A rua onde vivo no Porto não tem muito que se lhe diga. Começa como um afluente discreto da Costa Cabral, demasiado longe do centro para que alguém vá ali sem um propósito definido. Quando ainda existia o velho estádio das Antas, era suficientemente perto para que os adeptos lá estacionassem os carros, conseguindo chegar por vezes às filas duplas numa rua que na parte mais larga não deve chegar aos dez metros. Com o novo estádio, só voltou a conhecer animação com as obras do metro, nem tanto porque haja por aqui alguma estação, mas por causa das betoneiras que passavam diariamente e cujo peso fazia ondular os paralelos em cristas altas, que em alguns pontos da rua impediam mesmo os moradores de estacionarem nas suas próprias garagens.
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