The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Origem Secreta do Ressabiator

Agora que recebi o meu primeiro comentário, penso que chegou a altura de ter uma conversa com o(s) meu(s) leitor(es) sobre as motivações que me levaram a criar este blog e as razões do anonimato.

Originalmente, “The Ressabiator” era para ser uma revista(fanzine) auto-financiada de crítica de Design. Desde os tempos do curso de design que me queixava da inexistência de uma recensão actualizada sobre o design gráfico português. Na grande imprensa, a palavra “design” era usada apenas em relação a cadeiras, pratos e vestidos caros; a imprensa especializada era(é) intermitente e demasiado centrada nos aspectos puramente técnicos da profissão.

Durante algum tempo, consegui saciar-me escrevendo artigos sobre design gráfico e ilustração em revistas de arquitectura, banda-desenhada, camarárias, etc. No entanto, apesar da boa-vontade dos editores fiquei sempre com a sensação de que preferiam que fosse outra coisa.

Assim, tive a ideia de criar uma revista sem recorrer ao inevitável subsídio (parecia-me mais honesto e isento). Enquanto esperava pelos textos dos colaboradores (em alguns casos ainda estou à espera), fui escrevendo os meus próprios textos, que se foram avolumando.

Um belo dia, uma amiga minha falou-me do blog “DesignerX” e que aquilo lhe fazia lembrar os meus textos, embora o autor fosse obviamente de Lisboa. Fui ver e fiquei cheio de inveja. Nesse mesmo dia criei o meu próprio blog e comecei a publicar textos antigos e recentes, guardando os mais “intemporais” para a eventual revista.

(Aproveito a ocasião para louvar o exemplo do “DesignerX” e espero que existam mais blogs críticos além do dele.)

A questão do anonimato não pareceu importante na altura. Os meus primeiros “posts” eram assinados com o meu próprio nome. Não faço questão do segredo, mas sempre quis ter um bom pseudónimo (quando procuro o meu nome original no Google aparecem 75100 resultados).

Para os insatisfeitos, aqui vão alguns dados biográficos:

Exerço uma profissão ligada à teoria do design gráfico (parece impossível mas é verdade).
Não sou um designer gráfico profissional (embora tenha o curso).
Vivo e trabalho no Porto, mas não gosto de futebol.

Filed under: Notícias Breves

6 Responses

  1. Anonymous diz:

    não está mal, não sr.

  2. Anonymous diz:

    Perfeitamente natural e agrada muito aos leitores e leitoras… gostei da parte da inveja – também dela sofro – e da isenção pretendida.
    Brincadeiras aparte, gostei muito de te ler outra vez… agora fiquei anónima (o meu nome começa em i e caba em nês mendes, pois é, não gosto de cartas anónimas a não ser quando são completamente necessárias). Quando tiver paciência registo-me, já que é um bocado confuso o processo do dito registo.
    Continua que quero ler mais.

  3. Anonymous diz:

    Em 1º lugar, queria dizer-te sem chavões ou meias palavras…
    Acho que acho a motivação que enunciaste para construir o blog má. Não devia ser pelos outros que devias tomar coragem, ou o que for, para dizeres alguma coisa. Até pq aquilo que percebi, tens textos e atitudes pré-blogs.

    Dps deixa-me dizer que te demarcas do discurso, carregado e até assanhado contra outros, num sentido de ataque que o designerx, infelizmente ostenta, por vezes.

    E por fim, deixa-me dizer que achei os teus textos francamente interessantes, pois são lúcidos e responsáveis. Felizmente com a substância mais que suficiente para voltar aqui regularmente e deliciar-me com a tua escrita inteligente.

    Desculpa, só para concluir, deixa-me dizer que
    “Declínio e Queda do Design Gráfico Português” não é ilustrativo nem representativo, do que deveria ser o teu blog. Se queres fazer jus aos teus textos, retira o carácter marcadamente negativista, e re-orienta o teu blog e a tua postura para uma atitude legitima de quem discute design, de quem reflecte design, de quem escreve design… mas fundamentalmente para tem o altruísmo para partilhar construtivamente ideais.

    Muito Obrigado!
    Bem haja.

  4. Anonymous diz:

    Não ligues, vai sempre haver imensa gente ofendia, calculo que em percentagem sejam uns 99.9 em 100, falando da população dos designers e interessados… já se sabe que a mediania é muito confortável e que a falta de reflexão também.

  5. Anonymous diz:

    Desculpa-me a franquesa…..mas detesto intelectuais armados em espertos!!!! (são os únicos que gostão de gritar alto e em bom som que não gostão de futebol)

  6. Anonymous diz:

    existem sempre os intelectuais armados em taxímetro, que recebem subsídios do IA para dizer se gostam ou não de futebol (nao interessa se é a favor ou contra desde que o cheque esteja no correio).

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