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Uma tendência para a qual vou tendo cada vez menos paciência: versões “design”, “urbanas” e “gourmet” de alimentos, objectos ou modelos de negócio, sobretudo quando se articulam entre si numa espécie de gramática pretensiosa: “Água-pé gourmet” servida em “malgas design” numa “tasca urbana”.
É a melhor representação da austeridade enquanto estética, uma celebração da pobreza e dos seus valores concebida por e para gente que nunca foi pobre e que muito claramente despreza a pobreza, que confunde passar fome com perder calorias, perder o emprego com uma oportunidade, voltar à aldeia com ir de férias.
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