The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Imprensa Tradicional?

Durante muitos anos resisti a mandar vir livros pela net: porque gostava de os sentir na mão antes de os comprar, porque gostava do ritual de passar pelas livrarias a ver o que tinha chegado de novo – mas sobretudo  por causa da minha objecção de consciência ao uso do cartão de crédito. Como alternativa, tentei o MBnet, um serviço que gera números de cartão de crédito virtuais – que no meu caso eram duplamente virtuais porque nunca funcionavam. Fui ao banco, ninguém me conseguia resolver o problema e acabei por desistir. Continuei a comprar livros à antiga.

Um dia, muito tempo depois, num acesso de tédio e frustração tentei outra vez o MBnet. Para minha surpresa, funcionou e desde então tenho-me dedicado a encomendar livros pela net.

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Pentagram Marks

via

Habituei-me a só escrever sobre livros que pude consultar com vagar – meus, porque os comprei, porque me foram oferecidos; ou emprestados, por amigos ou por bibliotecas. De algum modo, sinto que só posso avaliá-los se tiver passado por esse ritual de posse, mesmo que temporário. Apercebo-me que a minha crítica acaba por funcionar como uma critica de consumo – como um direito básico de reclamar objectos mal feitos ou de elogiar (gabando-me um bocadinho) os bons negócios que fiz.

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O Arquipélago

via

Enquanto a crítica se usa para articular uma opinião sobre aquilo que vamos vendo – a tentar perceber o presente, no fundo –, a história dedica-se a tentar perceber o passado. Cada uma tem os seus problemas próprios, demasiado grandes e complexos para referir aqui, excepto talvez um, que será o tema deste texto: o efeito que a crítica ou a história têm sobre os outros. Ou seja: o modo como funcionam como um discurso público.

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Crítica e Academia

Depois de Bolonha, a produção de teses de mestrado, de doutoramento e de papers académicos disparou, no entanto, a produção de crítica sobre design continua residual. Como explicar o aparente paradoxo?

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Para a próxima é que é

De vez em quando, demasiadas vezes, duas ou mais por dia, se for época de avaliações, aparece-me alguém, em geral um aluno, mais raramente colegas – porque não é comum falar-se destas coisas entre professores de design –, aparece-me alguém que não se sente preparado para começar a escrever sobre design e que deixa que essa insegurança vá adiando indefinidamente a escrita.

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Ensinar Design

via Christoph Niemann

Dar aulas numa universidade é, neste momento, uma actividade penosa – muitas cadeiras, muitas turmas, muitos alunos. A culpa é em parte de Bolonha, em parte da economia, em parte da gestão particular das instituições que, confrontada com decisões difíceis, pode – como é evidente – decidir distribuir a carga por todos ou apenas por alguns. Contra a fadiga e desalento, vale talvez a pena, como antídoto ou até como mero passatempo, perguntarmo-nos o porquê disto tudo: porquê um ensino superior do design?

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Recensão no Público e Mais Algumas Coisas

No suplemento Ípsilon do Público de hoje, saiu uma recensão minha à edição portuguesa de “Uma Filosofia do Design – A Forma das Coisas”, de Vilém Flusser, um dos meus livros favoritos sobre design.

Entretanto apareceu no portal espanhol Graffica um artigo sobre design português onde aparece uma referência a este blogue. Também surgiu um artigo na Communication Arts sobre o mesmo assunto, também com uma referência ao Ressabiator, da autoria de Robert L. Peters. Neste último caso, apesar da boa vontade do senhor, sou obrigado a concordar com o José Bártolo, lamentando a boa parte do texto que é dedicada à história e à mentalidade portuguesa.

(Já agora, para quem ainda não sabe, o inglês tem uma palavra bem bonita que quer dizer o mesmo que saudade: wistfulness)

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“Fatalismo ou quê?”

Em 1954, editou-se um número especial da revista O Gráfico dedicado ao centenário do nascimento de Libânio da Silva, tipógrafo, autor de um Manual de Tipografia (1908, reeditado em 1962).

A homenagem é intensa e – por vezes – embaraçosa: há versos dedicados ao tipógrafo (que também foi poeta); reproduz-se a dada altura a sua certidão de baptismo. Mas, apesar da comemoração, há também um tom constante de queixume e nostalgia. Fala-se do rigor e da integridade dos velhos tempos, denunciando a estreiteza dos tempos que correm – não se trata tanto da celebração de um tipógrafo desaparecido, como de um conjunto de criticas mais ou menos directas à actualidade de 1954.

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A História (mas só daqui a bocadinho)

via aqui.

Uma das sensações mais frustrantes para quem lida com o design gráfico é a sua relação ambígua com a história. De vez em quando, por exemplo, aparecem livros (em geral mais povoados de imagens do que texto) onde se declara – modestamente – que ainda não são, nem pretendem ser, a verdadeira história, mas que lhe preparam o caminho. Na introdução do anuário da Graphis Annual 67/68 declara-se por exemplo que:

“Um debate fervilha entre um certo grupo de historiadores sobre a validade da história. A questão é se os eventos discretos que tiveram lugar em outros séculos não são mais do que um grande ‘acontecimento’ e se a história não é apenas o conceito posterior inventado pelos historiógrafos. Sem enfrentar esta questão difícil, poderemos talvez afirmar com segurança que se o homem tivesse um catálogo sensato da sua voz popular como parte do património cultural, a vista do nosso actual Olimpo seria consideravelmente menos nebulosa. Certamente muitos das características de uma era poderiam ser extraídos daquilo que os artistas e designers gráficos produziram. Neste sentido, uma antologia gráfica anual pode servir como uma espécie de ponto de referência histórico.”

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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