The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

O Preço Certo II

Em relação ao caso do portal do Centenário da República, fiquei a saber entretanto mais um ou dois pormenores: segundo parece, tanto Cayatte como a Presidência da República preparam comunicados procurando esclarecer a situação, dizendo (ao que consta) que o site actual do Centenário é apenas uma versão provisória, que irá ser substituída em Janeiro por um site definitivo, entretanto desenvolvido pelo estúdio de Cayatte.

Consultando outra vez o site, e prestando particular atenção à sua ficha técnica, não encontrei nada que indique tratar-se de uma versão provisória, o que permite arriscar duas interpretações, uma mais caridosa, outra nem por isso. A primeira: este é realmente um site provisório que, por negligência, aparece assinado por Cayatte sem qualquer referência ao facto de não ser definitivo. É caso para perguntar se 99.500 euros não pagariam, para além de dois sites (um provisório e outro definitivo), um bocadinho mais de cuidado quando se trata de justificar estas despesas em público. Para além de dizer os preços no portal da Transparência, seria bom para todos os intervenientes que se divulgasse o que esse dinheiro paga ao certo. A segunda interpretação (que, tenho a certeza, será a de muita gente): a versão actual do site só se tornou provisória depois desta confusão toda. O facto da polémica durar pelo menos desde a notícia do i, em 8 de Outubro, tendo corrido metade da internet entretanto (eu só escrevi sobre o assunto em 26 de Novembro, quando a confusão já ia ao rubro) leva a perguntar: se este é só um site provisório, porque se deixou a situação chegar a este ponto? Espero, para bem do design português, que esses comunicados (caso venham a acontecer), consigam esclarecer eficazmente a situação, embora o mal já esteja feito e a credibilidade pública do design português saia – mais uma vez – de rastos.

Tenho a certeza que, como de costume, muita gente dirá que o que gerou esta confusão foram as pessoas mal informadas e metediças que desataram a tirar conclusões precipitadas sem saberem metade do que se passou. A isso só se pode responder que se as pessoas não sabem é porque ninguém se dá ao trabalho de lhes dizer o quer que seja antes da coisa dar para o torto.

Em contraponto, enquanto pesquisava sobre o Drupal, a plataforma Open Source que segundo a opinião de muitos bloggers[1] foi usada para construir a versão actual do site do Centenário, descobri que o site da Presidência de Obama foi feito nessa plataforma. O que torna distintas as duas situações é o facto de Obama ter feito desse acto, não um desenrascanço, mas uma política de investimento público directo nas plataformas Open Source, contratando para o efeito a empresa de um dos criadores do Drupal.

Seria bom que as instituições e os designers com responsabilidades públicas em Portugal aprendessem com este exemplo, e começassem a ter consciência que exercem a sua actividade perante um público e perante uma comunidade cada vez maior de designers que se preocupam cada vez mais com a forma como o design é exercido em Portugal.

[1] Update: Aqui ou aqui (ver comentários),por exemplo.

Update: mais posts sobre o mesmo assunto aqui e aqui.

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Filed under: Crítica, Design, Política, ,

23 Responses

  1. Tiago Cruz diz:

    Gostaria de acrescentar a minha opinião acerca da utilização de CMS (Content Managment Systems) no desenvolvimento de websites/portais.

    A utilização de um CMS (Drupal, Joomla, Mambo, entre outros) muitas vezes justifica-se quando existem situações como por exemplo: baixos orçamentos, poucos recursos ao nível de programadores, deadlines apertadas, etc. Não há mal nenhum em recorrermos a este tipo de tecnologia e o facto de ser utilizada não vai de forma nenhuma retirar valor ao projecto. Aliás, um bom CMS é muitas vezes uma vantagem porque determinadas questões de acessibilidade, gestão de conteúdos, segurança, etc. estão à partida resolvidas (claro que por vezes não é bem assim mas parte-se deste princípio).

    Ou seja, força com os CMS porque um único sujeito consegue colocar um portal a funcionar num curto espaço de tempo satisfazendo condições básicas de acessibilidade, usabilidade e segurança.

    O problema aqui é que este orçamento já não faz sentido mesmo que o projecto tivesse sido implementado de raiz. Muito menos quando a tecnologia utilizada é um CMS opensource como o Drupal.

