
Segundo o vendedor, fui a primeira pessoa a comprar a edição portuguesa de A Noite dos Proletários, de Jacques Rancière. Já andava atrás do livro há algum tempo, uma história de operários que, no começo do século XIX, se dedicavam nos seus poucos tempos livres a produzir e a consumir cultura, política, etc.
Depois de ver os Mistérios de Lisboa (e gostar) fiquei curioso e resolvi experimentar, também do Camilo, os Mistérios de Fafe – calculo que o escritor o tenha publicado para concorrer a uma bolsa municipal, uma residência literária, ou coisa assim.
Apanhei finalmente mais dois foto-livros portugueses dos anos oitenta. Tomai Lá do O’Neill, uma colaboração do escritor com o seu próprio filho, e a Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lurdes Modesto, com design de Sebastião Rodrigues e fotos de Augusto Cabrita (por coincidência, entrevistado por O’Neill num texto publicado na antologia Já Não Está Aqui Quem Falou). Conto falar um pouco mais destes em breve.
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