The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Nada de novo na frente

Hoje ainda mais duas intervenções nos jornais, Público e Expresso, a propósito da polémica Loff-Ramos-Rosas–Fernandes-etc.

De Diogo Ramada Curto no Público, um artigo muito interessante, com uma análise da polémica e uma crítica bastante fundamentada da cobertura feita na História de Ramos da Guerra Colonial.

Discordo de um ou outro ponto, em particular a ideia que Rui Ramos respondeu com “serenidade académica” aos textos de Loff – o título da sua resposta “Um Caso de Difamação” bastaria para o demonstrar – e a convicção que teria desmontado a argumentação de Loff e provado até que ponto as suas frases ou ideias tinham sido deturpadas e descontextualizadas. Não sem ter ele próprio ter feito isso, exagerando e distorcendo os argumentos que contra ele eram levantados (ver aqui e aqui).

No Expresso, António Guerreiro deixa a ideia que Ramos precisava de ser defendido dos seus defensores – boa tacada.

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Filed under: História, , , , ,

2 Responses

  1. JCM diz:

    Há uma inclinação para defender o Rui Ramos. Aquilo que fez no post “Pachorra”, ao mostrar o que Loff dizia e aquilo que RR dizia que ele dizia, ninguém está interessado. Ninguém quer saber a verdade. O que funciona é o princípio medieval de autoridade. Se Aristóteles afirmou, então…

    Tudo isto é muito interessante, pois mostra o nível do espaço público português. No fundo, ninguém quer debater seja o que for, mas salvaguardar os seus, e RR desempenha, com as suas interpretações acessíveis e a escrita agradável, um papel de legitimação para áreas políticas que, em Portugal, têm tido pouco nervo intelectual. Daí o desespero dos defensores. O que eu acho mesmo incompreensível é a atitude de RR. Em vez de gritar “difamação”, deveria argumentar em favor das suas teses. Mas isso seria admitir a priori que elas são discutíveis. O melhor mesmo é activar o princípio de autoridade e, apesar de tudo, não se está a sair mal.

    Já agora uma outra coisa. Ramada Curto, na sequência de António Barreto, fala de serenidade. Tratar com serenidade… Mas serenidade é um estado de alma e não um conceito epistemológico. Serenidade faz parte da conversa de café. Quantas pessoas serenas e com opiniões serenas não estarão equivocadas? Só o uso deste termo do senso comum mostra a degradação do debate. De facto, não há pachorra.

    • Excelente comentário JCM. Fez-me lembrar outro “argumento” absurdo que afirma: “não te irrites senão perdes a razão.” Porque raio é que alguém que tem razão a priori (pela qualidade dos seus argumentos) a perde se os gritar, ou se acrescentar insultos entre argumentos? Quanto muito continua a ter razão mas passa a ser mal educado.

      Christopher Hitchens (R.I,P.) será o paradigma do tipo carregado de razão e ao mesmo tempo irritado. Vitor Gaspar, por outro lado, é a personificação da serenidade equivocada.

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