    Muitos CMS, incluindo o Drupal, ao nível do design de interface, funcionam com templates. Atenção que criar um template de raiz não dá mais nem menos trabalho que criar uma outra interface gráfica qualquer. Esta abordagem existe para “separar” o trabalho entre programação e design. O programador preocupa-se com o código e o designer preocupa-se com a interface.

    Se este orçamento diz respeito unicamente ao design de interface… bem… pior ainda! Sinceramente Mário… eu apostaria na segunda interpretação.

    Só há aqui uma coisa que me está a fazer muita confusão. O Henrique Cayatte tem uma imagem, um nome, um trabalho a defender. Faltam aqui informações que permitem esclarecer uma série de coisas. É muito estranho um designer como o Henrique Cayatte aparecer como responsável por este projecto… tenho a certeza que ele próprio sabe que o site é muito mau e que já sabia à partida a polémica que isto iria gerar. Então porquê deixar-se envolver desta forma neste projecto?! Para quê colocar o seu nome e o seu trabalho em causa desta forma…?

    • Tenho que concordar, embora não me parecesse que esta polémica fosse previsível. É comum haver orçamentos bastante altos para trabalhos de design realizados para o Estado que ninguém ouve falar. Neste caso, se não fosse o artigo no i, e mais tarde os blogues republicanos e monárquicos terem pegado na coisa, acho que ninguém tinha dado conta.

  2. Acho que neste caso o mais grave não é o valor dos dois sites ou do site que se terá transformado em provisório com a polémica pública em jornal e na web.

    O mais grave é termos um concurso de branding em que as propostas são consideradas de pouca qualidade e não é atribuído vencedor (não participei por isso não tenho nada com isso), sendo que, senão o júri, pelo menos o director do organismo que organiza o concurso e selecciona o júri (desconheço se o senhor Cayatte estaria no júri mesmo), acaba por ser escolhido por adjudicação directa para fazer o trabalho para o qual promoveu um concurso por um valor mais de 15x superior ao que seria atribuído aos designers “recém-licenciados” (vulgo escravas Isaura que trabalham para aquecer).

    Penso que do ponto de vista ético o senhor Cayatte deveria ter-se mantido longe deste trabalho, pois pode-se sem rebuscar demasiado, suspeitar que o concurso terá sido ou um embuste do início, ou terá sido anulado com vista à realização do trabalho por parte de alguém ligado ao jurí.

    Mas não é a primeira vez como o Mário bem referiu que vemos este designer a usar o CPD para favorecimento pessoal, quer seja directa ou indirectamente. Ainda o fizesse porque a sua associação tem sucesso e sendo uma justa recompensa de um trabalho voluntário, mas nem o CPD tem feito um trabalho proporcional aos fundos que ali entram, nem este senhor e os outros dirigentes do organismo são voluntários, por recebem ordenados pelo, se não pouco, ineficaz trabalho que produzem.

    • Tanto quanto sei, esse concurso não era para o site, mas para a realização da imagem do evento. Estava orçamentado em 5000 euros e acabaria por ser adjudicado directamente por 10000 euros (o dobro e não quinze vezes mais).

      Penso que não se trata de Cayatte usar o CPD para favorecimento pessoal (ele já era um designer com bastante visibilidade antes de ser presidente do CPD), mas de haver uma discrepância entre o designer que trabalha para o Estado com orçamentos milionários e o presidente do CPD que afirma que não tem contactos suficientes com o Estado para que este possa financiar o CPD. Neste aspecto, realmente acredito que ele não está a fazer o melhor trabalho possível na presidência do CPD, ficando a sensação que se esforça mais em proveito próprio do que em proveito do CPD. Por uma questão de credibilidade, deveria optar entre trabalhar para o Estado a título privado ou ser Presidente do CPD.

  3. JRF diz:

    Mário, não é opinião, o site foi desenvolvido em Drupal tendo por base um template chamado Zen. Isso por sí só, na minha opinião, não merece crítica. A plataforma é perfeitamente adequada, mas como sabes, o que lá está até podia ser em WordPress (sem desprimor). O site da Presidência Americana mudou recentemente para Drupal e foi um acontecimento para o Open Source (acho que era essa a ideia). Também diz muito do nosso país e da fileira de ministros a assinar contractos com o senhor Bill Gates.
    Como disse no outro post, o que vai dar um trabalhão a explicar, são as verbas envolvidas.

