The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Não fazer nenhum

Ainda nem chegámos a um terço de Agosto e já toda a gente que encontro se queixa de que “não está bem de férias”. Comigo é o mesmo. Textos para fazer. Projectos para fazer. Quando muito, feitos em sítios interessantes, que  dão o gosto mas não a substância de estar de férias.

Há um ano, por exemplo, aluguei um pequeno apartamento em Tavira, não tanto para estar de férias mas para trabalhar descontraidamente – melhor que nada. No fundo, foi uma residência artística auto-financiada.

Idealmente, as minhas férias começariam pelo ócio. Por não fazer mesmo nada: não planear nada, nem sequer o descanso. Fazer o mínimo. Dormir. Comer. E pouco mais. Com o tempo, não é preciso muito, aquilo que queremos realmente ganha definição. Com sorte, concretiza-se.

Na realidade, porém, as férias hoje em dia não sobrevivem se forem apenas este tipo de vácuo. Só conseguimos proteger as férias do trabalho que não queremos fazer preenchendo-as também de trabalho que não nos importamos de fazer: a organização de uma viagem, a ida a um festival, um dia na praia. Só se foge ao trabalho trabalhando.

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Filed under: Crítica

One Response

  1. Marco Costa diz:

    O sistema está a entrar em looping… :p

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