The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Chapadões

Rico par de chapadas, estilo um-dois, dadas por Vasco Pulido Valente e por Pacheco Pereira na bochecha colectiva do PSD. Até voou saliva a preto e branco como num filme. Pacheco a demonstrar que se alguém lesse um discurso de Sá Carneiro na Aula Magna seria logo classificado como um perigoso comunista. E:

“A actual direcção do PSD é mais próxima de um Tea Party à portuguesa, burocrático, sem apoio popular, ‘europeísta’ e desligado da comunidade orgânica dos portugueses, que despreza o primado da ‘pessoa’, a ‘dignidade do trabalho’ e a ‘justiça social’, que no programa genético do PSD feito por Sá Carneiro não são meras palavras, mas identidades inquestionáveis do partido. Feita de admiradores de Sarah Palin, de gente que quando vai à Grécia vem de lá apodado de ‘alemão’, de entusiastas do efeito revolucionário do programa da troika e do FMI para pôr em ordem os ‘piegas’, punir a classe média ‘que vive acima das suas possibilidades’, colocar os pobres naquilo que eles merecem, uma ‘assistência aos desvalidos’, oferecer às empresas estrangeiras um país de baixos salários, e falar todos os dias, como se fosse a coisa mais natural do mundo, de despedimentos, cortes de pensões e reformas (desculpem, ‘poupanças’), como a quinta-essência da acção política. Ainda por cima sorrindo, com empáfia e descaramento, porque estão a fazer uma ‘revolução’ e a ‘salvar o país’.

O que é que Sá Carneiro tem a ver com esta gente? Muito: atacou-os toda a vida.”

E depois Vasco Pulido Valente a avisar os apoiantes de Rui Rio que tirem o cavalinho da chuva, que na prática Rio está para Passos como Costa está para Seguro: a relojoaria do partido nunca o há-de deixar chegar ao topo. Infelizmente, VPV assume, como muita gente, que Rio é diferente de Passos, quando não passa de um austeritário do poder local – como acham que consolidou as contas da câmara? E acham que Passos não consolidou as contas do país? O problema não é esse, mas tudo o que destruiu e estupidificou para chegar lá.

Acredita-se em Rio porque não é um populista à Menezes que promete mundos e fundos, mas um populista à Passos, que dá umas pauladas nas costas de quem acha que merece sofrer. Rio só é uma solução para aqueles que até acham que a austeridade funciona, só tem uma problema de comunicação e que por isso as pessoas não a percebem. Ou os que acham que lá por ter enfrentado os interesses do futebol (Clube do Porto) ou da cultura é um tipo fixe que não cede a pressões. Desenganem-se, Rio é Passos com os toques de Jardim (veja-se como usava a imprensa camarária para dizer bem de si próprio). Mas VPV tem razão: para que o deixem subir ao topo do PSD não basta ser um austeritário fanático é preciso parecê-lo. E Rui Rio simula suficientemente bem ser um político decente.

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Filed under: Crítica

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