The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Sebastião Rodrigues

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Apanhado na Vândoma, juntamente com outro, com capa de Júlio Resende, e uns tantos ensaios visuais sobre o 25 de Abril que o iPad não apanhou tão bem.

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Ainda vivo

Embora isso seja mais visível ao vivo e não aqui no blogue. Ando em conferências, aulas e textos para outros sítios (links em breve).

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Ontem fui falar sobre o blogue numa aula de mestrado da FBAUL, e a Luísa Ribas, o Frederico Duarte e a Cândida Ruivo surpreenderam-me com um belo e saboroso bolo caseiro para celebrar o oitavo aniversário do Ressabiator. Não registei o bolo, mas consegui tirar fotos aos fascículos da Volta ao Mundo de Ferreira de Castro que a Cândida me trouxe – tenho andado fascinado com este formato efémero, a meio caminho entre a revista e o livro.

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Filed under: Design, Notícias Breves, Publicações

Oito anos

Faz hoje oito anos que comecei a escrever para o blogue, uma decisão que na altura foi quase instantânea, mas que mudou a minha vida completamente. Na altura, não sabia muito bem no que me estava a meter, mas essa é a natureza das grandes decisões. Desde então, escrevi para mais sítios, dei conferências, publiquei livros, comecei e terminei o doutoramento, mas o blogue continua a ser o centro disto tudo.

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Circulem! Circulem! Não há nada para ver!

Ao que parece a PSP “tem feito com a antecedência necessária diversos apelos aos órgãos de comunicação social (…) para a necessidade de os jornalistas se identificarem, colocando-se sempre do lado da barreira policial que os separa dos manifestantes em geral”.

Ou seja, não basta a comunicação social identificar-se, como deve ainda manter uma certa distância do assunto que está a cobrir, evitando misturar-se com os manifestantes, recolhendo as suas opiniões ou registando imagens do seu ponto de vista.

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Filed under: Política, Prontuário da Crise

Medo

Passei no Chiado pouco depois da carga policial, sem saber o que se tinha passado. Ainda vi uma ambulância perto da Sá da Costa, num sítio onde costumam estar motas estacionadas, uma cena que não compreendi, uma mulher com os joelhos dobrados rodeada de polícias ou enfermeiros, com gente a olhar do outro lado. Quando cheguei a casa, pelo facebook vi que um jornalista tinha sido agredido pela polícia nesse sítio, junto às motas. Um pouco mais longe outra jornalista tinha sido também atacada, numa agressão que continuou depois de se ter identificado como jornalista. Num versão mais decente deste país, alguém, se possível um ministro ou pelo menos um secretário de estado qualquer, deveria estar a apresentar a sua demissão neste momento. Seria a única reacção possível: uma demarcação clara deste género de acção. Caso contrário poder-se-ia pensar que foram premeditadas e que a serenidade do país só é mantida através de uma dose suave, homeopática, de medo (de perder o emprego, a casa, a família, a segurança, toda ela).

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No fundo, o neoliberalismo é uma greve geral

Não me espanta muito que, para os lados do governo e dos comentadores a ele associados, não se leve muito a sério a ideia de greve. Que slogans, posters e cantigas de Abril pareçam irremediavelmente amadores. Mas já me espanta um pouco que se ache a greve uma irresponsabilidade que abala o bom nome e a produtividade do país junto dos mercados.

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Conferências na Culturgest

Já é nesta sexta às seis e meia, a quinta (e penúltima) conferência do ciclo que estou a dar na Culturgest. Esta é sobre o Boletim Informativo da Gulbenkian e sobre os Bulletins of the Serving Library. Abaixo, deixo o primeiro texto que escrevi sobre o Boletim, já há uns tempos.

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Rótulo e Contra-Rótulo

Ontem, o Professor Marcelo respondeu à pergunta de um telespectador sobre o que achava da polémica em torno da criação de um vinho chamado Salazar dizendo qualquer coisa como é sinal que estamos numa democracia e nos tempos de Salazar isso não seria possível. Porquê? Porque o ditador nunca o autorizaria e até achava estranho que a família tivesse deixado.

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A Falta de Meios é a Mensagem

O corte total dos apoios pontuais à cultura surpreende tanto como o calor a meio de Agosto. Que se tente atenuá-lo por uma política de incentivo à internacionalização só confirma a tentativa de extermínio, porque o problema com a cultura portuguesa nunca foi a circulação de indivíduos internacionalmente, mas a capacidade de os fixar aqui, de lhes dar condições para que façam o seu trabalho aqui.