    • (Assinalei isso como sendo uma opinião, porque embora tenha sido afirmado em vários sites e comentários que o site foi feito em Drupal, tal não aparece demonstrado. É apenas uma expressão editorial.)

  4. [...] Mário Moura, do blog Ressabiator, os comunicados informam que o actual portal das comemorações do Centenário da República é uma [...]

  5. Mário,

    Não é sugerido que o site é Drupal: o site é mesmo em Drupal.

    Basta veres o código-fonte da primeira página, por exemplo.

    Um abraço!

    • Ok, já espreitei no código fonte e encontrei referências a Drupal e Zen.

      • Teresa Olazabal Cabral diz:

        Já quase tudo foi dito, ou perguntado – porque, para já, e enquanto não soubermos o que efectivamente se passou, tratam-se sobretudo de interrogações – e penso que os valores nem sequer são o mais grave de toda esta questão. De resto concordo com toda a síntese deste assunto feita pelo Mário Moura e que se resume na frase: “por uma questão de credibilidade, deveria optar entre trabalhar para o Estado a título privado ou ser Presidente do CPD”. É como diz o ditado: “À mulher de César não basta ser séria, tem de o parecer”.
        Mas para lá da qualidade, ou da falta dela, do site fica ainda uma pergunta por fazer: depois de não ter sido escolhida nenhuma das propostas do concurso da imagem visual do Centenário porque é que há um designer (ou atelier) que cria a imagem visual e outro as aplicações? Após o concurso não seria melhor, então, entregar tudo a um atelier?! Sabemos que muitas vezes é assim que as coisas se passam, mas parecia-me muito mais eficaz do ponto de vista do design a imagem visual ser pensada como um todo (o que inclui necessáriamente as aplicações) e não imagem para um lado e aplicações para o outro…
        Antes disso, há ainda outra pergunta que me anda a “bailar” na cabeça – e esta é uma questão que quanto a mim merecia ainda outro debate porque é um problema que não é apenas português -– porque é que o dito concurso foi aberto só a recém-licenciados? … O prémio era baixo?… Mas não poderiam deixar os designers “seniores” decidir se queriam, ou não, concorrer ao concurso sabendo que a compensação monetária era baixa?… Parece-me que estamos sempre a defender os “jovens designers”, e não tenho nada contra isso (sou professora de Design e espero sinceramente que os meus alunos venham a ter muito trabalho, no final do curso) mas o que farão quando forem “menos” jovens? E porque é que um trabalho desta importancia para o Estado é entregue somente a recém-licenciados?…

  6. fmdias diz:

    Boas,

    o Drupal nao é uma plataforma ruim, um grande case de drupal é o site http://www.whitehouse.gov/, o que achei estranho, é um site muito fraco, com layout péssimo, custar o valor anunciado, estou altamente ligado a comunidade O.S, sei o valor e potencialidades que a ferramenta tem.

  7. Perante o panorama geral e público do que é o Design, e a necessidade do Design para o melhoramento público na sua comunicação, ou seja, a Realidade do Design a nível público em Portugal, fico abismado e revoltado, perante estes factos. Falo pela parte de Cayatte e não pelo Estado, pois esse, bom já é Senso Comum a opinião sobre o mesmo, o que é penoso, pois se quiséssemos poderíamos ser um grande País, no entanto, apostamos em projecto que são becos sem saída, como o caso de criar uma rede de abastecimento nacional para veículos eléctricos, tornando o país líder neste mercado, o que me faz pensar nas apostas que o país faz, quando mais nenhum o leva a cabo, falo de países mais desenvolvidos a vários níveis.
    Retomando os passos para os limites do caminho, é vergonhoso, embora seja um acto de alguém que já tem a sua “fama” e não precise de mais nada, é indecoroso o facto de Cayatte não tomar uma atitude ética tão importante e presente no mundo do Design, defendendo assim, o interesse global da área em questão num país pouco desenvolvido na sua mentalidade. Para acrescer, o facto de pertencer ao CPD, associação que tenta fomentar condições saudáveis para todos os Designers,neste país que em tempos foi um conquistador.

  8. Só tenho duas perguntas a fazer: CPD para quê, exactamente? E que têm os associados ou membros do CPD a dizer disto? (presumo que pouco, pois são-no – membros e/ou associados – por indução ou apadrinhamento por parte de um mínimo de 2 elementos já pertencentes ao CPD [era assim da última vez que li o regulamento do PPD, posso estar desactualizado], num esquema que parece caucionar a prática e a ética corporativas dentro da actividade).

