The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Três Coisas Rápidas

Ando com uns tantos textos a correr em paralelo, assim não tenho escrito tanto para aqui como gostaria, portanto só duas ou três achegas:

1. O último This American Life é imperdível. É uma Grande Reportagem (nos dois sentidos mais óbvios da expressão) sobre o debate americano que opõe os adeptos do Small Government e os defensores de um serviço público forte. Visitam-se cidades onde já não há dinheiro para pagar a professores, a polícias e onde o crime aumenta; cidades onde cada vez que a luz de um candeeiro de rua se funde só é reposta se alguém se oferecer para pagá-la. Compara-se entre a rentabilidade do serviço público e a privatização de um mesmo serviço. Entrevista-se o criador do movimento por um Estado mais pequeno que – famosamente – disse que o tamanho ideal deveria ser o suficiente para poder ser afogado numa banheira. Nenhuma ideia feita fica por responder e a argumentação de cada um dos lados é complexa. Numa realidade alternativa o Prós e Contras seria isto.

2. E por falar em televisão, continuo ansioso que chegue a TDT, para a qual não tenho, nem tenciono ter descodificador. Das poucas vezes que a ligo só me arrependo. Esta semana no telejornal vi umas tantas notícias sobre os hackers do Anonymous que tinham atacado o Paypal, o eBAy e outras firmas “porque se tinham recusado a doar dinheiro ao Wikileaks”, dando a entender que as empresas estavam a ser chantageadas para darem o seu próprio dinheiro quando na verdade congelaram o acesso da Wikileaks a dinheiro que lhe tinha sido doado. Enfim.

3. Ando a ler nos tempos livres a tese de António Pinho Vargas sobre Música e Poder, onde se tenta perceber os mecanismos de subalternização interna e externa da cultura portuguesa, usando para isso a metodologia desenvolvida por Foucault e Bourdieu, bem como a teoria pós-colonial. Do pouco que li, já dá para ver que é um texto essencial.

Filed under: Design

One Response

  1. Paulo diz:

    Mário, só uma pequena errata para o teu post: os Anonymous são crackers (ou attackers) e não hackers – hackers surgiram no TMRC do MIT, e criaram uma ética rígida, que exclui crackers e attackers poderem ser considerados hackers – http://tmrc.mit.edu/hackers-ref.htmlhttp://www.gnu.org/philosophy/words-to-avoid.html#Hacker – resumindo, enquanto os hackers constroem, os crackers destroem

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