The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Exercício

Escola Segura

Em 2009, participei numa Pecha Kucha no Porto, no Bairro da Bouça. Na semana passada, quase quatro anos depois participei noutra, desta vez em Lisboa. Pelo meio vi meia dúzia. Nesta última, fiquei com a sensação que tudo se politizou. Fala-se de estágios, de segurança social, de fazer pela vida. Também tive uma outra sensação que me deixa perplexo.

Nesta última Pecha Kucha, falei sobre design gráfico e política, apresentando problemas mas também algumas soluções, uma delas os cartazes feitos no Porto para protestar contra as políticas de Rui Rio. Não disse nada sobre mim ou sobre o blogue. Apenas o meu nome. No final da conferência, perguntaram-me se eu pertencia a uma agência (apesar da minha apresentação problematizar as relações entre design e publicidade); algumas pessoas  (em mais de uma ocasião) felicitaram-me pelo meu projecto. Mas eu não apresentei projecto nenhum que fosse meu.

Pode ser que tenham pensado que aqueles cartazes  fossem da minha autoria. Não são. Não identifiquei os autores por precaução – Rui Rio tem processado regularmente quem protesta contra ele ou o critica. Ou pode ser que neste momento se assuma sem mais que alguém só intervém em público para promover alguma coisa (seja isso um serviço ou uma causa própria).

Ora eu não tenho projecto nenhum. Nem sequer considero o blogue um projecto. Quando vou ao ginásio, os funcionários desejam-me bom treino. Mas eu não estou a treinar para nada. Não vou competir. Quero apenas ter uma vida saudável. Não estou a treinar para isso; estou a fazê-lo. A mesma coisa com o que escrevo ou o que digo em Público. Não o faço porque queira escrever para jornais ou alcançar um cargo público ou subir na hierarquia Bolonhesa. Faço-o pela mesma razão pela qual vou ao ginásio, porque acredito que o civismo precisa de exercício constante. E eu quero ter uma vida pública saudável.

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Filed under: Crítica

2 Responses

  1. grotesca diz:

    por essa mesma razão alterei o chavão “a luta continua” para ” a luta é contínua”. se adormeço em democracia, acordo em ditadura (esta frase não é minha, mas canibalizei-a).

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