Hoje dediquei-me a ler um tratado Vitoriano sobre legibilidade tipográfica com quase 130 anos. Frágil e encadernado a pergaminho, já falava sobre Daltonismo, das suas consequências na segurança ferroviária e como atenuá-las. De como se poderia melhorar a leitura através do tom do papel, da largura da coluna, da forma das letras e da distância entre linhas. Das experiências que Charles Babbage realizou para averiguar quais os algarismos mais legíveis para usar na impressora do seu computador mecânico. De como se acreditava na altura que havia diferenças genéticas entre analfabetos e as classes educadas que afectavam a robustez da sua visão:
“The descendant of many generations of manual labourers is called upon, by the system of education at present nearly universal, for a comparatively far more violent and sustained visual effort than the child of what may be called the literary class, upon whose capacity the standard of attainments is regulated.”
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