The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Se o meio é a mensagem…

A New Yorker é das poucas revistas que leio de uma ponta à outra. Se não o faço é mais por falta de tempo que de interesse. Os artigos costumam ser bons; a temática, variada (embora pairando à volta de Nova Iorque); quando não consigo ler mais nada, sobram-me os cartoons. É comum andar com uma na mochila ou debaixo do braço e foi por isso que um amigo meu me comentou que as capas do Jorge Colombo para a New Yorker não tinham jeito nenhum: porque se haveria de valorizar uma ilustração apenas porque foi feita com um iPhone?

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Aquilo que define uma ilustração – por oposição a um mero desenho com um tema literário – é o facto de conviver fisicamente com um texto, evento ou objecto. Uma ilustração é feita de propósito para aparecer nas páginas de um livro ou de uma revista e não para ser um objecto autónomo. Do mesmo modo, um quadradinho numa banda desenhada não funciona por si só, mas faz parte de uma narrativa maior. Expor ilustração e banda desenhada é, portanto, uma tarefa peculiar na medida em que, inevitavelmente, destrói o seu objecto, isolando-o do seu contexto. A relação entre o desenho e o seu tema perde-se.

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Não posters, mas capas de filmes

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Não sei exactamente a data, mas os primeiros DVDs apareceram na Europa há cerca de dez anos, por volta de 1998. Parece que foi há mais tempo, porque, tal como sucedeu com o multibanco ou o telemóvel, os DVDs mudaram, de maneira subtil mas radical, o nosso estilo de vida. Mais do que as cassetes de vídeo, objectos bastante frágeis e maljeitosos, que só se podia ver umas quantas vezes antes de perderem a qualidade,os DVDs consolidaram a transformação de filmes e séries de televisão em objectos de consumo.
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O que se passa com a ilustração?

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No espaço de um mês abriram no Porto duas galerias especializadas, a Dama Aflita, vocacionada para a ilustração de autor, e a Mundo Fantasma, que embora se dedique preferencialmente à banda desenhada, abriu com uma exposição de Marcellus Hall, colaborador da New Yorker, a revista onde qualquer ilustrador daria a alma (e o corpo) para trabalhar. Só isto seria suficiente para compor um bom ano, mas, antes do mês acabar, ainda inaugurou no Maus Hábitos a exposição itinerante de artes gráficas Åbroïderij-ha!, organizada pela Bedeteca de Lisboa Feira Laica, com apoio da Bedeteca e da associação Chili com Carne.

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Bons e Baratos

Um bom exercício para descobrir o litro de leite mais caro do super é ir atrás dos pacotes mais brancos; depois, dos que têm fontes com serifas e, se quisermos o nosso Nestum com leite de primeira, levamos aquele com a forma mais exótica, mais sobre o comprido. Se, pelo contrário, quisermos leite barato, basta usar os critérios que usaríamos para escolher um bom cartaz de circo – muita cor e muitas fontes. Os sinais manifestos de design são, em geral, os mesmos de uma etiqueta de preço bem preenchida.
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Capas, Livros e Viagens

Esta semana, tive de ir a Lisboa em trabalho, o que foi agradável mas cansativo. Entre as reuniões, esperava encontrar alguma coisa nova sobre design na Fnac do Chiado, mas as prateleiras tinham praticamente os mesmos livros que tinha visto na minha última visita, por altura do Natal.

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Alice e as Assinaturas Invertidas

“…E para que serve um livro, pensou Alice, sem figuras ou diálogos.” Esta é uma frase que muitos ilustradores gostam de citar. Como quase todas as frases amplamente citadas, pertence ao primeiro parágrafo de um livro; neste caso, Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll.

Se perguntarem a um ilustrador se já leu a Alice, é provável que ele responda: “Qual delas?”, referindo-se a cada uma das versões ilustradas que surgiram ao longo dos anos. Há Alices Arte Nova, Alices Manga, Alices adultas, Alices para adultos, Alices infantis, Alices Politicas (uma em que o Humpty Dumpty tinha a cara de Richard Nixon), etc. O próprio Carroll ilustrou um primeiro manuscrito parcial, chamado The Adventures of Alice Underground, como oferta a Alice Lidell, a criança que inspirou a personagem. Contudo, para os puristas, os verdadeiros fanáticos, só existe a versão de John Tenniel, autor dos desenhos da primeira edição, em 1865.

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Coisas Avulsas

– Amanhã, mais umaPecha Kucha.

– A quarta série Great Ideas da Penguin é mais uma vez incrível, em especial este.

– Inscrições até 9 de setembro para a masterclass de David Reinfurt, dos Dexter Sinister, nas Belas Artes de Lisboa, dia 12 de Setembro, às 17h30.

– Eu sabia: vem aí a Emigre nº 70

FBA distinguida com três galardões Red Dot Award

–Um dos melhores trailers de todos os tempos. Reparem na maneira como ele conta o filme todo sem mostrar realmente nada: "The Baaathroom..."

– Descobri-a no FFFFound, e tocou-me em todas as espécies de nostalgias possíveis, em especial aquela sobre os anos noventa, quando se faziam ilustrações em layers sobre os anos vinte. Gosto da maneira como mistura fotografias vintage com grandes barras de cores e toquezitos de capas da Pelican. Podem ver os trabalhos de Cristiana Couceiro no Seven Days.[Ups: Link corrigido.]

Imagens de genéricos de filmes.[Thx à Ana Carvalho]

–Um blogue a seguir: Design Diário de Sara Goldchmit.

–Para quem ainda não sabe: o Frederico Duarte tem um blogue onde documenta uma viagem pelo design brasileiro.

–Uma grande ideia: fotografias vintage 3D transformadas em GIFs animados.

–Soletrando com a Dock do Mac.

–Jorge Colombo desenha capa da New Yorker com o seu iPhone.

Vasco Granja morreu hoje.

JG Ballard morreu hoje.

–A Stella Artois produz uma campanha publicitária onde são usadas versões Nouvelle Vague de Jack Bauer, Die Hard e Eminem.

–Hoje é Dia de Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores e filha de Lord Byron.

–Quem puder ir não perca: exposição, conferência e workshop de um dos meus autores favoritos de BD independente, James Sturm, na Esad e na Mundo Fantasma.

Será que os videojogos estão a preparar adequadamente as crianças para o Apocalipse?

–Reflexões sobre arquitectura e design pelos R2.

Datamoshing, a história de como um artefacto de compressão é utilizado em telediscos.

Atol, uma nova revista portuguesa online.

O Expresso entre os 5 jornais com melhor design do mundo segundo a SND (outra vez).
- Arquivo das Coisas Avulsas

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