    Pedro Marques

  9. Esperava-se uma justificação da Comissão e ela chegou. No jornal Diabo, a Teresa Rollo da Comissão vem a justificar a adjudicação e, infelizmente, fico com uma sensação amarga.

    1. O CPD promove um concurso para estudantes e recém-licenciados para desenhar a marca da Comissão, alegando, entre outras coisas, que não há dinheiro para um concurso para profissionais.
    2.O concurso não produz resultado aceitáveis.
    3.Surge o dinheiro e a Comissão decide fazer um concurso limitado a profissionais tendo como consultor o CPD.
    3.Depois decide adjudicar todo o trabalho ao presidente do CPD (excepto a imagem).
    4.A adjudicação de todo o trabalho é um processo enviesado porque metade é feita ao atelier Henrique Cayatte e a outra metade ao Henrique Cantiga Cayatte.

    Segundo a Comissão (Teresa Rollo) a adjudicação é não só baratíssima para todo o trabalho que vai ser desenvolvido como assegura qualidade. Como é que ela sabe. Consultou outras empresas com qualidade? Tem algum cálculo hora?

    Admitamos que sim, este é o ponto menos importante da história. Nada disto é ilegal. Mas parece haver uma série de atitudes muito pouco lisas e transparentes da Comissão. As questões que me ficam são:

    1. O Henrique Cantiga Cayatte não deveria ser o único a não ser escolhido, precisamente por ser também o presidente do Centro Português de Design e por o seu organismo ter sido o responsável pela promoção do concurso para que não teve resultados positivos e consultor no seguinte.

    2. Adjudicou um pacote enorme de trabalho, desta forma grosseira e sem o especificar, demonstra haver uma enorme cumplicidade, que fará com que o que ela chama de “design global para uma dezena de iniciativas”, será também executado designado por estacionário. Não sentiu necessidade – para assegurar o melhor uso de dinheiros públicos – de especificar com rigor o trabalho exacto a desenvolver. O “design global” de dez iniciativas e mais o estacionário a dividir por 90000€ dá uma média de 8200€ por cada iniciativa. Justifica-se? Já há um plano do que será o “design global” de cada uma das “iniciativas” que permita racionalizar este valor ou é tudo mais ou menos a olho?

    3. Depois ainda porque, segundo a sra. Fernanda, Rollo este valor inclui o material de comunicação de uma “dezena” (à dúzia seria ainda mais barato) de exposições. O que se esperava é que o Henrique Cayatte não fosse o responsável por nenhuma destas dez “iniciativas”, porque de outra forma não faz sentido estar a pagar duas vezes o trabalho. O que seria lógico neste contexto é que os designers que vão fazer as dez “iniciativas” entregassem as respectivas imagens ao atelier H. Cayatte para que ele depois as trabalhe de forma a conseguir alguma coerência e execute os tais “projectos globais de comunicação” já pagos.
    Mas aparentemente não é isso que vai acontecer porque a exposição da Cordoaria também lhe irá ser adjudicada; assim, naturalmente a imagem e comunicação estão incluídas. Como é que Fernanda Rollo vai fazer? a exposição e imagem vai ser feita pelo Henrique Cayatte que depois passa ao Henrique Cayatte para o design da promoção (feito com o tal orçamento do estacionário). Como é que se assegura o uso parcimonioso dos dinheiros neste caso. Onde é que acaba o “estacionário” e começa a exposição?
    Se a coisa fosse minimamente lisa e transparente, a exposição do centenário na cordoaria não seria do Henrique Cayatte e ele agarraria na imagem (feita por outro) e faria os tais materiais de promoção para que lhe deram 95000 euros. Mas aparentemente não vai ser este o caso.

    5. A Comissão não é obrigada a concurso e pode dar todo o trabalho a quem quiser. Mas faz sentido um adjudicação em bruto, antecipada a todo este material, sem especificar, se ter um custo global comparativo de forma a assegurar que de facto o dinheiro em causa é bem emprego e maximizado o investimento?

    6.O Henrique Frederico Cantiga Cayatte é o presidente do CPD e tem uma empresa chamada atelier Henrique Cayatte design. O atelier Henrique Cayatte que desenvolve trabalho com qualidade não deverá ser prejudicado por causa da função do presidente. Mas é eticamente ínvio que a Comissão adjudique trabalho em nome individual ao presidente do Centro que também contrataram para desenvolver um trabalho que deu resultados negativos e como consultor. Não há aqui – do ponto de vista moral – uma ambiguidade indesejada?

