The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A distância crítica nunca é demais

Tinha-me decidido a nunca criticar os textos do Vasco Pulido Valente pela simples razão que não vale a pena: quando estão errados, estão tão espectacularmente errados que é como ver um marinheiro japonês na televisão a matar foquinhas bebés em cima de um iceberg prestes a derreter, porque têm um glândula que segrega uma substância que permite perfumar o plástico das botas de uniformes das SS vendidos em certas lojas especializadas de Tóquio.

Pode parecer uma comparação extrema, mas tendo em conta que Pulido Valente saca de comparações com os nazis tão rapidamente como Rui Rio saca do seu metafórico livro de cheques quando ouve falar de cultura, nem é tão despropositado. Já comparou sombriamente os turistas à espera de voo no aeroporto de Faro às hordas hitlerianas que invadiram a Europa quando ainda era miúdo. Já acusou a lei que proíbe o tabaco nos sítios públicos de ser fascista, porque (se bem me lembro) os nazis também o faziam, portanto proibir o tabaco em sítios públicos é nazi. Alguém lhe devia lembrar que os nazis também adoravam usar calças – pode ser que perceba a falácia. Ou que passe a usar um Kilt.

Enfim, decidi-me a criticar um texto dele porque desta vez resvalou um pouco longe demais, dedicando-se a zurzir a série de televisão Mad Men sem nunca a ter visto! Ainda por cima, um dos seus “argumentos” é a certeza que é sempre mau comparar duas épocas diferentes, porque o passado fica sempre a parecer uma coisa tosca. Isto vindo do mesmo homem que, se em Portugal alguém se dedicasse a construir um vaivém espacial, sentenciaria que nunca iria descolar porque Fontes Pereira de Melo não tinha conseguido construir uma locomotiva, logo em Portugal nunca ninguém há-se conseguir construir o que quer que seja.

A única maneira consistente de criticar Pulido Valente, de acordo com a sua própria metodologia, seria depois de não ler os seus textos.

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3 Responses

  1. Vera Sacchetti diz:

    O VPV é como o O’Reilly da Fox News com quem o Jon Stewart tanto goza. Nazi: a comparação mais à mão para uma série de gente. No congresso americano e na Fox News, então… http://www.thedailyshow.com/watch/thu-january-27-2011/bill-o-reilly-defends-his-nazi-analogies

  2. Marisa diz:

    É sempre bom ver o velho /Reductio ad Hitlerum/ em pleno funcionamento.

  3. […] não tive tempo para escrever sobre o assunto, mas mais uma vez, Vasco Pulido Valente exerceu o seu talento para escrever sobre assuntos sobre os quais não […]

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