The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Alvíssaras?

paulo mendes

Já não estou muito habituado a sair no Porto. Fui parar ao edifício Axa na sexta à noite por ter encontrado amigos de Lisboa enquanto jantava depois de ter ido nadar. Sinceramente, nem sabia o que esperar do evento. Lá dentro, muita gente, um bar, obras pouco sinalizadas e toda a gente que eu encontrei a falar se havia ali amianto e no que isso fazia às alergias (acho que não é bem esse o problema). Mais tarde, no Passos alguém (que não foi) disse-me que “não ia a essas coisas do fascista do Rui Rio”. Entretanto já tinha visto pelo Facebook que tinha havido um problema com uma bandeira de Portugal em tons de cinza, feita pelo Paulo Mendes, mas pensei que fazia parte das comemorações do 25 de Abril. Segundo o próprio Paulo Mendes (via Facebook) teria havido pressões  para que retirasse a bandeira, o que acabaria por fazer.  Na sexta à noite, no edifício AXA pouco ou nada se falava sobre isso. Entretanto saía no P3 um artigo compilando as declarações do artista e atribuindo as pressões aos responsáveis do projecto 1ª Avenida e à Porto Lazer que justificava a retirada da bandeira com “A exposição exigia determinadas condições de produção que não estavam devidamente asseguradas”. É tudo muito vago e muito subentendido. E gostava de saber um pouco mais sobre tudo isto. Não há jornalismo por estas bandas? E do lado das artes, será que houve alguma reacção? Porque abriu a exposição como se nada se tivesse passado? Ou passou? Alvíssaras!?

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Filed under: Crítica

4 Responses

  1. theandrealves diz:

    (isto é o que eu pude apurar por andar lá a espreitar e a tentar perceber quantos milhares de euros estariam a ser gastos em tinta e electricidade para justificarem que os artistas não recebessem nenhum dinheiro para a produção)

    25 Abril – A meio da tarde, um cabeça-grande (média? pequena?) do Porto Lazer pede a Paulo Mendes que retire a bandeira, com o argumento que a exposição apenas inaugura na sexta e que por isso, não tem nada que estar ali. O Paulo recusa-se imediatamente a retirar a bandeira. Razões óbvias: o projecto fora aprovado (é de lembrar que houve uma submissão de projectos) e está, efectivamente, em direito de uso do espaço para a montagem.

  2. theandrealves diz:

    Pelo que eu sei não. Eu vou estar em residência daqui a nada, no habitual regime de voluntariado. O que eu não sabia na altura era o valor (fala-se em seis figuras) do orçamento para isto.
    Queria usar a minha residência para pensar, tornar públicas estas preocupações – juntar um piquete ou coisa parecida que efectivamente produza uma acção de comunidade. A ver.

  3. […] a propósito da bandeira, Paulo Mendes fez na sua página de Facebook mais uma intervenção que reproduzo […]

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