The Ressabiator

Ícone

Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Ideias

bja

Antes de ir para a residência na Aldeia da Luz tinha algumas ideias, abstractas, sobre o que pensar e fazer. Uma delas era comparar os diques holandeses com as barragens portuguesas como símbolos de progresso. Enquanto na Holanda se rouba terra à água, aqui rouba-se água à terra. Às vezes aqui mantém-se uma nesguinha da terra alagada como se fosse um museu ou reserva. Calculo que a Nova Aldeia da Luz na Holanda seria um Oceanário.

Os holandeses têm uma longa tradição de arte paisagista que alguns observadores mais atentos relacionam com a escassez da terra – como não tinham terras suficientes com que especular, faziam-no com imagens de terras. Por cá também há uma arte das barragens, que serve sobretudo para dar credibilidade patrimonial à agressão ecológica de grande escala que é uma barragem – no caso do Tua, por exemplo, equilibra-se a subtracção do património paisagista com a adição de património arquitectónico (Souto Moura) e artístico.

Na Holanda, artistas Bas Jan Ader são a actualização desta arte paisagista, sobretudo nos vídeos em que caía a um canal numa bicicleta ou se despenhava de uma árvore. Ou ter-se perdido no mar. Um Bas Jan Ader português perder-se-ia sobre a terra à procura de um milagre.

Anúncios

Filed under: Crítica

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Arquivos

Arquivos

Categorias

%d bloggers like this: