The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Cadernos

Não se trata dos cadernos genéricos que se pode comprar em qualquer papelaria, mas dos cadernos que um designer faz para oferecer aos seus amigos ou clientes, por auto-promoção ou por gosto. Às vezes, são coisas simples, só a capa, o formato ou a cor do papel são “design”, outras vezes, são mais preenchidos, com temas e jogos como um almanaque, datas e utilidades como uma agenda. Alguns chegam a ser experimentais, quase livros de artista, como um caderno pautado com as linhas deformadas vectorialmente que vi na secção de livros experimentais de Fully Booked.

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Jorge Silva


Não foi uma conferência, mas uma coisa mais simples e privada, a apresentação do programa de uma cadeira sobre direcção de arte aos outros professores de um mestrado, mas chegou bem para demonstrar que Jorge Silva é um dos poucos designers portugueses com um discurso articulado e crítico, quer sobre o seu próprio trabalho, quer sobre o estado mais alargado da profissão, a sua história e as suas tendências actuais.

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Alice e as Assinaturas Invertidas

“…E para que serve um livro, pensou Alice, sem figuras ou diálogos.” Esta é uma frase que muitos ilustradores gostam de citar. Como quase todas as frases amplamente citadas, pertence ao primeiro parágrafo de um livro; neste caso, Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll.

Se perguntarem a um ilustrador se já leu a Alice, é provável que ele responda: “Qual delas?”, referindo-se a cada uma das versões ilustradas que surgiram ao longo dos anos. Há Alices Arte Nova, Alices Manga, Alices adultas, Alices para adultos, Alices infantis, Alices Politicas (uma em que o Humpty Dumpty tinha a cara de Richard Nixon), etc. O próprio Carroll ilustrou um primeiro manuscrito parcial, chamado The Adventures of Alice Underground, como oferta a Alice Lidell, a criança que inspirou a personagem. Contudo, para os puristas, os verdadeiros fanáticos, só existe a versão de John Tenniel, autor dos desenhos da primeira edição, em 1865.

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“Arte ou Design? Ou.”

Estavam exactamente noventa e seis pessoas na conferência de Daniel Eatock na Esad de Matosinhos. Este não é um número atirado ao acaso, nem o fiquei a saber por ter contado pela minha própria iniciativa os presentes. Sei-o, porque Eatock, no começo da conferência, pôs a plateia a participar num trabalho chamado “cada número dito pelo mesmo número de pessoas que esse número representa” – a primeira pessoa, o próprio Daniel, dizia “um”; Daniel e a segunda pessoa diziam “dois”; e por aí fora adiante, até às noventa e seis pessoas presentes, em conjunto, dizerem “noventa e seis”. Provavelmente, a ideia foi pôr a plateia à vontade, “incluindo-a” no evento, mas, pessoalmente, a estratégia não me descontraiu – no fim de contas, não havia ali nenhuma escolha: recusar seria uma pirraça embaraçosa; aceitar, foi mero comodismo. No final, toda a descontracção que senti foi por aquilo ter acabado rapidamente.

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Coisas Avulsas

– Amanhã, mais umaPecha Kucha.

– A quarta série Great Ideas da Penguin é mais uma vez incrível, em especial este.

– Inscrições até 9 de setembro para a masterclass de David Reinfurt, dos Dexter Sinister, nas Belas Artes de Lisboa, dia 12 de Setembro, às 17h30.

– Eu sabia: vem aí a Emigre nº 70

FBA distinguida com três galardões Red Dot Award

–Um dos melhores trailers de todos os tempos. Reparem na maneira como ele conta o filme todo sem mostrar realmente nada: "The Baaathroom..."

– Descobri-a no FFFFound, e tocou-me em todas as espécies de nostalgias possíveis, em especial aquela sobre os anos noventa, quando se faziam ilustrações em layers sobre os anos vinte. Gosto da maneira como mistura fotografias vintage com grandes barras de cores e toquezitos de capas da Pelican. Podem ver os trabalhos de Cristiana Couceiro no Seven Days.[Ups: Link corrigido.]

Imagens de genéricos de filmes.[Thx à Ana Carvalho]

–Um blogue a seguir: Design Diário de Sara Goldchmit.

–Para quem ainda não sabe: o Frederico Duarte tem um blogue onde documenta uma viagem pelo design brasileiro.

–Uma grande ideia: fotografias vintage 3D transformadas em GIFs animados.

–Soletrando com a Dock do Mac.

–Jorge Colombo desenha capa da New Yorker com o seu iPhone.

Vasco Granja morreu hoje.

JG Ballard morreu hoje.

–A Stella Artois produz uma campanha publicitária onde são usadas versões Nouvelle Vague de Jack Bauer, Die Hard e Eminem.

–Hoje é Dia de Ada Lovelace, a primeira programadora de computadores e filha de Lord Byron.

–Quem puder ir não perca: exposição, conferência e workshop de um dos meus autores favoritos de BD independente, James Sturm, na Esad e na Mundo Fantasma.

Será que os videojogos estão a preparar adequadamente as crianças para o Apocalipse?

–Reflexões sobre arquitectura e design pelos R2.

Datamoshing, a história de como um artefacto de compressão é utilizado em telediscos.

Atol, uma nova revista portuguesa online.

O Expresso entre os 5 jornais com melhor design do mundo segundo a SND (outra vez).
- Arquivo das Coisas Avulsas

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