The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Respostas Tardias

Quando estou de cama, gosto de ler banda desenhada antiga. Nos últimos dias tenho pegado nos volumes encadernados da revista Tintin, para ler as histórias mas também os artigos. Muitos tinham títulos como “É possível haver cinema de animação em Portugal?” ou “haver banda desenhada em Portugal?” Esta dúvida era um tique da época. A resposta dada pelo artigo podia resumir-se a um “quase que sim.”

Não era um tique circunscrito à BD. Na estante à minha frente tenho a colecção de textos de Ernesto de Sousa. O título “Ser moderno…em Portugal” é uma variação óbvia desta dúvida. O mesmo daquelas ocasiões onde alguém sentencia que não há arte em Portugal, ou Cinema, ou Crítica, onde a dúvida é mais agressiva.

Nos últimos anos, a tendência foi-se extinguindo. Passou-se dos problemas de quase não existir aos problemas de existir.

Porém, desde que a crise começou, e ouço aquele discurso do “estivemos a viver acima dos nossos meios.” (ou como António José Seguro disse esta semana: “Portugal não pode regressar ao passado de há dez anos, 20 ou 30 anos”) que o ouço como se fosse uma resposta a todas as interrogações do passado. Cinema de animação em Portugal? Não. Banda Desenhada? Não. Arte? Crítica? Cinama? Não, não e não.

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Filed under: Crítica

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