The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Michaeljacksonificação dos Jornais

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Há pouco tempo tive a sorte de ainda encontrar à venda um número dos Wednesday Comics, uma antologia editada pela Dc Comics, impressa em papel de jornal no formato broadsheet – o mesmo do antigo Expresso.

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Idas e vindas

Estou sem o meu computador, portanto esta semana o post vai ter que ser pequeno:

Fui a Lisboa ver algumas exposições da Experimenta. A Quick, Quick, Slow é uma excelente exposição com um mau catálogo, demasiado caro para as fracas reproduções que mais valia nem ter. Da exposição, nem consigo destacar o que gostei mais – fazê-lo seria uma injustiça. Quem não foi ver, vá; quem foi, vá ver outra vez.

Também foi agradável a oportunidade de gastar dinheiro nas livrarias de Lisboa, que continuam a ter mais estantes dedicadas ao design que as do Porto. Comprei a última Dot Dot Dot; o livro Graphic Design Theory, editado por Helen Armstrong; There’s Nothing Funny about Design, de David Barringer; um livro sobre livros de design chamado Bibliographic. Ainda trouxe alguma ficção e ensaios – destaco Consider the Lobster, de David Foster Wallace, que tem sido uma boa leitura. Já agora: enquanto ia e vinha de comboio para Lisboa, fui lendo um livro de ficção-científica dos anos 70 chamado Tau Zero, reeditado pela Victor Gollancz com uma boa capa.

De volta ao Porto, dei uma conferência numa aula aberta do Mestrado em Comunicação e Multimedia da Esad de Matosinhos, a convite do José Bártolo do Reactor, que por sua vez deu uma conferência muito interessante sobre manifestos no design. A minha própria conferência foi uma reflexão sobre os manifestos futuristas e, em retrospectiva, sobre a relação entre violência, modernismo e design.

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Outra história

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Quando comecei a escrever sobre design, um colega mais velho sentenciou-me que ainda não havia condições para haver crítica de design em Portugal. Talvez daqui a dez anos, disse-me.  Perguntei-lhe o que estava à espera que acontecesse entretanto. Não me respondeu, mas desde essa altura, há quase sete anos, que me interrogo sobre quais seriam as actividades – que não a crítica, é claro – que poderiam ser exercidas durante essa década de preparação.

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O Eterno Retorno

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Pois foi: ouvi dizer que Neville Brody tinha voltado às revistas, com a direcção de arte da Arena Homme +, uma ocasião rara, tendo em conta que não se metia nestas coisas há anos, dedicando-se apenas ao trabalho mais comercial e à gestão da sua fama através de eventos, conferências e exposições. Será que isto da Arena  ia ser uma coisa a tempo inteiro ou só um número? Será que ia estar á altura da Face, das primeiras Arenas ou da Per Lui?

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Os nomes

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No início de cada ano lectivo, é costume passar em revista os livros de história do design, uma tarefa que se vai tornando mais difícil à medida que novos tomos vão aparecendo, e se torna difícil examiná-los a todos em tempo útil. Torna-se necessário fazer escolhas: se mantemos o “A History of Graphic Design”, de Philip Meggs ou se o trocamos pelo “Graphic Design History: A Critical Guide”, de Joahnna Drucker e Emily McVarish; uma opção compacta, barata e bem escrita, com alguma atenção a questões políticas é o “Graphic Design, a Concise History” de Richard Hollis; outra hipótese é o “Graphic Design: A New History”, de Stephen J. Eskilsonn, que embora tenha sido trucidado pela crítica, pode ser usado em conjunto – ou mesmo em confronto – com Meggs e com os outros, não deixando de ter  interesse.

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As palavras difíceis

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Qual é agora a diferença entre um livro e uma revista? Já houve uma altura em que as revistas eram coisas breves e ligeiras; agora podem ser tão volumosas como enciclopédias e tão encadernadas como uma. Dantes eram coisas efémeras, que se liam e deitavam fora; hoje podem ser mais luxuosas e caras do que a maioria dos livros.

Das poucas diferenças que ainda é possível apontar é que uma revista é periódica, mesmo que o seu ritmo seja indeciso ou rarefeito. Por exemplo, a única coisa que, à primeira vista, me denunciou a F. R. David como sendo uma revista (e não um livro de (ou sobre) alguém chamado F. R. David) é o facto de ter, ao topo da capa, por cima do nome da revista, uma estação do ano em Inglês – “Spring 2009” ou “Summer 2008”. Fora isso, até podia ser um livro de bolso francês pequeno e branco, impresso com cores planas e não uma daquelas revistas excêntricas que têm aparecido na Holanda durante a última década – penso sobretudo na Dot Dot Dot, da qual Will Holder o designer e um dos editores da F. R. David, é colaborador habitual.

