The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

O País das Aspas

Apanhado em Alcântara, mas sinal de uma praga maior, um hábito de usar as aspas como se fossem um destaque gráfico. Não se podia fazer a mesmo coisa com **asteriscos**, por exemplo? É que assim podia ser castanha assada na hora, maionese assada na sandes ou até nádega assada na fralda. Se o objectivo é estimular a imaginação do freguês, mais valia dizer-se logo que hoje há “outra coisa qualquer” assada na “outra coisa qualquer”.

Ou então é só a ironia empreendedora dos tempos que correm: uma livraria fecha e reabre como um restaurante chamado astutamente “Livraria”, uma padaria fecha e reabre como uma galeria de ilustração chamada “Padaria”, uma sardinha fecha e reabre como outra coisa qualquer chamada “Sardinha”.

E hoje, no Terreiro do Paço, uma parte do Ministério das Finanças fechou e reabriu como um bar chamado “Ministerium”.

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Filed under: Crítica, Cultura, Design, Economia, Prontuário da Crise

2 Responses

  1. maria diz:

    aspas o mundo é feito de aspas
    são.. molas.

  2. M. Folha diz:

    Em Ponte de Lima há uma muito boa, noutro nível já. Encontrei esta imagem: http://www.flickr.com/photos/flup_hist/258210062/

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