The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Expo 1940

Já que ontem, em conversa com amigos, falei dele, fica aqui um desdobrável da Exposição do Mundo Português, com belos overprints, e uma ampliação de um dos meus detalhes favoritos: a sombra dos hidroaviões. Sem mais comentários, que não lembrar que a mania das expos já vem de longe. Cliquem nas imagens para ampliar. Leia o resto deste artigo »

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Ocupar a História

A propósito do post anterior, encontrei aqui alguma coisa sobre o grupo Black Mask, um dos tais grupos dos anos sessenta. Vale a pena ler tudo, mas fica aqui apenas a parte em que “sabotaram” uma grande superfície:

“Another infamous stunt, The ‘mill-in’ at Macy’s involved organising large numbers of people to enter the store in small groups posing as regular shoppers or staff.  Their aim was to cause maximum disruption during the store’s peak business hours in the build up to Christmas.  Activists systematically moved stock around, stole items, broke items, gave items away and released animals, such as dogs and cats, into the food department.  Even a buzzard was seen terrorising staff in the China section.  Decoy activists identified themselves with flags and banners but made sure to stand alongside regular shoppers, who were subsequently roughed up and chucked out by security and floor staff.” Leia o resto deste artigo »

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Capitais da Cultura

Em viagem, não muito longe de casa, em Guimarães, onde não vinha desde as aventuras da Cena Independente do Porto há meia dúzia de anos. Também nessa altura se tinha dado um valente safanão ao país que atirou uma data de gente do Porto para aqui. Agora, encontra-se gente de todo o lado. E a cidade está mais arranjadinha (nem sempre mais bonita). Curiosamente, essa primeira incursão aproveitava os restos do Porto 2001 e ficava exactamente a meio caminho entre as duas capitais da cultura. Marcou a estranha consolidação de uma geração que foi aparecendo no Porto por volta e no pós-2001 e a sua desintegração mais ou menos rápida. Serviria, não de modelo, mas de primeira instância da cena cultural tal como vai acontecendo agora: espaços que também são bares ou galerias; doses iguais de precariedade e burguesia. Um quotidiano artístico bastante activo e que já desistiu de aparecer nos jornais, mais atentos a Lisboa e ao dinheiro.

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e dá-lhe uma dentada

Comprei-o pela capa, pelo título, pelo subtítulo e pela lista de autores. Muitos já morreram. Tirando isso podia ser uma coisa de hoje – voltámos à terra do “Ao qu’isto chegou!?”.

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Educação Sentimental

 

Dei esta semana com estes livritos de Educação Salazarista. Não tratam apenas de assuntos técnicos, plantar, construir casas e fazer conservas, mas também se esforçavam por transmitir princípios e emoções: o da Emigração, por exemplo, era capaz de arrancar lágrimas a uma lágrima. Alguns tinham ilustrações bastante sofisticadas – o da Beira Alta tem desenhos a cores de Thomas de Mello (Tom), por exemplo.

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Edição, Curadoria, Intimidade e Opinião

Ontem em Guimarães, o encontro Edição e(m) Curadoria valeu a pena. Gostei mesmo muito da parte da manhã, mais teórica e crítica, com uma exposição sobre a história da edição experimental portuguesa, desde Palla e Martins até E. M. Melo e Castro, com a possibilidade de folhear alguns desses livros que circulavam pela plateia.

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Histórias de quando o € era fixe

Tenho um projecto, informal e nada sistemático: coleccionar artefactos de quando o Euro era fixe. Comecei com nomes de empresas, agora encontrei dois jogos de tabuleiro. Leia o resto deste artigo »

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Bazooka

O colectivo francês Bazooka é uma das minhas obsessões mais antigas. Sempre que posso ponho aqui qualquer coisa deles. Esta é uma espécie de biografia, bastante solta, que mistura trabalho e vida pessoal, colagens e fotografias de desintoxicação.Namoradas e fotos dos primeiros bébés. Leia o resto deste artigo »

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Coisas da Imprensa

O Zé Cardoso foi promovido do P3 à página nove do Público (em plena crise). Uma amiga minha ontem brincou que o facto da greve da fome ter aparecido no P3 se calhar ia levar as pessoas a pensar que era empreendedorismo. Alguns comentários depois, verifico que é cada vez mais difícil fazer piadas em Portugal: a greve da fome estava realmente a ser desvalorizada como mera publicidade. É um pouco injusto para o P3 que também cobre assuntos políticos e de intervenção que não aparecem noutros jornais e sites, mas a sua imagem anda irremediavelmente associada a negócios de bares/dojos/salões de cabeleireiro ou outros negócios híbridos do género.

