The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

"Não há condições"

Já ouvi alguns designers mais “velhos e experientes” dizerem que ainda não há condições para haver crítica ou teoria do design em Portugal. Às vezes, até acrescentam solenemente “Talvez daqui a dez anos”. É um ponto de vista interessante e conhecedor que devemos levar em conta; só tenho uma pequena dúvida: estão à espera que os Alemães (ou os Ingleses ou os Americanos) invadam esta merda e ponham tudo a funcionar?

A verdadeira crítica nunca espera pela boas condições. Responde sempre aos problemas do momento actual e do lugar presente. Dizer que é preciso esperar pelas condições ideais para haver crítica é uma contradição. Criticar só faz sentido quando as coisas correm mal.

A ausência de crítica leva a uma insatisfação asfixiante e nauseabunda a que algumas pessoas conseguem chamar “consenso”.

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Filed under: Ética, Crítica, Design, Política

9 Responses

  1. Anonymous diz:

    Na minha opinião. o q falta mesmo é critica e teoria do design em Portugal actualmente, quer as coisas estejam a correr bem ou mal.

    A critica não é necessariamente má, mas tem de ser obrigatoriamente construtiva. A actual não existente ou não é consistente – os criticos actuais ou os q se aventura a entrar na critica do design não são conhecedores do meio o suficiente para opinar.

    A falta de critica e opinião fundamentada leva a q o design não seja discutido e muitas vezes remetido para segundo plano (ou terceiro!!!) e descuidado pelo público em geral. A critica cria actua como regulador da actividade e a sua ausência cria uma lacuna nesse sentido, tornando a actividade indefinida e inserta, quer para os profissionais como para os seus potenciais clientes.

    A falta de critica deixa desgovernada qualquer actividade e limita a definição da sua presença e necessidade: algo q não merece critica – considerando critica como algo q é estudado e analizado – pura e simplesmente não merece a atenção devida e por isso é bastante insignificante.

    O design já demonstrou a sua importância e só isso faz com seja critica e q se constitua teoria e opinião. Mas fundamentada, nunca gratuita e simplesmente destrutiva.

  2. João da Concorrência diz:

    Ó senhor Anonymous, o que é que quer dizer com isso?
    Que os designers “practicantes” não precisam de aprender português? Ou que quem fez mais de 30 flyers para o Lux não precisa de saber inglês? Isto já para não falar dos códigos típicos dos designers, como teorias de composição e entendimento histórico da tipografia, que são desprezados ou então são usados em série.
    Senhor Anonymous: aposto que adora a DIF e a Neo2. Isso sim, isso é que é forma de materializar as nossas maiores preocupações. E ficam já umas dicas para os trendy’s da puta da nossa praça!
    Para os mais velhotes ou mais desactualizados: deixem-se de Helveticas, DIN’s e alinhamentos à esquerda ou à direita. Para os mais actualizados: esqueçam as fontes do século XVIII e os ornamentos pecaminosos. Para os mais finais de anos 90, mesmo muito finais de anos 90 inícios de 00s, deitem fora tudo o que tiverem com cantos cortados, arredondados, desenhos vectoriais, logos para nenhuma corporação, e bonecadas género Chalet, Mutabor, TDR, DS e todos os arco-íris semi-circunferenciais.

    Para os teóricos fica o pedido de uma dica construtiva. Está bem? Por favor… Senão levam com os caga efeitos do Freehand e do Photoshop.
    E mais, senhor Ressabiator! Então a formalidade desaparece quando se chega perto de um ecrã?
    O que é “esta merda”?

    : )

  3. João da Concorrência diz:

    Ó senhor Anonymous, o que é que quer dizer com isso?
    Que os designers “practicantes” não precisam de aprender português? Ou que quem fez mais de 30 flyers para o Lux não precisa de saber inglês? Isto já para não falar dos códigos típicos dos designers, como teorias de composição e entendimento histórico da tipografia, que são desprezados ou então são usados em série.
    Senhor Anonymous: aposto que adora a DIF e a Neo2. Isso sim, isso é que é forma de materializar as nossas maiores preocupações. E ficam já umas dicas para os trendy’s da puta da nossa praça!
    Para os mais velhotes ou mais desactualizados: deixem-se de Helveticas, DIN’s e alinhamentos à esquerda ou à direita. Para os mais actualizados: esqueçam as fontes do século XVIII e os ornamentos pecaminosos. Para os mais finais de anos 90, mesmo muito finais de anos 90 inícios de 00s, deitem fora tudo o que tiverem com cantos cortados, arredondados, desenhos vectoriais, logos para nenhuma corporação, e bonecadas género Chalet, Mutabor, TDR, DS e todos os arco-íris semi-circunferenciais.

    Para os teóricos fica o pedido de uma dica construtiva. Está bem? Por favor… Senão levam com os caga efeitos do Freehand e do Photoshop.
    E mais, senhor Ressabiator! Então a formalidade desaparece quando se chega perto de um ecrã?
    O que é “esta merda”?

    : )

  4. Anonymous diz:

    Que merda é esta?! É a merda de design que temos.

  5. Anonymous diz:

    Se é merda é pq alguém a cagou e quem a cagou foram os designers de merda.

  6. Anonymous diz:

    eu cá gosto destas discussões à volta deste tema.
    acrescentam tanto…
    revelam que: ou estas são as pessoas que falam de design por cá e então estamos mal ou que quem podia falar de design por cá se afasta pela constante presença dos mesmos. E estamos mal na mesma.

  7. Anonymous diz:

    para ficar calado (afastado) quanto mais desculpas melhor. se calhar é melhor esperar pelas condições ideais…

  8. Anonymous diz:

    o 1º anónimo vem escrever muito e com isso dizer nada… o joão agradece, veste a sempre prestigiante pose anti-trendy, e dispara em todas a direcções a ver se acerta em algum lado… depois alguém aproveita a deixa e usa essas intervenções para justificar a sua apatia…
    …não foi preciso esperar muito para ver mais do pior que temos, pois não?

  9. […] aqui no blogue iria dar a um pequeno texto escrito há quase exactamente sete anos chamado “Não há condições” (assim mesmo, entre aspas). Aqui fica ele na íntegra: Já ouvi alguns designers mais […]

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