The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Eu sou uma bola de berlim (update)

E é este o filme do Marcelo. Acho que as “autoridades alemãs” até lhe fizeram um favor. A coisa faz o Duarte & Cia. parecer um filme do Tarkovsky. É claro que deve ser difícil fazer um filme publicitario sem dar a sensação que se gastou um tostão. E agora já sabemos como seria um filme do Ed Wood se ele gostasse mais do Wes Anderson que do Orson Wells.

Update:

Estava para nem falar mais do assunto mas sinceramente: isto parece feito por três alunos do primeiro ano de Economia depois de terem emborcado três dúzias de shots (cada) e terem convencido o sobrinho do senhorio (legalmente cego mas cinéfilo) a realizar aquilo antes das três da tarde. Precisavam de salvar a economia europeia antes do lanche.

Em que diabo estava o Marcelo a pensar? Deviam trazer de uma dimensão paralela um Marcelo que não tivesse feito esta obra prima, e pô-lo a dar-lhe uma nota no Domingo à noite, sem saber quem é o autor. Era preciso inventar um ramo novo da matemática só para arranjar um número que fosse suficientemente negativo.

A sério. O Governo não pode fazer nada e o Professor Marcelo decide tomar a iniciativa, clandestinamente, à comando, contra tudo e todos? Pelo menos, já sabemos quem é o Chuck Norris tuga da publicidade alternativa, o Oliver North do cinema fanhoso.

Nunca tinha escrito isto aqui antes, mas:

‘dasse!

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Filed under: Crítica, Cultura, Design, Publicidade

3 Responses

  1. Estou na Alemanha e por momentos pensei que isto seria interessante. Até que passou a ser humilhante e desisti da ideia.

  2. Confesso que parece um filme “à português”…e cheio de vergonha digo isto…atribuímos sempre as culpas para os outros, é mais fácil…cortaram a verdade, mas só uma linha foi tratada de dar aos portugueses, evitando assim a verdadeira censura do que realmente está mal em portugal…

    Curiosamente, já não é a primeira comunicação que vejo a atribuir as culpas a quem está no topo da cadeia neste momento e pergunto-me, porque também não fazemos parte desse topo, em vez que mais uma vez, atribuir culpas para o vizinho do lado…

  3. Pedro Gonçalves diz:

    Utilizaria a expressão “vergonha alheia” para descrever o que sinto, não fosse este vídeo feito teoricamente, também em meu nome. Assim, o sentimento é de simples humilhação.

    Adorei como se expõe os gastos com os estádios sem referir os compadrios da construção civil com os sucessivos governos que os autorizaram, logo a seguir a mencionar que os portugueses (e entra em plano a senhora de classe média com cartão visa) são tão responsáveis pela dívida como aqueles que destinaram centenas de milhões de euros a obras faraónicas que hoje estão a cair de podres!

    Haja paciência!

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