The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Piquenique

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Último dia da primeira semana na Aldeia da Luz. Ao fim da tarde, volto para Lisboa. Regresso daqui a uma semana. Nos textos anteriores, já dei as minhas impressões mais directas da Aldeia: uma comunidade a meio caminho entre o museu e o bairro social, cuja identidade mais visível reside na perda. Quanto ao resto, foi uma semana muito agradável, a falar com os outros artistas da residência, a ir até à albufeira, entrar a nadar pela estrada submersa adentro, ir de bicicleta às maiores penínsulas do Alqueva, uma delas mesmo no centro do lago e de onde é possível ver grandes e pequenas ilhas cobertas de pinhal, de olival. Não é difícil avistar lebres a correrem aos pares, lagostins, rolas, cegonhas, etc. Fomos à Aldeia da Estrela de carro, que se estende num longo promontório, os muros das casas a darem para a água. É mais antiga e irregular do que a Luz, mas ressentida pelo protagonismo dos vizinhos. Uma região inteira mudada pelo grande lago. Mais uma vez confirmo que o meu livro favorito para ler quando viajo no interior português, recorrente alterado por obras megalómanas é “Piquenique à beira da estrada” dos irmãos Strugatsky, de onde foi filmado o Stalker de Tarkovsky. Cada vez tenho mais a certeza que a Zona é um empreendimento feito com fundos comunitários.

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Filed under: Crítica

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