The Ressabiator

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Se não podes pô-los a pensar uma vez, podes pô-los a pensar duas vezes

Alegrias Simples

O meu iPad já não funciona muito bem mas descobri que a capa-teclado-bluetooth dele ainda funciona com o meu novo iPhone (estou a escrever este post usando essa combinação). Leia o resto deste artigo »

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É Carnaval

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Demonstrar que acabar com os Feriados é uma imbecilidade não é muito difícil: basta ir a qualquer call center para verificar que os génios da gestão que acabaram com o Carnaval são os mesmos que impõem aqueles pseudo-feriados aos seus escravos funcionários, aqueles Casual Tuesdays onde se é obrigado a atender chamadas de clientes furiosos vestido de Beatles ou de Palhaço. Pois bem, adorava que toda a gente obrigada a trabalhar no ex-feriado que é o Carnaval fosse, em protesto, mascarada de Primeiro Ministro.

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Afogado

E pimbas: chegou outra vez aquela altura do ano em que acordo angustiado com tudo o que tenho para fazer e só adormeço à noite depois de remoer todas as coisas mal lembradas. Tenho mais aulas neste semestre e mais alunos, mas também é o semestre em que toda a gente precisa de alguém para falar numa conferência ou entrevistar numa tese. Acho sempre óptimo que se tenham iniciativas, etc. E se tenho coisas a mais para fazer é porque não consigo dizer que não tantas vezes como gostaria. Portanto, este ano (mais uma vez) vou ver se digo que não mais vezes. Neste momento, só quero terminar coisas; não quero começar mais nada.

Apesar de tudo, a minha prioridade continua a ser escrever para aqui, porque é o sítio mais descomprometido onde o posso fazer. Ao meu lado, vejo os meus blogues favoritos a fecharem e vou tentando manter este, com menos frequência, porque é mais fácil publicar no facebook e em outros lados, mas é cada vez mais difícil, porque é sempre mais fácil manter os compromissos com os que fazemos connosco (não, na verdade não é: basta pensar no nosso Governo).

 

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Elogio da Indisciplina e Outros poemas Insubmissos

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Já tinha falado dele aqui, e de tanto citar, decidi que tinha que o ter. É muito mais lindinho do que imaginava, cheio de folhinhas de papel vegetal e retratos de Pessoa feitos pelo Manuel Lapa, entre outros.

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Oh! Não!

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Morreu o Harold Ramis, o realizador do Groundhog Day e o meu Ghostbuster favorito (na altura, não suportava o Bill Murray, tinha um Zx Spectrum e era um geek orgulhoso, mesmo sem saber ainda o termo. Também gostava do Schroeder dos Peanuts. Daí gostar do mais sério e competente dos Ghostbusters).

 

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Camas de Cartão

No Porto, uma empresa internacional de fabrico de papel ofereceu camas de cartão a pessoas que dormem na rua. A ideia é bem intencionada (como não podia deixar de ser) mas, como a maioria destas iniciativas de aplicar o design a questões sociais, parece-me que falha a um nível fundamental. O design por estes dias reduz-se a emprestar uma imagem empresarial a tudo em que toca (o mesmo com a arquitectura e boa parte das artes). Tornou-se numa forma subtil de privatização e há problemas que são públicos, sociais. Leia o resto deste artigo »

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Identidade

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A produção de treta por parte desta gente é ininterrupta. Fazem isso como as abelhinhas fazem o mel. Acima de tudo, Portugal? Não, até no próprio logótipo fica por baixo.

E “Portugal” é um gatafunho que não se percebe. A assinatura de alguém? De quem? Do “grande” “líder”? Estas pessoas deviam ter juízo.

