The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Leituras Electrónicas

Já lia muita coisa no ecrã antes de comprar o iPAd, mas foi ele que me decidiu a optar por e-books e assinaturas electrónicas, em vez de livros e jornais. É mais rápido (posso começar a ler um livro no dia em que é lançado); fico com menos coisas em casa (praticamente já só compro livros e revistas vintage, para colecção); é mais fácil pesquisar e arquivar informação útil (nada de recortes ou arrependimentos de ter atirado para a reciclagem um artigo que afinal era importante); e, para quem viaja, é tudo mais portátil (pode-se ler no mesmo aparelho onde se vê um filme, lê a correspondência, ou faz uma apresentação).

Durante este tempo, concluo que o iPad tem as suas vantagens (é um bom aparelho para escrever e tomar notas em viagem; para ter acesso a mapas e à internet), mas em casa prefiro ler e escrever no velho Mac (é mais ergonómico); na rua, prefiro ler no iPod.

Quanto aos conteúdos, prefiro comprar livros em Kindle (porque dão para ler no computador ao contrário do formato da Apple). No caso das assinaturas electrónicas, prefiro formatos que ainda mantenham uma certa coerência editorial, que apresentem um pacote de artigos diariamente ou semanalmente, e não actualizações artigo a artigo. Ou seja, prefiro ler o pdf da versão impressa do que uma espécie de site que muda minuto a minuto. Vejo as actualizações, mas gosto da unidade diária ou semanal de um jornal ou revista. Mesmo que não leia os artigos todos, permite-me passar os olhos pela sua generalidade, o que num site não é tão fácil. Em assinaturas que não tenham uma opção em pdf, a minha tendência é só consultar aquilo que me interessa, como no caso do New York Times, onde é raro ler o que não esteja no mail diário com os principais destaques.

Assim, gosto do Público, sobretudo pelo pdf. Gosto de ler a new Yorker no iPad (é um bom substituto da revista). Não gosto nada do Guardian no iPad (demasiada cor e tiques de design). Odeio sobretudo o Expresso para iPad: demora a carregar, é difícil navegar, e a leitura no computador é feita através de um interface que parece que foi feito nos anos noventa.

Filed under: Crítica, Cultura, Design

One Response

  1. mimorgado diz:

    A meu ver, o livro/publicação digital continua em desvantagem em relação ao livro impresso, ao jornal de papel. Ao pdf, falta-lhe alma, cheiro, proximidade entre mim e o texto, como entre dois amigos que se comunicam por skype e nem por isso estão frente a frente. Parece algo bastante sentimental e pouco racional mas é também destas coisas que surge o relacionamento com um livro.

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