Uma tendência para a qual vou tendo cada vez menos paciência: versões “design”, “urbanas” e “gourmet” de alimentos, objectos ou modelos de negócio, sobretudo quando se articulam entre si numa espécie de gramática pretensiosa: “Água-pé gourmet” servida em “malgas design” numa “tasca urbana”.
É a melhor representação da austeridade enquanto estética, uma celebração da pobreza e dos seus valores concebida por e para gente que nunca foi pobre e que muito claramente despreza a pobreza, que confunde passar fome com perder calorias, perder o emprego com uma oportunidade, voltar à aldeia com ir de férias.
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“gourmet” é não conseguir nem saber cozinhar numa panela para mais de X pessoas.
“gourmet” é brincar com as pessoas, Que vêm e ouvem anúncios e programas de tv. E que estão tesas e só ouvem falar de comidas e receitas de pratos ricos.
Isto para..
Isto para..
ups
“gourmet” é brincar com pessoas.
Que vêm e ouvem anúncios e programas de tv. Que estão tesas, e que ouvem falar de comidas e receitas de pratos ricos.
Isto para..
Fez-me lembrar a música Common People dos Pulp.
‘Gourmet’ é as pessoas já ñ terem vergonha de ir de lancheira para o trabalho porque compraram uma “de corrida” ou porque já não comem qualquer porcaria, agora ‘só coisas saudáveis’.
[…] na ruína de qualquer coisa política, social ou popular, transformando-a numa coisa bonita, gurmê, de […]