    Todo este processo – e outros infelizmente – apontam para uma cumplicidade abusiva com empresas de design que faz com que os dinheiros públicos sejam usados com esta à vontade e as adjudicações sejam feitas assim, com esta informalidade. São 95000 euros para pagar o “design global” de “uma dezena de iniciativas”.

    Precisávamos todos é que houvesse uma iniciativa que explicasse aos directores executivos de instituições que gerem dinheiros públicos que estes processos não devem ser desenvolvidos apenas por cumplicidades afectivas e políticas, mas também em prol do interesse comum, e já agora, por gente competente e séria.

  10. Onde se lê Teresa Rollo dever-se-ía ler Fernanda Rollo

  11. Leonardo diz:

    A ser realmente verdade toda esta polémica, o que eu não sei se é nem posso estar aqui a afirmar que o é porque não estou na posse de todos os factos, é realmente triste que tal suceda.
    Para além de manchar a imagem do Design Português e das instituições o que parece é que vai ser mais um daqueles casos em que vai ficar tudo em águas de bacalhau sem os esclarecimentos necessários para que não restem dúvidas sobre os factos realmente ocorridos.
    A “tese” do carácter provisório do website realmente não parece colar muito bem. Não faz muito sentido, com um orçamento de tanto dinheiro que se façam versões provisórias. Mas há realmente que esperar para ver e não quero aqui estar a acusar ninguém. Mas, permitam-me a partilha do que me vai na alma: últimamente em Portugal há enorme sentimento de impunidade no que diz respeito ao uso indevido de dinheiros públicos (mais uma vez não sei se será realmente este o caso). E este caso, se for realmente verdade, se calhar não vai ser uma excepção. Cheira-me, por aquilo que li do Mário e por aquilo que tenho estado a ler na net em vários blogs, que há-de vir a público algum tipo de explicação oficial da presidência em que nada se diz, nada se esclarece e onde, ao contrário da Lei de Lavoisier, nada se transforma.

    Mas há que esperar para ver.

  12. Nelson diz:

    Só não percebi o tópico em relação à utilização do Drupal. É ilegítimo cobrar por trabalho feito através da utilização de uma plataforma opensource? Quer isso dizer que se eu utilizar o Inkscape em vez do Illustrator para uma ilustração devo disponibilizá-la gratuitamente? Além do mais, e no caso específico, utilizar a plataforma Drupal significa apenas começar a construir com base num framework de PHP e Javascript comprovadamente mais estável que qualquer projecto com todo o código começado do zero. O trabalho em relação a um designer que programa em Drupal é em tudo semelhante ao de outro que o faça em Dreamweaver. DIria mesmo que é mais complicado construir sobre esta plataforma do que na anterior, um editor WYSIWYG. Nenhum designer optaria por o fazer, não fosse pelos óbvios benefícios em ter um site gerido dinamicamente ao invés da pré-história dos sites estáticos em HTML…

  13. Margarida diz:

    Estamos em Junho e ainda não saiu o site definitivo.
    Por outro lado, consultando a Base, conclui-se que a Comissão das Comemorações do Centenário da República já gastou – só em ajustes directos – mais de dois milhões de euros. Comemoremos, então!

  14. Estamos a Meio de Junho, quase seis meses após aquilo que seria o lançamento oficial do site definitivo das Comemorações do Centenário da República (e mais 14 outros). Foi isto que a comissária Fernanda Rollo disse ao jornal “O site não é este. Este é apenas temporário e que tem o essencial da informação. O site encomendado a Henrique Cayatte estará no ar a 31 de Janeiro de 2010 e não será um, apenas. Serão catorze sites, com variadas componentes e uma complexidade que justifica o gasto.”.

    Sou um repúblicano convicto, e gostava imenso que a comissão não retratasse de forma tão fiel e crua, aquilo que tem sido um dos grandes defeitos desta forma de governo. Ainda alimentei a esperança que, pelo menos a comissão encarregue das comemorações, pugnásse por um enorme esforço de transparência, igualdade de oportunidades, rigor e excelência.

  15. Miguel Nunes diz:

    estamos em outubro já depois das comemorações do dia 5 e o site continua provisório…

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