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Minutas da Real Sociedade Dos Cantianos

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E assim terminaram as primeiras Jornadas Cantianas, dedicadas à figura de Paulo de Cantos e que juntaram durante dois dias bem preenchidos os aficcionados, os curiosos, os especialistas e até a própria família do homenageado. Foi um evento a meio caminho entre o formal e o informal, entre o científico e o simplesmente humano, uma ambiguidade que agradaria sem dúvida ao próprio Cantos. A antiga sede do sindicato dos Marinheiros, com as suas escadas estreitas, frescos náuticos e portas legendadas com grandes letras pintadas dava a ideia de um clube de exploradores onde os chefes da última expedição vinham apresentar os seus achados.
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As linhas do pensamento

Em tempos de crise vai-se cortando na cultura, às vezes de maneira directa outras de maneira indirecta. Por exemplo, a precariedade dos empregos obriga à viagem constante. No meu caso, ando sempre com aulas, conferências e textos um pouco por todo o lado. Já pensei em tirar finalmente a carta, mas ainda vou resistindo. Andar de carro pode ser rápido, mas não é para mim uma maneira muito produtiva de viajar. Não é possível ler, escrever ou apenas dormir enquanto se conduz. Num comboio, pelo contrário, faz-se tudo isto muito facilmente. Para mim é uma espécie de sala de biblioteca sobre rodas. Com um portátil e uma boa bateria, se possível uma tomada, não há alternativa melhor. Fechar linhas também torna o país mais burro.

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Vitória Amarga

Esta semana, a propósito do aniversário da manifestação do 12 de março, houve quem a qualificasse como inconsequente.

Entre 300.000 e 500.000 mil pessoas manifestaram-se e numa democracia isso já deveria ser consequência suficiente. O próprio conceito de manifestação quer dizer, muito literalmente, tornar manifesta uma preocupação ou reivindicação dentro do debate público, algo ao qual não está a ser dada a atenção adequada ou suficiente.

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Traduzido para Palavras

Finalmente apanhei o Coração Acordeão (novinho) por um preço que já não esperava: 5 euros! Mas a leitura entristeceu-me. Um dos textos mais curtos, chamado Motete, vinha assim anotado ao fim:

In Diário de Lisboa, 18 Março 1971. Acompanhado de fotografia de motorizadas de aluguer no Campo Grande, em Lisboa, tb. in Critério, n.º 4, Fevereiro 1976.

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País Comprimido

Desde que me lembro, sempre houve menos informação em Portugal do que devia haver, mas com a crise o país tem perdido definição como um jpg que foi guardado demasiadas vezes, começando a ficar com os pixeis esborratados e acumulando junto dos contornos aqueles torvelinhos geométricos que os engenheiros chamam “artefactos”.

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Três Coisas Rápidas

Ando com uns tantos textos a correr em paralelo, assim não tenho escrito tanto para aqui como gostaria, portanto só duas ou três achegas:

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Não isso, mas algo equivalente

Não é uma história que pretenda ser exacta, no máximo dos máximos uma fábula construída a partir de várias situações ou lugares para sublinhar um argumento: uma aluna que não tinha terminado um curso – salvo erro – de pintura ainda nos anos oitenta, deixando para trás cadeiras como tapeçaria, têxteis ou cerâmica, decidiu-se a terminá-lo décadas depois, já com filhos, casa e marido. Entretanto, o curso tinha mudado de nome, as cadeiras que lhe faltavam desapareceram com a passagem para Bolonha. Os seus últimos professores já se tinham reformado há muito. Administrativamente, decidiu-se que, por equivalência, a senhora deveria frequentar uma unidade curricular relacionada com vídeo para terminar o seu curso, o que fez, calculo que com alguma dificuldade. No final, quando pediu o certificado de habilitações, com a relação das cadeiras que tinha feito e as notas que tinha tirado a cada uma, essa unidade curricular vinha identificada como tapeçaria, têxteis ou cerâmica.

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A legitimidade

Quando estava nos últimos anos do curso de design, lá para a segunda metade da década de noventa, não me lembro de ter ouvido falar de muitos mestrados na área. Soube de um por volta de 98, que tinha aberto um ano antes e que viria a frequentar.

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O Avesso do Público

Hoje o Público mudou de grafismo. Tal como já tinha escrito por aqui, o regresso a este termo, deixando em segundo plano o design, parece-me uma escolha programática, enfatizando uma preocupação maior com conteúdos, com o comentário, mais do que pela simples notícia que neste momento vai chegar sempre atrasada em relação ao que se pode ler na internet (Rui Tavares, na sua crónica, faz uma boa proposta do que poderão ser as funções de um jornal nestas novas condições).

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Coisas que passam

Com o aumento de pós-graduações e investigação avulsa, nunca houve tanta gente a escrever no design português, mas os efeitos são escassos.

Há congressos, apresentações públicas, publicações que as instituições se esforçam por divulgar, que até são citadas e reproduzidas em outros congressos, apresentações e publicações, mas é difícil perceber se há ideias, tendências ou até polémicas – boa parte das comunicações responde a problemas de pormenor, propondo uma nova maneira de classificar qualquer coisa, fontes, cartazes ou paginações, ou então descreve a obra de um designer ou artista desconhecido. Alcança-se um grau ou cumprem-se os requisitos de progressão na carreira mas pouco mais do que isso. A sensação é de vazio, um vazio cheio de prazos e pressas mas ainda assim um vazio.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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