Entretanto, também apareceu no Público mais um artigo de opinião, do historiador José Neves, sobre o caso Loff-Ramos, com o qual concordo (e onde sou citado – ena! ). Leia o resto deste artigo »

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Lisboa e Tejo e Tudo (1956/59), 1989

É um livro pequeno, fino, com pretos muito escuros e páginas grossas às vezes um pouco soltas, outras vezes demasiado presas, com a cola subindo um pouco pela página (provavelmente o restauro de algum alfarrabista menos cuidadoso). As fotografias são quase familiares; lembram outras. O título e os autores (Costa Martins e Palla) lembram também outro livro.

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Nada de novo na frente

Hoje ainda mais duas intervenções nos jornais, Público e Expresso, a propósito da polémica Loff-Ramos-Rosas–Fernandes-etc.

De Diogo Ramada Curto no Público, um artigo muito interessante, com uma análise da polémica e uma crítica bastante fundamentada da cobertura feita na História de Ramos da Guerra Colonial.

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Ainda mais alguma pachorra

Rui Ramos responde no Público, desta vez a Fernando Rosas. Insiste que o acusam de ser fascista (Loff não o fez; Rosas não o fez; pode-se verificar facilmente isso lendo os textos de cada um). Estive tentado a deixar de ler aí mesmo. No resto do texto, percebem-se imprecisões várias:

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Pachorra

Já tinha dito que não tinha muito mais pachorra para escrever directamente sobre a polémica Loff-Ramos, mas uma série de artigos defendendo Ramos nas edições do Público dos últimos dias pelos vistos ainda me conseguiu dar uns safanões à paciência. Já tinha dado exemplos em textos anteriores que, se Loff era acusado de citar Ramos fora do contexto, Ramos na sua resposta citava o próprio Loff fora do contexto. Fica aqui uma comparação mais exaustiva e ponto a ponto.

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O Outro Debate do Outro Século (e quem o venceu)

Que pelos vistos, acabou. Com Loff descredibilizado e Ramos vitorioso. Pedro Rolo Duarte a pedir desculpa. E José Manuel Fernandes magnânimo. Nem interessa muito que a “cordata” resposta de Ramos não o seja de todo, nem cordata, nem resposta. Não responde sequer às afirmações que Loff realmente fez (às que não fez, deu uma resposta esplêndida).

Subtilezas, que se perdem numa discussão feita a golpes de marreta.

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O Debate do Debate do Século (e quem o está a vencer)

O debate da arquitectura portuguesa anda interessante, embora fique a sensação que os formatos onde aparece e os tópicos propostos não se ajustam de todo ao que se quer mesmo discutir – que é a política e a economia (sem grande surpresa, dados os tempos que correm).

Em Veneza, por exemplo, um daqueles temas vagos e vagamente esperançosos, típicos da bienal típica, Common Ground, foi interpretado pela comissária portuguesa, Inês Lobo, para falar sobre Lisboa, em três temas, também eles bastante “bienais”: Lisboa Baixa, Lisboa Rio e Lisboa Conexões (parecem nomes de bares ou hósteis). O resultado, inesperado, segundo a própria comissária (citada no Público de ontem), foi que “nas várias mesas-redondas, dois momentos surgiram como essenciais para esta reflexão: a reconstrução da Baixa pelo marquês de Pombal depois do terramoto de 1755; e a reconstrução do Chiado por Álvaro Siza depois do incêndio de 1988.”

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Televisão

Sempre que venho ao Algarve nos últimos anos tenho lido os grandes ensaios de David Foster Wallace, que prefiro à sua ficção. Há dois anos li o grande artigo (tanto na extensão como na qualidade) sobre David Lynch, escrito durante a rodagem do Lost Highway, e o seu igualmente grande artigo sobre o equivalente aos Óscares da indústria porno americana.

