The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Dicionário Técnico (1942)

 

Mais outro do Paulo de Cantos, o “Dicionário Técnico – CHAVE de tudo em tudo: Termos -técnicos, Património HUMANO, Essências da Técnica, Quem tem cabeça traz tudo o que é bom consigo” [etc.], composto e impresso em 1942 na Póvoa de Varzim, sem dúvida o mais bonito que já apanhei dele, com uma capa azul com relevo a lembrar o caixilho de uma porta com dois cartões metalizados a servirem de base aos títulos.

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Duchamp & Sobrinhos, Lda.

Não é muito difícil perceber que há uma ligeira diferença entre a arte como uma experiência estética, universal, a que toda a gente tem acesso, que está incrustada no nosso hardware, no nosso corpo, e a “Arte com A grande”, representada em museus, escolas, bienais e catálogos. Se a primeira está ao alcance das crianças e dos pintores de fim-de-semana, para a segunda é preciso mais qualquer coisa, poder-se-ia dizer “Talento” – uma habilidade natural, aparada e apurada ao longo dos anos pelas escolas, temperada e consolidada pela prática profissional –, mas talento a fazer o quê?

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Design para sair da Crise

Nos últimos anos, o quotidiano em países como Portugal tem sido o de uma catástrofe económica e política em câmara lenta, vivendo a vida de telejornal em telejornal, de notícia em notícia, à espera do próximo debate no parlamento, da próxima venda de dívida, da próxima decisão da Alemanha, da Grécia ou das agências de rating. Juntámo-nos à Islândia, à Irlanda, mas também à Palestina, ao Iraque e ao Afeganistão, na medida em que nos tornámos num país-problema, uma daquelas zonas minúsculas onde parece que o bom senso não existe, mas onde a sorte do mundo inteiro parece, por um processo de associação sem dúvida surreal, assentar. Para o melhor ou para o pior, temos sobre nós a atenção de todos.

Há até muito boa gente que acredita que países como Portugal ou a Grécia estão definitivamente arrumados, que não há solução possível para eles, que são estados falhados. Porém, contra a tendência geral há também quem aponte saídas.

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Portugal 1972

Quando se mostra os trabalhos de um designer há a tendência para se valorizar os que fazem um bom “quadro”, aqueles que funcionam bem isoladamente, a capa de um livro, de um disco, um poster, porque é mais difícil reproduzir objectos complexos como um livro, que ficam a perder quase tudo quando reduzidos a uma imagem. Quando muito, pode-se mostrar meia dúzia de páginas mais interessantes, mas expor um livro – seja numa galeria, seja em outro livro – é uma tarefa ingrata.

Há assim designers, mais especializados no ritmo de uma publicação, em contar histórias usando a relação das imagens com os textos, fazendo livros que se lêem e se folheiam sem que nenhum desses actos seja menosprezado, que ficam a perder quando aparecem nos livros de história ou nas revistas de design. Fernando Azevedo, autor de belíssimos catálogos da cinemateca é um deles, mas Sebastião Rodrigues, conhecido sobretudo pelas suas capas e cartazes foi também um designer ainda mais apurado de livros.

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Livrinhos Ingleses

Comprados num alfarrabista em Lisboa e da esquerda para a direita: “Old English Coffee Houses”, um “Miniature Book” da “The Rodale Press” de 1954; “A Book of Toys”, da Penguin, que serviu de inspiração a um dos livros de David Pearson; uma edição da Penguin do Shakespeare da fase Tschichold. O meu favorito é o “Old English Coffee House”, pelo detalhe (apesar de estar dobrado against the grain):

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Ultramar Divertido

Um livro clássico de Paulo Cantos, Ultramar Divertido (1953?), encontrado há uns meses. Cheio de desenhos feitos com caracteres tipográficos – que Cantos chama “onomatogramas” –, com poemas acrósticos – em que a primeira letra de cada linha forma uma palavra –, de sobreposições a branco, de fotografias, etc.

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“Guia Profissional do Tipógrafo”

Apanhei à venda em Barcelona por cerca de 12 euros o Guia Profissional do Tipógrafo, editado em 1949 por Manuel Pedro, uma coisa delicada e colorida que ainda não tive tempo de ler. Tem uma dedicatória impressa e outra manuscrita do próprio autor. Aquilo que me atrai mais no livro, para além das cores vibrantes, é o modo como caracteres tipográficos são usados para construir gráficos, capitulares e diagramas, dando um aspecto vagamente vanguardista à coisa.

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“Design in Business Printing”

Dentro do design, há quem veja a tipografia como um livro de leis ou, pelo contrário, como um código ético. No primeiro caso, usam-se à risca os preceitos, invocando Bringhurst ou Tschichold para tomar decisões como se fossem alíneas no Diário da República. No segundo caso, cada decisão é pesada e adaptada a cada momento, tornado-se numa responsabilidade pessoal de quem a toma, mesmo quando é apoiada nas decisões de terceiros.

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Plano nacional de leitura

Quando era novito, fui um leitor rápido e obcecado. Não tinha mais que cento e tal livros na minha pequena biblioteca e orgulhava-me de os ter lido a todos, às vezes mais do que uma vez. Lembro-me de me entusiasmar tanto com um livro que o chegava a ler duas vezes no próprio dia em que o trazia para casa. Também me lembro do primeiro que comprei e não li até ao fim, um livro de ficção científica de Brian Aldiss chamado – salvo erro – “A Hora de 60 Minutos”. Foi o começo do fim. Agora tenho dezenas de livros que não acabei.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design

“Printers and Designers”, Herbert Spencer

Tenho coleccionado sempre que posso os livros que Herbert Spencer desenhou, escreveu ou editou durante a sua longa carreira, e tenho a certeza que, dada a quantidade, vai ser uma colecção que nunca hei-de completar. São publicações bonitas, com um “toque” bastante distinto do actual, que vivem do próprio peso e textura das páginas e do modo como a tinta é ainda uma coisa palpável e não apenas o vestígio de um arranjo de pixeis num ecrã. Esse cuidado é perfeitamente visível em qualquer número da Typographica ou na primeira edição dos Pioneers of Modern Typography, e não reproduz bem – precisa de ser sentido para ser realmente compreendido.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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