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Os anti-intelectuais não são burros, mas…

Uma sensação perigosa, quando se escreve crítica de design, é a de progresso, que as coisas avançam e melhoram, que já se escreveu sobre certos assuntos há uns anos e que portanto se encontram resolvidos, e que se pode passar a coisas mais interessantes, mais complexas – melhores, enfim. Um dos assuntos a que acabo sempre por voltar, para minha desilusão, é o anti-intelectualismo institucional do design, que não é uma coisa básica e primitiva, mas uma construção complexa com muitas nuances e níveis e à volta da qual se elabora a própria identidade do design enquanto profissão e mesmo disciplina. Por vezes, pergunto-me se será possível extrair o anti-intelectualismo do design – ou pelo menos parar o seu avanço – sem matar o paciente.

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Para nós que damos aulas, o ano começa e acaba no Verão. O ano novo é aquela ocasião em que temos a primeira reunião, ficamos a conhecer o nosso horário, os nossos alunos. No estado em que o ensino superior português está, não é uma ocasião para festas. Tornou-se uma mera burocracia girando apropriadamente à volta de umas coisas chamadas créditos, uma espécie de sistema monetário que permite comparar tipografia com autópsias com nutricionismo com história com agricultura.

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Le Design?

TOFFE

Depois de ler o texto French Graphic Design: A Contradiction in Terms?, de Véronique Vienne, fica-se na dúvida se a autora gosta ou não do design gráfico francês ou até se acha que este existe de todo[1]. Trata-se de uma daquelas coisas que irrita pela condescendência bem intencionada, mas que ainda assim merece a pena ser lida, quanto mais não seja porque ajuda a perceber os mecanismos actuais de legitimação internacional do design.

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O pior livro do mundo

vigiar e punir

Recentemente, o Brasil parece ser o sítio de que toda a gente fala, pelo menos em termos de design. O Frederico Duarte anda por lá a recolher informação para a sua tese. Quase um quarto dos meus alunos este ano foram brasileiros. Nas livrarias, boa parte dos livros de design são, ou brasileiros – nunca vi tantas histórias do design brasileiro –, ou edições brasileiras de livros ingleses – quase tudo com bom design. O culminar disto tudo foi quando Khoi Vinh, director de design do New York Times, mostrou no seu blogue a fotografia de uma livraria em São Paulo, declarando que:

“[it] is probably the most visually stunning commercial space I’ve ever seen, and certainly the most impressive book selling environment. If it’s real, that is.”

Era fantástico: alguém em Nova Iorque a não acreditar no aspecto de uma livraria no Brasil! – normalmente, é isso que eu sinto em relação a Nova Iorque.

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Coisas Avulsas

– Amanhã, mais umaPecha Kucha.

– A quarta série Great Ideas da Penguin é mais uma vez incrível, em especial este.

– Inscrições até 9 de setembro para a masterclass de David Reinfurt, dos Dexter Sinister, nas Belas Artes de Lisboa, dia 12 de Setembro, às 17h30.

– Eu sabia: vem aí a Emigre nº 70

FBA distinguida com três galardões Red Dot Award

–Um dos melhores trailers de todos os tempos. Reparem na maneira como ele conta o filme todo sem mostrar realmente nada: "The Baaathroom..."

– Descobri-a no FFFFound, e tocou-me em todas as espécies de nostalgias possíveis, em especial aquela sobre os anos noventa, quando se faziam ilustrações em layers sobre os anos vinte. Gosto da maneira como mistura fotografias vintage com grandes barras de cores e toquezitos de capas da Pelican. Podem ver os trabalhos de Cristiana Couceiro no Seven Days.[Ups: Link corrigido.]

Imagens de genéricos de filmes.[Thx à Ana Carvalho]

–Um blogue a seguir: Design Diário de Sara Goldchmit.

–Para quem ainda não sabe: o Frederico Duarte tem um blogue onde documenta uma viagem pelo design brasileiro.

–Uma grande ideia: fotografias vintage 3D transformadas em GIFs animados.

–Soletrando com a Dock do Mac.

–Jorge Colombo desenha capa da New Yorker com o seu iPhone.

Vasco Granja morreu hoje.

JG Ballard morreu hoje.

–A Stella Artois produz uma campanha publicitária onde são usadas versões Nouvelle Vague de Jack Bauer, Die Hard e Eminem.

–Hoje é Dia de Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores e filha de Lord Byron.

–Quem puder ir não perca: exposição, conferência e workshop de um dos meus autores favoritos de BD independente, James Sturm, na Esad e na Mundo Fantasma.

Será que os videojogos estão a preparar adequadamente as crianças para o Apocalipse?

–Reflexões sobre arquitectura e design pelos R2.

Datamoshing, a história de como um artefacto de compressão é utilizado em telediscos.

Atol, uma nova revista portuguesa online.

O Expresso entre os 5 jornais com melhor design do mundo segundo a SND (outra vez).
- Arquivo das Coisas Avulsas

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