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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Pobreza das Nações

Nas primeiras páginas d’A Riqueza das Nações, de Adam Smith, descreve-se em pormenor o processo industrial da divisão do trabalho. O exemplo dado é, adequadamente, económico: o fabrico de um simples alfinete – feito por um único artesão é uma tarefa morosa que exige treino e dedicação, produzindo-se no máximo uns poucos alfinetes por dia, mas quando dividido em dezasseis passos simples, repetitivos, cada um deles aprendido em pouco tempo por um operário, permite multiplicar em muito a produção diária de alfinetes. A divisão do trabalho é, para Smith, a primeira causa da riqueza das nações.

Pelo contrário, o empobrecimento de uma nação leva a que tarefas separadas pelo progresso se voltem a fundir. Por outras palavras, em tempos de crise a especialização começa a fazer menos sentido, tanto em termos económicos como estéticos. O ecletismo das vanguardas, e até de gente como Palla ou Sena da Silva, não é provavelmente um estado primordial, uma primeira etapa a caminho da especialização actual, mas o resultado da pobreza da época em que viviam.

É provável que design, arte, arquitectura se amarfanhem uns nos outros se esta crise continuar.

Filed under: Design

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