Agora, ando a ler o seu ensaio sobre televisão (E Unibus Pluram) – o que é atempado por causa de toda a discussão sobre a privatização do serviço público de televisão em Portugal. A tese de Wallace não parece ter muito interesse directo neste debate: ele defende que muita da ficção americana vê a realidade através do filtro da televisão; que a própria televisão vê a realidade através desse filtro; que é assim que se constroem as narrativas, as identidades, etc.

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Histórias de Faca e Alguidar

Ainda rola a polémica entre Manuel Loff e Rui Ramos. Só para recapitular: o Expresso está a publicar uma história de Portugal coordenada por Rui Ramos; em resposta, Loff escreveu no Público dois comentários críticos (aqui e aqui) acusando-o de branquear ideologicamente a ditadura de Salazar; à esquerda e à direita chovem insultos a cada um dos historiadores; Ramos escreve uma resposta no Público rebatendo as acusações que lhe foram feitas.

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Pioneiros do Desenho Moderno

Por falar em Ulisseia, aqui fica um dos livros mais carismáticos da Pelikan traduzido, realmente traduzido, para português, como se pode ver pelo título – porque na altura o design, quando aparecia de todo, ainda levava umas valentes aspas, que tinham tanto de carimbo de importação como de ironia. Algum tempo depois, haveriam outras traduções do livro (um pouco menos traduzidas).

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Vestidas para a Guerra

Quando vi as primeiras fotos das Pussy Riot, com as suas máscaras coloridas de lã, lembrei-me logo da origem do termo “Balaclava”, relativamente pouco usado em português mas comum na língua inglesa para designar um gorro que pode ser usado como máscara, para proteger a identificação (é bastante popular entre soldados, polícias ou terroristas) ou simplesmente do frio (também é conhecido como máscara de esqui). Leia o resto deste artigo »

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Quem queima livros…

Aproveito aqui a deixa deste artigo do Montag que, a propósito do Farenheit 451, lembra os tempos em que se queimavam livros em Portugal. Em particular uma história contada por Vítor Silva Tavares* a propósito de como a própria editora queimou quase toda a tiragem do livro Crítica de Circunstância de Luiz Pacheco, por receio de que fosse apreendida pela PIDE, acabando por se salvarem apenas os que foram realmente apreendidos.

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Mário Moura

Esta é a minha biografia.

Se a estão a ler para tentarem perceber se "eu sou alguém", se acreditam que só depois de lerem o meu cv é que podem levar-me a sério, concordar ou não comigo, nem vale a pena continuarem a ler. Se vieram aqui por isso, leiam os meus textos: todos os argumentos importantes estão lá.

Dito isto: escrevo sobre design, cultura, política há uns nove anos. Faço-o regularmente aqui. Menos regularmente em jornais (Público, i), revistas e livros. Alguns dos meus textos foram reunidos no livro Design em Tempos de Crise, editado pela Braço de Ferro (está esgotado).

Dou também conferências regularmente. Nas Belas Artes do Porto, nas Belas Artes de Lisboa, na Esad das Caldas da Rainha, na Esad de Matosinhos, na Experimenta Design, no ciclo Ag – Prata, por exemplo. Dei um ciclo de 6 conferências sobre Livros na Culturgest de Lisboa entre 2011 e 2012.

Tenho uma tese de mestrado sobre a estética da programação (já soube fluentemente dezasseis linguagens de programação – Java, C++, Basic, Javascript, ActionScript, Lingo, Starlogo, PostScript, Proce55ing (quando ainda se escrevia assim), etc. Mas é preciso praticá-las, e eu não tenho feito isso; suponho que acabei por enjoar, mas de vez em quando sinto o chamamento; faço o que posso por ignorá-lo).

Fiz uma tese de doutoramento sobre autoria no design.

Já ensinei perto de vinte cadeiras distintas, distribuídas pelas Belas Artes do Porto e Lisboa, e pela Faculdade de Engenharia do Porto: gostei de uma que dei sobre Autoria; gosto de ensinar edição e bookdesign; também gosto de história e crítica. Tipografia e criação de tipos, dou quando tem que ser (não desgosto).


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