
Hoje, no Ípsilon aparece um artigo de José Marmeleira sobre a exposição de cartazes políticos no MUDE , para o qual fui entrevistado [Update: link corrigido].
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Junho 19, 2009 • 9:40 am 1

Hoje, no Ípsilon aparece um artigo de José Marmeleira sobre a exposição de cartazes políticos no MUDE , para o qual fui entrevistado [Update: link corrigido].
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Maio 21, 2009 • 12:05 am 2

“Eu costumava dizer [que era] ‘tipógrafo’, no tempo em que a profissão tinha de aparecer no passaporte. Era uma forma de comprometimento um tanto ou quanto romântica, porque nunca pratiquei isso da mesma maneira que muitas pessoas o fizeram. Também escrevia muito, e agora faço muita edição – o que significa ler o que outras pessoas escrevem, lidar com textos e trabalhar com outros designers. Assim, acho que agora sou um editor, no sentido continental e francês de ‘editeur’, que também significa alguém que publica. Sinto-me bem com essa ideia; tem algumas das boas qualidades associadas a ‘tipógrafo’. Não é tanto produção visual quanto verbal. É isso que eu faço.”[1] Foi assim que o designer Robin Kinross respondeu quando, numa entrevista, lhe perguntaram qual era a sua profissão, e foi citando-o que Stuart Bailey se apresentou a si mesmo numa conferência em 2006[2]. Era uma maneira elegante de resumir o seu próprio percurso, que em muitos pontos se aproximava ao de Kinross: Bailey também era um designer gráfico de formação que, sem abandonar de todo a sua área, a considerava, de alguma forma, limitada demais.
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Abril 9, 2009 • 12:05 am 11

Ocupado pela avalanche de textos de Abril, ainda não tenho tempo para um post a sério. Em vez disso, aqui vão algumas notícias breves.
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Agosto 7, 2008 • 1:05 am 8
Mais do que o cartaz, a capa de cd ou o site, a capa de livro é, neste momento, o formato da moda. Há pelo menos dois blogues sobre o assunto e tem sido rara a revista que não lhe tenha dedicado pelo menos um artigo nos últimos meses. Por sua vez, os designers de capas de livros gozam de um prestígio inédito dentro e fora do design, com Chip Kidd à cabeça, mas também David Pearson, Rodrigo Corral, Paul Sahre, Jonathan Gray, Helen Yentus, entre outros.
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Março 13, 2008 • 1:58 am 0

Costuma dizer-se que o design resolve problemas, mas seria mais correcto dizer que é um processo de negociação, e que cada objecto de design não é uma solução, mas a materialização de um problema, um compromisso que se objectivou. Desta forma, é possível olhar para um livro, por exemplo, e ver nas continuidades e contradições entre forma e conteúdo, entre paginação e assunto, um conjunto de relações sociais, de antagonismos, de aspirações e compromissos.
Em c/id, isto começa por ser evidente na maneira como o seu público alvo é representado. Segundo o texto da contracapa, este livro destina-se a designers que trabalham para clientes culturais e a pessoas que lidam com branding e gestão das artes. Mas no único índice do livro estão apenas clientes e não designers. Nos textos que apresentam cada um dos projectos, o designer é referido de forma discreta, quase no fim, só depois de identificado o cliente, a sua história, e a razão porque decidiu criar ou modificar a sua imagem gráfica. É preciso esperar pela última página para encontrar, finalmente, no meio da ficha técnica, uma lista de agradecimentos onde aparecem os nomes dos designers representados e das suas firmas, mas, mesmo aqui, estão ordenados alfabeticamente por cliente, com o nome deste último destacado a bold.
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Fevereiro 3, 2008 • 10:08 pm 5

Thus, and thus only, the whole place had properly to be regarded; it had to be considered not so much as a workshop for artists, but as a frail but finished work of art.
G.K. Chesterton, The Man Who Was Thursday – A Nightmare
No começo do livro “O Homem que Era Quinta-Feira”, G.K. Chesterton descreve uma colónia de artistas londrina do começo do século XX como uma obra de arte acabada e frágil, que nunca produz realmente arte. Mas as aparências enganam, e a comunidade pacata mascara assuntos sérios, neste caso a guerra secreta entre uma conspiração governamental e uma conspiração de anarquistas, que acaba por se revelar finalmente como apenas um jogo de espelhos, sem verdadeiros antagonismos. Da mesma forma, aquilo a que se chama a cena independente do Porto é também uma frágil e acabada obra de arte que esconde alterações profundas no modo de ser dos artistas, quer a nível económico como social.
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Novembro 16, 2007 • 7:26 pm 2

Poder-se-ia traçar uma história do design gráfico português como uma lenta disputa territorial entre formas e conteúdos, entre design e linguagem.
Nos posters de Francisco Providência, ou nos de João Machado, por exemplo, há uma separação clara entre texto e imagem, entre título e ilustração, com raras e tímidas interacções. Cada elemento ocupa o seu lugar numa hierarquia gráfica bem definida, que corresponde também a uma separação técnica de responsabilidades, típica da era pré-computador.
Nessa altura, a ilustração era feita por um ilustrador, a fotografia por um fotógrafo, o design e a tipografia maquetizados por um designer, que supervisionava também a concretização final do processo na gráfica, onde a tipografia era composta, as gralhas revistas, as ilustrações e fotografias reproduzidas, e o objecto final impresso.
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Agosto 29, 2006 • 7:01 pm 3
Existem designers em Portugal sobre os quais não podemos dar uma opinião negativa. Não falo sequer de uma reacção dos designers visados, mas de quando alguém afirma que um trabalho não pode ser mau apenas porque foi feito por um determinado designer e que sugerir o contrário seria falta de respeito.
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Novembro 20, 2005 • 6:15 pm 0
Na sexta passada fui assistir a uma conferência do historiador de arte Max Bruinsma na Esad de Matosinhos. O tema foi a exposição Catalysts que Bruinsma comissariou na Experimenta Design deste ano. Bruinsma percorreu a maioria dos trabalhos expostos, comentando-os perspicazmente, falando do papel cultural crescente do design. Foi uma experiência interessante e satisfatória a todos os níveis, só tendo pecado pelas duas horas previstas serem pouco para a acomodar. Superou a revista-catálogo da exposição (mesmo assim interessante) e a própria exposição. Muito bom.
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