The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Stock Market

Se há uma prova que o design não faz parte das estratégias para o futuro de Portugal – para além do balúrdio gasto a imprimir o programa de governo – são os belos slides que o Ministro da Economia Finanças apresentou na London School of Economics e dos quais apresento aqui apenas os que se referem ao admirável mundo novo que virá da aplicação da sua estratégia (o resto pode ser encontrado aqui). Pelos vistos, quando fala de recuperar a confiança das agências e dos stock markets, o ministro está-se a referir àquelas agências que fornecem fotografia de stock.

Mas também a uma confiança e um optimismo sem qualquer fundamento, tendo em conta que a estratégia do governo pelos vistos assenta na ideia de que tudo o que desce tem que subir, como refere Pedro Lains, numa análise do podcast da apresentação de Gaspar:

‎’Ao minuto 59, um certo Tomás, depois de elogiar o que o ministro tem feito pelo bom nome do país, colocou a pergunta crucial: “What are the pilars of growth for Portugal?”. A resposta, dada aos minutos 70-75, foi muito elucidativa. Depois de refrasear a pergunta, Gaspar disse que a primeira fonte de crescimento será uma “normal cyclical recovery”. Ou seja, isto vai abaixo e depois vem acima porque a economia passa a ter “lots of spare capacity”. Pasme-se. Presume-se que quanto mais abaixo for, mais acima virá; e Passos deve estar com a esperança que essa “normal cyclical recovery” venha bem antes de 2015.’

Ou seja, mais um bom exemplo de fatalismo corajoso, ou que já que está tudo muito mal e não se  pode melhorar a situação mais vale piorá-la  aplicar um modelo neoliberal, destruindo a confiança da população, os recursos públicos e a assistência social numa época de crise, porque naturalmente o sistema acabará por recuperar por si só, e nessa altura estaremos preparados com os nossos macacos amestradosa nossa mão-de-obra barata e desesperada. E  o nosso design, é claro – não se esqueçam do nosso design,

Filed under: Crítica, Cultura, Design, Economia, Política, Prontuário da Crise

3 Responses

  1. Nuno diz:

    *(Ministro das Finanças)

  2. Nuno diz:

    Não que o da Economia seja propriamente o rei dos Powerpoints, nem sequer oferece à malta umas animações de transição em damas ou os bonecos clip art da praxe.

    https://docs.google.com/leaf?id=1S_wF-rRWo8b5PbPJYJBzqOOcVkPxVMZykb3t2AgWwylE-9nx7w23iHoh2BXb&hl=en

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