The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Where The Streets Have No Name

Durante a Segunda Grande Guerra, as autoridades inglesas, receando sensatamente uma invasão Nazi, retiraram todos os sinais de trânsito e placas com nomes de ruas, com o objectivo de confundir e desorientar o inimigo. Recuperando o espírito peregrino desta iniciativa, a Câmara do Porto resolveu instalar novas placas toponímicas.

São umas coisas verdes, feitas em plástico recortado a imitar ferro forjado e têm o nome da rua escrito naquelas letras ultra-condensadas que se viam no final dos anos oitenta (género logotipo do Público).

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Filed under: Cultura, Design

Detalhes

Dois dias antes do salário vir, comprei Austerlitz de W.G.Sebald com os últimos doze euros. Valeu a pena o sacrifício.

Era uma tradução inglesa do alemão original e, ao folheá-lo, reparei imediatamente no entrelinhamento e margens anormalmente generosos. Talvez o designer tivesse decidido fugir às regras acanhadas do paperback comum. No entanto, embora as margens amplas fossem agradáveis, o leading excessivo era ligeiramente incómodo, ameaçando a unidade da mancha de texto.

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Filed under: Design, Publicações, Tipografia

Design & Crime & Detectives

Se encontrar teoria sobre design é difícil, encontrar ficção sobre design é quase impossível. No entanto, nada estimula o coleccionador obcecado como a escassez e, naturalmente, um dos meus passatempos menos bem sucedidos é descobrir (e ler) este género raro de literatura.

Por incrível que pareça, há mesmo quem se dedique a escrever narrativas sobre design cujos heróis são designers ou pessoas ligadas ao design. Os autores costumam ser também designers e o aspecto dos livros ganha com isso.

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Filed under: Cultura, Economia, Logos, Publicações

Traduções

Existe um snobismo marcadamente português que se manifesta numa crítica desproporcionada e feroz de todos os actos de tradução. O intelectual português pratica com gosto o passatempo mesquinho de apontar os erros e deselegâncias de tradução do outro intelectual português. Os designers, que nunca chegaram a acordo sobre a tradução do nome da sua própria profissão, são os maiores praticantes desta modalidade em Portugal.

A edição portuguesa do Ensaio sobre Tipografia de Eric Gill, é duplamente vulnerável a estes ataques ao colocar a questão da tradução do design gráfico de um objecto, sobretudo quando se toma a opção polémica de não seguir exactamente a edição original. No entanto, existem bastantes razões para respeitar este livro. Entre elas: a responsabilidade e franqueza com que as decisões de design foram tomadas e o próprio livro que, mesmo que não fosse um objecto raro no panorama editorial português, continuaria a ser muito bem feito.

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Filed under: Crítica, Design, Fontes, História, Linguagem, Publicações, Tipografia

Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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