The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Vestidas para a Guerra

Quando vi as primeiras fotos das Pussy Riot, com as suas máscaras coloridas de lã, lembrei-me logo da origem do termo “Balaclava”, relativamente pouco usado em português mas comum na língua inglesa para designar um gorro que pode ser usado como máscara, para proteger a identificação (é bastante popular entre soldados, polícias ou terroristas) ou simplesmente do frio (também é conhecido como máscara de esqui). Foi tricotado em massa pelas senhoras Vitorianas para enviar aos soldados ingleses durante a Guerra da Crimeia, tomando muito mais tarde o nome de Balaclava, uma cidade portuária na Ucrânia, perto de Sebastopol.

Roger Fenton, Colonel Clark with horse wounded at Balaclava (c. 1855)

A Guerra da Crimeia faz parte daquele conjunto de conflitos oitocentistas que se designam como “modernos” simplesmente porque antecipam de algum modo a matança sistemática, industrial e científica que se tornaria a norma no século XX (a Guerra Civil americana é outro exemplo habitual). Mas se a Crimeia foi uma Guerra “moderna”, as suas inovações marciais foram por vezes um tanto irónicas como nota Errol Morris:

The Crimean War, often described as a precursor to the American Civil War, is more a harbinger of World War I – a stationary front informed by endless and futile exchanges of lethal artillery fire. Trench warfare par excellence. Lord Raglan, the commander of the British forces, previously the Duke of Wellington’s aide-de-camp, lost his arm to a French cannonball at Waterloo. His specially designed sleeve – the Raglan sleeve, along with the cardigan and the balaclava – is how we remember the Crimean War. A war defined by innovations in wardrobe – a sleeve, a sweater and a hat.

Filed under: censura, Design, História

One Response

  1. Rui Franco diz:

    O termo era pouco utilizado mas, graças ao maciço uso do mesmo pela comunicação social, hoje em dia já substituiu completamente o nosso “passa-montanhas”.

    É sempre assim, não é? Tudo o que vem de fora, tem de ser melhor…

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