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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Método e Hierarquia

Ainda a propósito de Guimarães, um pormenor do qual não falei no texto anterior – porque ando a escrever uma peça maior sobre o tema –, mas se calhar vale a pena deixar aqui um lamiré): a dada altura, quando se falava da importância de distinguir bem entre curadores, artistas, editores, etc., um dos argumentos usados foi o da importância de haver método.

Ou seja, hierarquia e método são a mesma coisa, ou pelo menos andam juntos. É claro que isso é verdade se estivermos a falar de hierarquia num plano abstracto, mas quando se fala de distinguir artistas de curadores ou editores está-se a falar de hierarquia num sentido de especialização. E não apenas num sentido vertical, de uma especialização que separa a gestão do trabalho, mas de uma divisão de tarefas.

É claro que é possível haver método sem hierarquia. Boa parte dos editores e/ou curadores que eu conheço são bastante rigorosos, e não se trata apenas de simular individualmente o rigor de uma grande instituição: editar uma publicação ou programar um espaço são tarefas que não são separáveis desse rigor.

Como diz a Isabel Carvalho (que é muito rigorosa): Dividir tarefas numa pessoa não é dividir pessoas em tarefas.

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Filed under: Arte, Crítica, Cultura

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