Numa altura do ano em que, por obrigação, me dedico dias a fio à indústria febril da leitura (de papers, de teses, de trabalhos e de mails), encontro algum consolo a ler coisas mais juvenis, lidas e relidas desde o tempo em que era eu a estudar para exames e não a corrigi-los.
É nesta altura que releio os Tintins e o Spirous, o Fantasma ou os velhos Disney Especial, organizados por temas, Coleccionadores, Robôs, Cientistas, recolhendo histórias de todo o bestiário da Disney, e onde era possível reconhecer aqui e ali o estilo inconfundível de Carl Barks, de Floyd Gottfredson, de Al Taliaferro ou de Carpi. Mesmo sem conhecer a assinatura dos autores, escondida debaixo da assinatura-logo do próprio Disney era possível distingui-los facilmente. A diferença entre o traço mais anguloso dos americanos e a elasticidade quase psicadélica dos italianos também era óbvia, em especial em histórias onde, recorrentemente, os heróis abandonavam a cidade dos Patos para irem visitar Roma, Veneza, o Vesúvio ou o Adriático.
Filed under: Banda Desenhada, Crítica, Cultura, História, Política, Prontuário da Crise, Diabolik, Superpato

Comentários recentes