The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Le Design?

TOFFE

Depois de ler o texto French Graphic Design: A Contradiction in Terms?, de Véronique Vienne, fica-se na dúvida se a autora gosta ou não do design gráfico francês ou até se acha que este existe de todo[1]. Trata-se de uma daquelas coisas que irrita pela condescendência bem intencionada, mas que ainda assim merece a pena ser lida, quanto mais não seja porque ajuda a perceber os mecanismos actuais de legitimação internacional do design.

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Filed under: Cartaz, Crítica, Cultura, Design

Serões de Província

ferias

Estou fora do Porto e quase sem net até ao fim da semana. Vou ver o mail uma ou duas vezes por dia a um computador que não é meu e as notícias chegam-me via televisão. É estranhamente anacrónico e talvez seja isto que, no começo do século XXI, são os serões de província. É o tipo de arranjo a que hoje em dia muita gente chama “férias”. Surpreendentemente, não sinto muita falta do computador, do mail ou do resto. No fundo, não há novidades ou notícias que não possam esperar um dia ou dois. Leia o resto deste artigo »

Filed under: Não é bem design, mas...

O pior livro do mundo

vigiar e punir

Recentemente, o Brasil parece ser o sítio de que toda a gente fala, pelo menos em termos de design. O Frederico Duarte anda por lá a recolher informação para a sua tese. Quase um quarto dos meus alunos este ano foram brasileiros. Nas livrarias, boa parte dos livros de design são, ou brasileiros – nunca vi tantas histórias do design brasileiro –, ou edições brasileiras de livros ingleses – quase tudo com bom design. O culminar disto tudo foi quando Khoi Vinh, director de design do New York Times, mostrou no seu blogue a fotografia de uma livraria em São Paulo, declarando que:

“[it] is probably the most visually stunning commercial space I’ve ever seen, and certainly the most impressive book selling environment. If it’s real, that is.”

Era fantástico: alguém em Nova Iorque a não acreditar no aspecto de uma livraria no Brasil! – normalmente, é isso que eu sinto em relação a Nova Iorque.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design, Publicações

O Design no Museu

design-museum

Tal como já tinha dito há algum tempo atrás, das coisas que mais me aborrecem dentro das discussões sobre design são aquelas pessoas, na sua grande maioria ligadas às artes plásticas, artistas, críticos e comissários, que acreditam que não há nenhuma razão para haver um museu do design ou, nos casos mais extremos, que não deveria haver sequer exposições de design. Os argumentos que usam para justificar a sua posição são muitos e variados; praticamente todos implicam um profundo desconhecimento do que é o design e noções muito restritas do que é um museu ou mesmo do que significa expor.

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Filed under: Arte, Crítica, Cultura, Design

Gente que fala no cinema

max86

Acho piada àquelas bestas que desligam cuidadosamente o telemóvel só para passarem o filme todo a bichanar com a pessoa do lado. Provavelmente, acham que o aviso para desligar os telemóveis é uma tentativa por parte dos donos do cinema para estimular a interacção pessoal entre o público. Graças a esta nobre iniciativa, indivíduos alienados que passam o dia todo a falar ao telemóvel podem ir até ao cinema para falar em carne e osso com alguém. Ou isso, ou então chegaram tão atrasados que nem viram o aviso. Para que conste, a única razão que me parece válida para falar no cinema é para mandar alguém calar-se. Ou então para estrebuchar que temos uma dor aguda no braço esquerdo que se está a espalhar.

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Mário Moura

Esta é a minha biografia.

Se a estão a ler para tentarem perceber se "eu sou alguém", se acreditam que só depois de lerem o meu cv é que podem levar-me a sério, concordar ou não comigo, nem vale a pena continuarem a ler. Se vieram aqui por isso, leiam os meus textos: todos os argumentos importantes estão lá.

Dito isto: escrevo sobre design, cultura, política há uns nove anos. Faço-o regularmente aqui. Menos regularmente em jornais (Público, i), revistas e livros. Alguns dos meus textos foram reunidos no livro Design em Tempos de Crise, editado pela Braço de Ferro (está esgotado).

Dou também conferências regularmente. Nas Belas Artes do Porto, nas Belas Artes de Lisboa, na Esad das Caldas da Rainha, na Esad de Matosinhos, na Experimenta Design, no ciclo Ag – Prata, por exemplo. Dei um ciclo de 6 conferências sobre Livros na Culturgest de Lisboa entre 2011 e 2012.

Tenho uma tese de mestrado sobre a estética da programação (já soube fluentemente dezasseis linguagens de programação – Java, C++, Basic, Javascript, ActionScript, Lingo, Starlogo, PostScript, Proce55ing (quando ainda se escrevia assim), etc. Mas é preciso praticá-las, e eu não tenho feito isso; suponho que acabei por enjoar, mas de vez em quando sinto o chamamento; faço o que posso por ignorá-lo).

Fiz uma tese de doutoramento sobre autoria no design.

Já ensinei perto de vinte cadeiras distintas, distribuídas pelas Belas Artes do Porto e Lisboa, e pela Faculdade de Engenharia do Porto: gostei de uma que dei sobre Autoria; gosto de ensinar edição e bookdesign; também gosto de história e crítica. Tipografia e criação de tipos, dou quando tem que ser (não desgosto).

Se alguém quiser uma bio mais resumida, respeitável e copy/pastável:

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.


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Papá, De Onde Vêm os Designers?
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