The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Não aceite imitações

Os americanos, por exemplo, tendem a exibir o que eles próprios chamam “excepcionalismo”, a tendência para acreditarem que podem cometer os mesmos erros que os outros, porque são diferentes e com eles vai tudo correr bem. Acham que hão-de continuar a ser uma superpotência por muitos e bons anos, tal como os ingleses e os franceses antes deles, e antes deles os holandeses, e antes os espanhóis e portugueses, e os romanos, fenícios, etc.

Mas o excepcionalismo também tem uma versão de marca branca, mais económica, ao alcance dos bolsos mais pobres, que consiste em acreditar que a nossa miséria, a nossa impotência, é única, só nossa, identitária até.

Esta crise demonstra-o muito bem. é claramente europeia, mundial, mas ainda se vê gente a acreditar que, enquanto país somos especialmente culpados, contra toda as evidências e contra todos os números. Ainda se vê gente a pintar Sócrates como uma espécie de génio do mal, ou Cavaco, Passos e Gaspar, tudo políticos de marca branca, versões Soares dos Santos de Blair, Merkel e quejandos, mais baratos e com um paladar um bocadinho ao lado.

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Filed under: Crítica

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