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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

A Doença do Tio Patinhas

Parece que Fernando Ulrich também anda com a Doença do Tio Patinhas, que já tinha afligido Soares dos Santos, e supostamente, antes dele ainda, Maria Antonieta, uma espécie de Síndroma de Tourette social, que leva o paciente a proferir afirmações que a maioria das pessoas (99% para ser simbólico) achariam ofensivas, mas que o próprio considera serem o mais puro senso comum.

Primeiro foi a ideia que o Estado deveria pôr desempregados a trabalhar no seu próprio banco, agora é a ideia que estamos a viver debaixo de uma possível ditadura do Tribunal Constitucional, o que por arrasto implica que estamos (segundo o banqueiro) a viver sob uma ditadura da nossa própria Constituição, que serve ainda os interesses da maioria da população e não tanto o dessa minoria perseguida que são os banqueiros.

É claro que há uma explicação simples para esta torrente de asneiras: a vida corre-lhe bem, a realidade convém-lhe, enquanto à grande maioria dos seus concidadãos nem por isso. Percebe-se porquê. É, entre outtos, ele que tem andado a comprar a nossa dívida e é  portanto para ele que vai grande parte dos nossos impostos sob a forma de juros, e ainda lhe permite dar recadinhos ao Estado e insultar boa parte dos portugueses. Tal como Soares dos Santos, ele lucra com a desgraça alheia; e tal como Soares dos Santos acredita que este “mérito” lhe dá a superioridade moral suficiente para o anunciar como se fosse uma coisa boa.

Respondendo à boca de Gaspar, quanto à relação entre aquilo que espero (enquanto português) do Estado e aquilo que estou disposto a pagar em impostos para o ter, eu só espero do Estado que assegure os serviços públicos que sustentam a nossa democracia, dando oportunidades iguais a toda a gente que ainda insiste em viver por aqui. Ulrich paga, em termos relativos, menos impostos do que eu; o dinheiro que “dá” ao Estado fá-lo a troco de juros bastante elevados; e recebeu-o a juros relativamente reduzidos através de recapitalizações. Ou seja: espera bastante do Estado e ainda está à espera que lhe paguem por isso.

Numa democracia mais eficaz que a nossa seria bastante óbvio quem está realmente a sustentar o Estado e quem está a viver às suas custas.

Filed under: Crítica, Economia, Política, Prontuário da Crise

One Response

  1. […] que o Senhor Ulrich anda todo satisfeito, porque as coisas lhe correm bem, e acha que pode dizer o que lhe apetece, é provável que também […]

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