The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Serviço Público

Há agora um preconceito contra o serviço público. Mesmo quando é defendido, diz-se por vezes que é um mal necessário, que não pode ser totalmente erradicado, e que portanto mais vale fazê-lo bem. Pessoalmente, não acredito no serviço público como o que sobra de tudo o resto, mas como  suporte essencial de valores como a igualdade, o civismo ou até a ética.

Não acredito em coisas como o serviço militar obrigatório, mas vejo cada vez mais o ensino público, por exemplo, como um serviço público (obrigatório até certo ponto), onde os alunos não aprendem apenas matérias, mas também uma certa ética, um civismo. Não me parece acidental que os mesmos líderes políticos que demonstram regularmente tão pouco sentido de ética e tão pouco civismo, tenham também percursos escolares conseguidos através de expedientes ou equivalências (regra geral em instituições privadas). Nem me parece acidental que essa gente tenha como ideologia a degradação do que é público.

Neste momento, acredito que é um dever cívico não só lutar pelos serviços públicos, como usá-los e expandi-los. Dignificá-los, a eles e aos valores que lhes estão associados, de igualdade e de civismo – de que toda a gente deve ter as mesmas oportunidades independentemente de onde nasceu, com que pais e com que meios.

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Filed under: Ética, Crítica, Cultura, Política, Prontuário da Crise

One Response

  1. Carlos diz:

    Caro Mário

    Concordo com o ensino da ética e do civismo mas não como disciplinas isoladas. Temo que a situação se mantivesse tal como está pois são temas que necessitam de uma base de conhecimentos para serem compreendidos e aprendidos. Defendo o ensino obrigatório da cultura, da economia, da arte, do desporto, da ecologia, etc. (estas como disciplinas obrigatórias). Acho que a prioridade seria formar pessoas com cultura e sabedoria para poderem exercer os seus direitos e obrigações democráticas de forma mais sábia, responsável e consciente. Infelizmente, são medidas que só terão efeito ao fim de 25 anos (no mínimo) e não ao fim de 4 anos, que é o máximo que os governantes conseguem (ou querem) planear.

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