The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Porque ando a fotografar livros

(via)

Nunca fui um bom fotógrafo. A fotografia à antiga, revelada com um ampliador e com líquidos numa sala escura nunca me puxou. Para o curso, comprei a máquina mais barata com a objectiva mais rasca. Tive um bom professor, antigo realizador de televisão e um verdadeiro gentleman, que pouco mais pôde fazer por mim do que dar-me a pior nota da minha vida académica (inteiramente merecida). Tudo o resto foi uma má experiência, desde acordar às seis da manhã para marcar vez em salas de revelação minúsculas e sobrelotadas até ao cheiro entranhado da minha máquina, onde o gato de um dos meus senhorios se tinha resolvido aliviar. Enfim.

Por todas estas razões e mais algumas, passei os primeiros anos do blogue sem usar imagens e boa parte dos seguintes a usar o meu scanner, a câmara do meu computador e, em último caso, a do meu terrível telemóvel (16€ na Fnac). Mas, nos últimos dias, os leitores mais atentos terão sem dúvida reparado que me tenho dedicado a fotografar livros mais do que o costume. Tenho andado a usar a máquina da minha irmã mais nova que depois de ter abandonado o design pelo jornalismo e ter estagiado uns meses em Israel, agora é lá repórter  – já tinha falado aqui dela a propósito das vidas absurdas, mal pagas e potencialmente perigosas dos estagiários.

Pois bem, está cá de férias e tem uma máquina fantástica, com a qual mesmo um desastre como eu tem dificuldade a tirar as más fotografias do costume.

Mesmo assim, sempre que a uso não consigo deixar de pensar que a mesma máquina com a qual fotografo os meus livritos de design para pôr no blogue já registou cenas como a que ilustra este post (tirada pela minha irmã mais nova – nem sei o que dizer).

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Filed under: Design, Não é bem design, mas..., Notícias Breves

3 Responses

  1. aqui vai mais uma ajuda para fotógrafos menos bons 🙂

  2. maria diz:

    “Estar no meio de fogo cruzado”
    Com os foto/jornalistas em plano de fundo.

    hehe 🙂

  3. Nuno Sousa diz:

    Pois olha, Mário: eu tenho saudades desses tempos e dos cheiros dos laboratórios. E das nossas aulas. E das tardes de relva a ler o Público!…

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