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Coerência

As profissões começam. As profissões acabam. Ainda há gente viva que nasceu antes da expressão “graphic design” ter sido cunhada nos anos 1920. Quanto irá durar? E se terminam no tempo, também têm limites disciplinares. Leia o resto deste artigo »

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Ideais

Acrescento uma coisa que pode não ser óbvia ao último texto: não acho que a arte e o design fiquem piores por usar temas comuns. É o tema em particular que me chateia, não a semelhança entre as áreas. Não tenho pachorra nenhuma para quem diz mal de arte dizendo que é design e vice-versa. Leia o resto deste artigo »

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Galeria, bar

Neste momento, não vejo muitas diferenças entre as artes e o design, prefiro chamar-lhes “cultura” e deixar a coisa por aí. Calculo que a minha indiferença chateie, que apareça quem diga que o design cumpre as vontades de um cliente e que a arte é autónoma. Ainda na semana passada se falava da possibilidade de encomendar à Joana Vasconcelos um chaimite coberto de cravos para comemorar o 25 de Abril. Era uma ideia da artista? Era uma ideia do cliente? Na verdade, não interessa: o artista actual age quase sempre por encomenda, a sua autonomia é a mesma de qualquer cidadão. É mais ou menos responsável pelas suas próprias decisões e pouco mais. É ligeiramente mais respeitável para ele negociar com um intermediário, um comissário, um director (ou até um crítico ou galerista), do que com um cliente directo (um político ou um mecenas qualquer) – mas, no fim de contas, não interessa muito. Leia o resto deste artigo »

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WordPress

Avisou-me o wordpress que fazem agora sete anos que me mudei para aqui de armas e bagagens vindo do blogspot. Tem sido óptimo, obrigado.

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A culpa

Ainda em relação à família: costuma-se dizer que ninguém tem culpa da que tem, tal como ninguém tem culpa de ser branco, homem, heterossexual e ter nascido no hemisfério norte. Mas, tal como as coisas são, tudo isto é uma sorte relativa, um avanço em relação aos restantes. A questão é considerar este género de vantagem como um facto da vida ou como um problema que se pode ir resolvendo. Ter vantagens, que se tenham ou não pedido, é ter também uma nesguinha de poder relativo que pode ser usado de muitas maneiras. É aí que se instala ou não a culpa.

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Arte, Avaliação de Desempenho, Família, Nihilismo (por essa ordem)

Dizia-me uma amiga que um dos problemas da arte portuguesa era ter sempre a necessidade de se explicar e a um nível muito básico. A arte daqui não se vê a si mesma como um emprego a sério e portanto precisa constantemente de o demonstrar. Eu respondia-lhe que não é só na arte, acontece a todos e em todo o lado, desde o taxista ao professor ao designer ao político ao designer e ao arquitecto. Todos têm que se justificar e agora ainda mais. Em muitos empregos, a parte mais penosa consiste em demonstrar constantemente que se está a trabalhar. A avaliação de desempenho torna-se no desempenho. Leia o resto deste artigo »

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1983

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Por nenhuma razão em particular, fica aqui uma entrevista a Barney Bubbles numa The Face. Cliquem para aumentar. Alguns números depois, publicavam uma nota sobre o seu suícidio. Volto cada vez mais ao design gráfico do começo da década de oitenta, ao mesmo tempo modernista e tribal, desengonçado e rigoroso.

 

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A propósito

Não tenho feitio de editor. Gosto de escrever (ou desenhar) e largar de vez as coisas. Não pensar mais nelas. Se é no blog, ainda dá para ir corrigindo gralhas, mas prefiro pensar nos meus textos como peças de um argumento maior e não como mercadoria ou stock. Não tenho a paciência necessária para ir vendendo livros ao longo de meses e anos, para os ter guardados em caixotes aqui por casa (que já está cheia q.b.). Foi isso que me fez imprimir a monumentânea num serviço de print on demand. É impressa à medida do que é necessário, sem desperdícios. Mandei vir umas tantas para os dois lançamentos em Lisboa e Porto, e para distribuir por mais algumas livrarias (se alguém quiser uma e não tenha possibilidade de vir a Lisboa ou Porto, posso enviá-la pelo correio). Não vou mandar vir mais. Entretanto, também vou deixá-la à venda na lulu durante mais um mês ou dois. Tenho-a vendido mais por aqui do que através de encomendas directas ao site, o que é fixe, mas implica muito investimento financeiro da minha parte. Prefiro comprar livros de outras pessoas do que meus, acho eu.

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Só para lembrar:

Luz Nova Luz

Amanhã, é o lançamento da monumentânea no Porto. É às cinco e meia na livraria inc (que fica numa extremidade do Largo da Maternidade, a mais próxima do Palácio de Cristal, a dois passos da Miguel Bombarda).

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Ófaxavor!

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Segundo o Público, ainda está tudo na fase da discussão mas incomoda a mais do que um nível. O mais óbvio: o que eles chamam mecenato é um patrocínio. Imaginem as celebrações do 25 de Abril patrocinadas por um banco ou por uma operadora telefónica. Desde há uns anos que esta gente não se contenta com um logótipo ao fundo do cartaz. Muda a seu gosto o nome de estações de metro – como fez com a da Baixa Chiado em Lisboa. (Imaginem o 25 de Abril Vodafone Red Revolution). Mas percebe-se que o sentido de Estado não seja óbvio a esta malta liberal quando o que lhes interessa é vender o dito Estado ao desbarato (a cobrar comissão). E vender o 25 de Abril ainda tem a vantagem de representar muito bem os tempos que correm. Não se pode dizer que não seja simbólico.

Depois, há um pormenor engraçado na notícia: a discussão é preliminar mas já se fala de cobrir chaimites com cravos ou cobrir a fachada da Assembleia da República. Das duas uma, ou já se falou com a artista, que apresentou alternativas de projectos e orçamentos (o que é grave: quem a nomeou artista de regime? por que processo?) ou então Assunção Esteves está a dizer à artista o que fazer ou o que pensa que a artista vai fazer, o que demonstra bem a total previsibilidade e/ou falta de autonomia da mesma.

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Volto a publicar este (por causa do próximo lançamento)

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Continuando a lista de referências da monumentânea (que inclui a TM, a Eros, mas também os álbuns de banda desenhada da Bertrand dos anos 70), incluo também o design dos discos dos Germs, em particular What We Do Is Secret, que mostra como o estilo suíço e o punk não se excluem mutuamente. Num dos meus ensaios favoritos de sempre, “Graphics Incognito” (dot dot dot 12), Mark Owens demonstrou-o, usando precisamente os Germs como exemplo.

Das poucas pessoas a quem a mostrei, já houve quem dissesse que fazia lembrar um livro da Anita com uma capa do Hans Arp, e eu só acrescentaria (para além da inveja de não me ter lembrado disso antes) que por dentro, graças ao print-on-demand, parece um fanzine ou uma revista dos anos 70.

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Lançamento no Porto

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Chega finalmente a vez de lançar a monumentânea dois aqui no Porto. Vai ser na Inc, dia 15, no próximo Sábado, às 17h30.

E, só para lembrar: não se trata exactamente de uma revista, mas de um veículo para a publicação de ensaios longos – entre as 3.000 e as 6.000 palavras. A sua estrutura é a de um grande texto rodeado de pequenos textos-satélite e ensaios visuais sobre o mesmo assunto. Cada publicação terá entre 48 e 64 páginas.

Este número, Luz Nova Luz, foi produzido no âmbito da residência artística (A natureza ri da cultura) na Nova Aldeia da Luz, comissariada por Maria do Mar Fazenda durante o Verão de 2013. É uma reflexão sobre natureza vs cultura, realojamento, J.G. Ballard, William Beckford, Conan o Rapaz do Futuro e Carl Barks.

 

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Mário Moura

Mário Moura, blogger, conferencista, crítico. Escreve no blogue ressabiator.wordpress.com. Parte dos seus textos foram recolhidos no livro Design em Tempos de Crise (Braço de Ferro, 2009). A sua tese de doutoramento trata da autoria no design.

Dá aulas na FBAUP (História e Crítica do Design Tipografia, Edição) e pertence ao Centro de Investigação i2ads.

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