticamente olhados com desconfiança, como algo leviano, no qual gastar dinheiro público é sinal de que se anda a promover a cultura do “papel de embrulho” e dos “happy few”, tal como Alexandre Pomar insinua no seu blogue. O design deve ser das poucas coisas que um crítico de arte pode, sem se aperceber da ironia, acusar de elitismo.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design, Economia

Dexter Sinister

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“Eu costumava dizer [que era] ‘tipógrafo’, no tempo em que a profissão tinha de aparecer no passaporte. Era uma forma de comprometimento um tanto ou quanto romântica, porque nunca pratiquei isso da mesma maneira que muitas pessoas o fizeram. Também escrevia muito, e agora faço muita edição – o que significa ler o que outras pessoas escrevem, lidar com textos e trabalhar com outros designers. Assim, acho que agora sou um editor, no sentido continental e francês de ‘editeur’, que também significa alguém que publica. Sinto-me bem com essa ideia; tem algumas das boas qualidades associadas a ‘tipógrafo’. Não é tanto produção visual quanto verbal. É isso que eu faço.”[1] Foi assim que o designer Robin Kinross respondeu quando, numa entrevista, lhe perguntaram qual era a sua profissão, e foi citando-o que Stuart Bailey se apresentou a si mesmo numa conferência em 2006[2]. Era uma maneira elegante de resumir o seu próprio percurso, que em muitos pontos se aproximava ao de Kinross: Bailey também era um designer gráfico de formação que, sem abandonar de todo a sua área, a considerava, de alguma forma, limitada demais.

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Mais coisas

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Algumas coisas que tenho feito ou que tenho assistido e que não queria deixar passar:

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Aquilo que define uma ilustração – por oposição a um mero desenho com um tema literário – é o facto de conviver fisicamente com um texto, evento ou objecto. Uma ilustração é feita de propósito para aparecer nas páginas de um livro ou de uma revista e não para ser um objecto autónomo. Do mesmo modo, um quadradinho numa banda desenhada não funciona por si só, mas faz parte de uma narrativa maior. Expor ilustração e banda desenhada é, portanto, uma tarefa peculiar na medida em que, inevitavelmente, destrói o seu objecto, isolando-o do seu contexto. A relação entre o desenho e o seu tema perde-se.

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Filed under: Banda Desenhada, Crítica, Cultura, Design, Ilustração

Meio caminho andado

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A conversa com o Stuart Bailey nas Belas Artes esteve cheia. O auditório encheu os duzentos e vinte lugares sentados e até houve gente sentada no palco. O Dia D no IPCA de Barcelos também esteve cheio durante toda a duração do evento. Muita gente veio de propósito do Porto para assistir. Mais uma vez fica provada a existência de público para eventos relacionados com design.

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Notícias Breves

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Filed under: Design

Coisas Avulsas

– Amanhã, mais umaPecha Kucha.

– A quarta série Great Ideas da Penguin é mais uma vez incrível, em especial este.

– Inscrições até 9 de setembro para a masterclass de David Reinfurt, dos Dexter Sinister, nas Belas Artes de Lisboa, dia 12 de Setembro, às 17h30.

– Eu sabia: vem aí a Emigre nº 70

FBA distinguida com três galardões Red Dot Award

–Um dos melhores trailers de todos os tempos. Reparem na maneira como ele conta o filme todo sem mostrar realmente nada: "The Baaathroom..."

– Descobri-a no FFFFound, e tocou-me em todas as espécies de nostalgias possíveis, em especial aquela sobre os anos noventa, quando se faziam ilustrações em layers sobre os anos vinte. Gosto da maneira como mistura fotografias vintage com grandes barras de cores e toquezitos de capas da Pelican. Podem ver os trabalhos de Cristiana Couceiro no Seven Days.[Ups: Link corrigido.]

Imagens de genéricos de filmes.[Thx à Ana Carvalho]

–Um blogue a seguir: Design Diário de Sara Goldchmit.

–Para quem ainda não sabe: o Frederico Duarte tem um blogue onde documenta uma viagem pelo design brasileiro.

–Uma grande ideia: fotografias vintage 3D transformadas em GIFs animados.

–Soletrando com a Dock do Mac.

–Jorge Colombo desenha capa da New Yorker com o seu iPhone.

Vasco Granja morreu hoje.

JG Ballard morreu hoje.

–A Stella Artois produz uma campanha publicitária onde são usadas versões Nouvelle Vague de Jack Bauer, Die Hard e Eminem.

–Hoje é Dia de Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores e filha de Lord Byron.

–Quem puder ir não perca: exposição, conferência e workshop de um dos meus autores favoritos de BD independente, James Sturm, na Esad e na Mundo Fantasma.

Será que os videojogos estão a preparar adequadamente as crianças para o Apocalipse?

–Reflexões sobre arquitectura e design pelos R2.

Datamoshing, a história de como um artefacto de compressão é utilizado em telediscos.

Atol, uma nova revista portuguesa online.

O Expresso entre os 5 jornais com melhor design do mundo segundo a SND (outra vez).
- Arquivo das Coisas Avulsas

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