The Ressabiator

Ícone

Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Ritmo, etc.

(via)

Durante os últimos anos tenho mantido um ritmo semanal no blogue. Demoro entre duas e três horas a escrever o texto e depois passo o resto da semana a pensar no da semana seguinte. É uma boa disciplina, a que se junta uma ou duas horas diárias (sete dias por semana) de escrita para a tese de doutoramento, que agora está em fase de revisões, com o último capítulo a fechar até Agosto.

No entanto, às vezes parecia-me que um post por semana deixava muita coisa por dizer. Havia assuntos que perdiam a actualidade quando finalmente lhes pegava. Assim, durante o último mês resolvi fazer uma experiência: aumentar o ritmo de escrita, usando todo e qualquer assunto como pretexto, sem saber à partida onde cada tema me levaria (normalmente nunca sei, mas é mais estimulante fazê-lo debaixo da pressão de um prazo apertado, mesmo que auto-imposto).

Durante o ano lectivo é difícil manter este ritmo. Este ano dei seis cadeiras, quatro teóricas, uma delas anual (para além de ter escrito diariamente para o doutoramento durante sete meses sem falhar um dia), mas neste começo de Verão descobri que não era assim tão difícil escrever um texto relativamente longo a cada dois dias. Não dá mais trabalho do que compor um mail ou fazer a acta de uma reunião e sabe bastante melhor.

Agora, tenho que voltar à tese com mais força e abrandar o ritmo. Ainda não sei se vou manter a tradição, reservando o Verão para falar de assuntos que não têm a ver directamente com design, tal como fiz no ano passado. Ou se vou fazer textos mais curtos. Não sei.

Em todo o caso, uma ou duas notícias: vai abrir um novo museu do design em Évora, em torno da colecção Paulo Parra, sobre a qual já pude consultar um catálogo. É mais virada para o design de equipamento (“Da pedra lascada ao iPod”, como resume o próprio coleccionador), mas já é um bom pretexto para ir visitando Évora. Fico curioso.

Fui lendo o catálogo da exposição de António Garcia no Mude (que não consegui ver). Gostei do texto de Robin Fior, que alterna uma contextualização descontraída da época com uma descrição dura e muito bem esmiuçada da tipografia das capas da Ulisseia.

Por último, Alexandre Pomar respondeu ao texto onde eu discordava das suas posições no que diz respeito aos apoios à criação sugerindo que eu não as teria percebido e que uma releitura do primeiro parágrafo do seu texto me levaria a concordar com elas – um pensamento optimista mas, neste caso, infundado. A sua argumentação já foi suficientemente clara à primeira leitura para que eu discordasse em completo com ela (apresentei as minhas razões para isso no texto referido atrás).  Em última análise, perceber e concordar são coisas distintas; pode-se sempre fazer a primeira sem estar obrigado à segunda.

Filed under: Crítica, Cultura, Design

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Arquivos

Arquivos

Categorias

%d bloggers like this: