The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Chapadões

Rico par de chapadas, estilo um-dois, dadas por Vasco Pulido Valente e por Pacheco Pereira na bochecha colectiva do PSD. Até voou saliva a preto e branco como num filme. Pacheco a demonstrar que se alguém lesse um discurso de Sá Carneiro na Aula Magna seria logo classificado como um perigoso comunista. Leia o resto deste artigo »

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Sobre ver o filme de Margarida Cordeiro e António Reis, Trás os Montes, no Youtube

Não sei do link, mas li algures que Paulo Branco ia começar a distribuir os seus filmes em teatros, como já tinha feito João Botelho com o Livro do Desassossego. É cada vez mais comum, e as causas são óbvias: há cada vez menos cinemas e a distribuição sempre foi um problema e não apenas no cinema. O que me parece óbvio, e não é comentado porque se tende a olhar para o acto de apresentar e ver cinema como uma forma morta, litúrgica, que deve cumprir certos requisitos – caso contrário, não é verdadeiro cinema – o que me parece óbvio é que, se o cinema é distribuído como se fosse teatro, vai começar a assumir algumas das características do teatro. A montante, no modo como se fazem os filmes, e a jusante no modo como são vistos. Leia o resto deste artigo »

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Falar pelos mortos

Já estava para escrever isto desde que a família e amigos de João César Monteiro protestaram contra a possibilidade dos textos deste serem lidos por Poiares Maduro, argumentando que ele nunca o autorizaria. Não faço ideia. Não o conheci. Mesmo as pessoas que eu conheço fazem coisas inesperadas. Leia o resto deste artigo »

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Aniversário

Os prazos, os textos em atraso, o pingo no nariz, as viagens, impediram-me de perceber que ontem passei os 1500 posts aqui no blog. Deixei de comemorar as centenas desde que passei os mil. Escrever para aqui é a tarefa que faço há mais tempo com entusiasmo e talvez a mais central, que informa todas as outras. Argumentar perante um público alargado regularmente é a única maneira de manter a boa forma mental no que diz respeito à discussão pública que deveria ser a essência de um regime democrático.

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Blogs e Poder

Nas últimas semanas, houve um sobressalto a propósito de política e blogs. Começou com a entrevista de Fernando Moreira de Sá, especialista na agitação política online, responsável pela ascensão de Passos dentro do partido e por uma ínfima parte da perseguição política a José Sócrates.

Não era novidade que há blogs políticos ligados aos partidos do governo, que são agressivos, que os seus membros acabam por ser promovidos a secretário de estado, assessor ou coisa assim. Já era alguma novidade que isso fosse organizado, que tivesse uma estratégia – lendo um blog de direita, o que fica é o ódio, simples, rápido e directo a tudo o que é público: Estado, erário, figura ou funcionário. Leia o resto deste artigo »

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Papistas, Papas e Palermas

Via Frederico Duarte no Facebook, uma pérola:

“Denver contracted with a Portuguese company to run a toll-road for 99 years. That firm successfully prevented the construction of a free road nearby, citing its contract. The city is stuck unable to build new roads nearby for a century unless it richly compensates the toll-road operator.”

Ou seja, já exportamos PPPs para o berço do Estado mínimo, e com uma verve que até põe a cabeça de um neoconservador a andar à roda. Se houver um relatório PISA para o neoliberalismo, já estamos à frente dos americanos. Oh Yeah!

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Modesta Proposta

Proponho: elevar os transportes públicos de Lisboa a património imaterial da humanidade. Ao contrário do que se pensa, o eléctrico já não é o meio de transporte típico das ruelas alfacinhas. Sugeri-lo é enganar os turistas. Foi substituído por segways, vespas de aluguer, triciclos amarelos com padrões ao xadrez à capacete famel, autocarros anfíbios, tuc-tucs, armaduras inteiramente funcionais do homem de ferro, etc. Uma política de transportes urbanos decente e alguma regulação podiam ter impedido este descalabro, mas é tarde demais. E, como é óbvio, para quem nos Governa é melhor empreededorismo privadópindérico do que uma cidade acima do nível do ridículo – não basta termos que nos vender ao turista, é preciso fazê-lo vestido de palhaço.

 

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Paradoxos e Parvoeiras.

João Miguel Tavares enrola-se todo a tentar demonstrar que o termo neoliberal não passa de um insulto que a esquerda despeja em cima da direita sem perceber as nuances. Curiosamente, termina com um apelo:

“Houvesse mais vontade de discutir estas coisas e menos vontade de baralhar, e não seria difícil evitar pontapear pessoas moderadas para um inexistente radicalismo, nem impedir que uma palavra tão progressista e de esquerda como ‘liberal’ se transformasse num insulto no Portugal do século XXI.” Leia o resto deste artigo »

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Encadeado

Durante os últimos meses, tenho andado em estado permanente de avançar, terminar e rever textos. No meio disto tudo, sinto falta de escrever no blogue. Ainda  é o melhor sítio para testar ideias, embora o ensaio encomendado me obrigue a sair da rotina intelectual, obrigando-me a tratar assuntos novos, que não me interessariam por iniciativa própria. Às vezes, um conjunto destes textos encomendados, encadeados entre si, acabam por me levar a sítios inesperados: dois textos para “clientes” distintos levaram-me a fazer uma pequena história da relação entre a evolução da identidade do design português e a ascensão do consenso neoliberal em Portugal. Ainda não foram publicados, por isso não posso adiantar muito mais. Em outra ocasião, três ou quatro textos sobre Paulo de Cantos e sobre a Dot Dot Dot levaram-me a uma reavaliação do modernismo que por sua vez deu origem a um ensaio sobre humor e modernismo. Eventualmente, a minha ideia é concretizar esse encadeado de ideias em projectos como a monumentânea, mas para isso é preciso tempo…

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After Party

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De volta a Lisboa depois da inauguração da exposição da residência no Museu da Luz. Participei com uma conferência/lançamento da monumentânea, seguida de um excelente vídeo-concerto do Manel Mesquita/Garcia da Selva. Dois dias de correria intensa, cheios de bons momentos e pontuados por muito boa comida – entre a qual um belo Arroz Doce (com lettering de canela em Stencil, para os puristas). Das cópias que tinha para venda, sobrou uma. Vou ver se mando vir mais para fazer um lançamento no Porto.

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico.

Autor do livro O Design que o Design Não Vê (Orfeu Negro, 2018). Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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