The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

O que interessa

Ocorreu-me que, se há quem defenda que o comissariado é a nova crítica ou até a nova arte, isso só o torna mais interessante como um objecto de atenção por parte dos artistas (que cada vez mais se dedicam ao comissariado mas também a produzir situações próximas do comissariado ou que o põem em causa) mas também da crítica, que tem sido bastante omissa nesse ponto.

Se a crítica ou a recensão neste momento parece mais mortiça não é apenas pela sua escassez mas por não estar a falar do que interessa mais, que é comissariado e que é – como em tudo o resto – a política.

Porque não o faz? Em parte, por uma certa promiscuidade. Muitos dos críticos são também comissários, acumulando essa função com a escrita para jornais, ou saindo dos jornais em direcção ao comissariado. Em parte porque os formatos de crítica habituais não foram concebidos para tratar o comissariado.

Vendo a crítica nos nossos jornais percebe-se que é muito raro aparecer uma crítica do comissariado. Fala-se de exposições individuais, com ênfase no artista (são raros os colectivos), colectivas e/ou temáticas. Fala-se também de política e de instituições, mas em separado. O comissariado paira por aqui mas sempre de modo muito indirecto.

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Filed under: Crítica

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